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B3 · dados com atraso de 15 min

Vale · VALE3

B3
R$ 78,02
-R$ 0,79 (1,00%) hojefech. anterior R$ 78,81 · atualizado em 28/08

VALE3
em 12 meses.

VALE3+47,71%IBOV+23,78%
Valor de MercadoR$ 342,39B
Dividend Yield7,28%
P/L (TTM)33,02
ROE5,3%
Receita (12M)R$ 204,08B
Lucro Líquido (12M)R$ 9,69B
Margem Líquida4,8%
R$ 50
R$ 60
R$ 70
R$ 80
R$ 90
VALE3 hojeR$ 78,02

Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeModerada
CrescimentoBaixo
EndividamentoModerado
ValuationCaro
DividendoExcelente
ROE
5,3%
Baixo
Dividend Yield
7,28%
Excelente
P/L
33,02
Caro
P/VP
1,74
Justo
Redentia AIO P/L de 33,02 embute expectativa alta de crescimento: o mercado paga caro pelos lucros futuros de VALE3.Perguntar sobre o valuation
EV/EBITDA
5,31
Baixo
Margem Líquida
4,8%
Apertada
Receita (12M)
R$ 204,1B
↑ 0,7% a.a.
Lucro Líquido (12M)
R$ 9,7B
↓ 7,4% a.a.
Redentia AIO DY de 7,28% coloca VALE3 entre as boas pagadoras de proventos da B3.Analisar os dividendos
Dív. Líq./EBITDA
0,88
Moderado
ROA
2,2%
Baixo

Uma máquina
de dividendos.

R$ 5,48 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)7,02%
FrequênciaSemestral
Próximo pagamento2 set 2026
R$ 14,65
R$ 7,29
R$ 6,37
R$ 4,83
R$ 4,56
R$ 5,48
202120222023202420252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada hoje
Redentia ScoreBom
84/100
Rentabilidade21
Valuation5
Dividendos61
Endividamento78
ConsensoCOMPRA FORTE
+8,47%
de upside até o alvo médio
R$ 78,58atualR$ 85,24alvo médioR$ 108,17alvo máx.
O alvo mais conservador, R$ 59,54, fica 24,2% abaixo do preço atual.
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor da VALE3 começa pela qualidade dos ativosDividend yield de 7,28%, acima da média da bolsa
Pontos de atenção
O maior risco da VALE3 é a dependência da ChinaValuation esticado, P/L 33,02Lucro em queda, 7,4% a.a.
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Sobre Vale

A Vale S.A. é uma das maiores empresas de mineração do mundo e a maior produtora global de minério de ferro e pelotas, principal matéria-prima da indústria siderúrgica. Atua também na produção de níquel, cobre, manganês, ferroligas, carvão e potássio, além de operar logística integrada com ferrovias, portos e terminais marítimos próprios. A empresa é controlada por um bloco de acionistas formado por fundos de pensão, BNDESPAR e Mitsui, sem controlador único definido após a saída da Valepar em 2017.

A operação da Vale se concentra em quatro grandes segmentos. Ferrosos é o coração do negócio e responde pela maior parte da geração de caixa, com produção em larga escala nos sistemas Norte (Carajás, no Pará) e Sudeste (Itabira, Vargem Grande e Mariana, em Minas Gerais). Metais Básicos comercializa níquel e cobre, com operações no Brasil, Canadá e Indonésia. Carvão atua na produção em Moçambique. Logística integrada inclui as ferrovias EFC e EFVM, terminais portuários em Tubarão e Ponta da Madeira, e frota própria de navios graneleiros do tipo Valemax.

A Vale é a segunda empresa de maior peso no Ibovespa, atrás apenas da Petrobras em peso histórico, e tem ações listadas na B3 (VALE3) e na Bolsa de Nova York (NYSE: VALE). É um dos maiores exportadores brasileiros e historicamente uma das maiores pagadoras de dividendos do país, com geração de caixa fortemente atrelada ao preço internacional do minério de ferro precificado em dólares.

A tese de investimento

A tese a favor da VALE3 começa pela qualidade dos ativos. As reservas de Carajás, no Pará, contêm minério de ferro com teor médio acima de 65% de Fe, um dos mais altos do mundo, contra 58 a 62% de minas tradicionais na Austrália e China. Esse premium de qualidade reduz o consumo de carvão metalúrgico nas siderúrgicas e gera prêmio de preço sustentado, especialmente em ciclos de aperto regulatório de emissões na siderurgia chinesa.

O segundo pilar é a estrutura de custos. O custo caixa C1 da Vale para minério de ferro fica historicamente entre os menores do mundo, frequentemente abaixo de 25 dólares por tonelada, contra 35 a 50 dólares de produtores marginais. Isso significa que mesmo em cenários de minério a 70 ou 80 dólares por tonelada a empresa segue altamente lucrativa, enquanto produtores chineses domésticos e juniores australianos saem do mercado. A logística verticalizada (ferrovia + porto + navios próprios) reforça essa vantagem.

Há também a geração de caixa. A Vale historicamente foi uma das maiores pagadoras de dividendos do mundo durante ciclos altos do minério, com distribuições que chegaram a representar dividend yield acumulado superior a 20% em anos como 2021 e 2022. A política de remuneração mínima atrelada ao Ebitda ajustado dá previsibilidade de fluxo aos acionistas, com possibilidade de extraordinários em ciclos favoráveis.

Por fim, há a diversificação geográfica e setorial. A Vale tem exposição relevante a níquel e cobre, metais críticos para a transição energética (baterias de elétricos, redes elétricas, motores eficientes). Esses segmentos podem se tornar contrapeso ao minério de ferro nas próximas décadas, dando opção real à empresa em um cenário de descarbonização. A liquidez e o tamanho mantêm a VALE3 como uma das ações mais relevantes em qualquer carteira diversificada brasileira.

Os riscos

O maior risco da VALE3 é a dependência da China. O país asiático absorve mais de 70% da produção mundial de minério de ferro transoceânico, e qualquer desaceleração estrutural do setor imobiliário chinês ou mudança de política industrial impacta diretamente o preço da commodity. O ciclo recente de queda na construção residencial chinesa, com falências de incorporadoras como Evergrande e Country Garden, derrubou demanda em margem e pressionou preços do minério.

O segundo risco é ESG e operacional. As tragédias de Mariana (2015, barragem da Samarco) e Brumadinho (2019, barragem da Mina Córrego do Feijão) deixaram passivos ambientais, jurídicos e reputacionais bilionários, com acordos firmados de mais de R$ 100 bilhões para reparação. A Vale ainda enfrenta processos no Brasil e no exterior, e qualquer novo incidente em barragem teria impacto material sobre as ações e sobre a licença social para operar.

A dependência do preço do minério de ferro é o terceiro risco. A receita está atrelada a uma commodity que pode oscilar entre 60 e 200 dólares por tonelada em janelas de poucos meses, com gatilhos macroeconômicos, geopolíticos ou regulatórios. Apesar do custo baixo proteger em ciclos de queda, a margem se deteriora rapidamente, e a geração de caixa dos picos só é possível com o minério em patamares historicamente altos.

Há ainda riscos estruturais. A transição energética global pode reduzir a intensidade de aço por unidade de PIB no longo prazo, principalmente se houver substituição agressiva por materiais alternativos ou avanço de aço verde a partir de hidrogênio. A Vale tem investido em hidrogênio verde e green briquettes, mas o capex envolvido é pesado e o retorno de longo prazo. Por fim, o controle pulverizado torna a empresa mais sujeita a mudanças de governança e ativismo de minoritários, o que historicamente já gerou instabilidade no conselho.

Como se compara com os pares

Na bolsa brasileira, o par mais natural é a PETR4. Ambas são commodities exportadoras brasileiras com peso semelhante no Ibovespa, receita atrelada a preços globais em dólar e exposição cíclica. A diferença está no produto: VALE3 está exposta ao minério de ferro (com viés siderúrgico chinês) e PETR4 ao petróleo (com viés energético global). Em portfólios de commodities brasileiras, é comum manter as duas pela complementaridade dos drivers macroeconômicos.

Comparada a majors globais como BHP (BHP), Rio Tinto (RIO) e Anglo American (AAL), a Vale costuma negociar com múltiplos descontados. O P/L histórico da empresa fica frequentemente entre 4 e 8 vezes, enquanto BHP e Rio Tinto negociam entre 8 e 14. Esse desconto reflete o risco país brasileiro, os passivos ambientais de Mariana e Brumadinho, e a percepção de governança após a saída do controle definido. Em compensação, o dividend yield costuma ser substancialmente maior nos picos do ciclo.

Em produtividade, a Vale se compara favoravelmente. O custo C1 em Carajás está entre os mais baixos do mundo, e o teor de Fe acima de 65% é único em escala. As majors australianas têm logística mais simples (minas mais próximas dos portos) mas teor mais baixo, o que cria competitividade equilibrada quando se inclui o premium de qualidade. Em ESG, a Vale avançou em redução de emissões e fechamento de barragens a montante, mas ainda carrega passivos reputacionais que BHP e Rio Tinto não têm na mesma escala. O case de níquel e cobre dá à Vale um ângulo de transição energética que produtoras puras de ferro não têm.

A história do papel

A Vale foi fundada em 1 de junho de 1942 como Companhia Vale do Rio Doce, durante o governo de Getúlio Vargas, no contexto dos Acordos de Washington para fornecer minério de ferro às siderúrgicas dos Aliados na Segunda Guerra Mundial. Por décadas operou como empresa estatal sob controle do governo federal, expandindo gradualmente as minas de Itabira, em Minas Gerais.

A descoberta de Carajás, no Pará, na década de 1960, transformou a empresa. A jazida, considerada a maior reserva de minério de ferro de alta qualidade do mundo, começou a operar comercialmente em 1985 com a inauguração da Estrada de Ferro Carajás e do Porto de Ponta da Madeira, no Maranhão. O sistema norte se tornou referência mundial em produtividade e custo.

A privatização aconteceu em 1997, no governo Fernando Henrique Cardoso, em leilão controverso por valor considerado por muitos como subvalorizado. O bloco controlador Valepar foi formado por Bradespar, Litel (fundos de pensão), Mitsui e BNDESPAR. Nos anos 2000, a empresa expandiu agressivamente em níquel (compra da Inco em 2006) e em logística, consolidando-se como uma das maiores mineradoras do mundo.

O período recente foi marcado por tragédias. O rompimento da barragem de Fundão em Mariana (2015) causou 19 mortes e devastação no Rio Doce. Em 2019, o rompimento da barragem em Brumadinho matou 272 pessoas. Os acordos de reparação somam mais de R$ 100 bilhões. Em 2017 a Valepar foi dissolvida e a Vale virou corporation sem controlador definido, com governança mais alinhada a padrões internacionais.

Perguntas frequentes sobre VALE3

VALE3 são as ações ordinárias (ON) e dão direito a voto em assembleias. VALE5 (preferenciais) deixaram de existir após 2017, quando todas as ações foram unificadas em ordinárias no processo de migração para o Novo Mercado da B3. Hoje só existe VALE3 negociada na bolsa, e nos Estados Unidos a empresa lista ADRs sob o ticker VALE.

Análise de VALE3 atualizada em 04 de maio de 2026

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