O fluxo que ainda não chegou.
O capital global sai dos EUA supervalorizados, o Brasil é o destino barato, mas o estrangeiro ainda não voltou para a B3.
O consenso lê o Ibovespa nos 174 mil como uma história doméstica, emprego forte e aposta de corte da Selic. O driver que quase ninguém precificou ainda é outro: os EUA estão caros e o capital global começou a sair das ações americanas em ritmo recorde, e o Brasil é a maior bolsa emergente barata, mas o estrangeiro ainda não voltou para a B3.
A tese não é comprar o rali que já aconteceu, é separar duas histórias que o mercado trata como uma só. O rali doméstico já está em curso, movido por renda e pela curva de juros. O rali de fluxo estrangeiro ainda não veio: junho foi o segundo mês seguido de saída líquida de gringo da Bolsa. O gatilho está armado e não disparou. Quando o capital que foge dos EUA supervalorizados procurar destino, quem ganha primeiro não é uma ação específica, é a própria bolsa, que lucra com o volume independentemente de qual papel o estrangeiro compra, e os large caps mais líquidos que ele consegue comprar em tamanho. É por isso que a convicção é do SETUP, não da confirmação: enquanto o gringo for vendedor líquido, a tese é posicionamento antecipado, e esse é o risco a nomear.
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