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B3 · dados com atraso de 15 min
B3 · B3SA3B3

R$ 14,16

-R$ 0,20 (1,39%) hojefech. anterior R$ 14,36 · atualizado em 12/08

B3SA3
em 12 meses.

B3SA3+15,59%IBOV+21,45%
Valor de MercadoR$ 72,11B
Dividend Yield4,26%
P/L (TTM)14,55
ROE27,2%
Receita (12M)R$ 10,59B
Lucro Líquido (12M)R$ 4,50B
Margem Líquida42,5%
R$ 12
R$ 14
R$ 16
R$ 18
R$ 20
B3SA3 hojeR$ 14,16

Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeExcelente
CrescimentoBaixo
EndividamentoCaixa líquida
ValuationJusto
DividendoBom
ROE
27,2%
Excelente
Dividend Yield
4,26%
Bom
P/L
14,55
Justo
P/VP
3,95
Caro
Redentia AIO P/L de 14,55 está em linha com a média da B3: o preço acompanha os fundamentos, sem prêmio nem desconto relevante.Perguntar sobre o valuation
EV/EBITDA
7,13
Moderado
Margem Líquida
42,5%
Saudável
Receita (12M)
R$ 10,6B
↑ 3,6% a.a.
Lucro Líquido (12M)
R$ 4,5B
↓ 1,6% a.a.
Redentia AIO DY de 4,26% fica abaixo das grandes pagadoras: aqui o retorno depende mais do preço do que dos proventos.Analisar os dividendos
Dív. Líq./EBITDA
-0,06
Caixa líquida
ROA
10,2%
Bom

Os dividendos
de B3SA3.

R$ 0,77 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)5,41%
FrequênciaTrimestral
R$ 1,11
R$ 0,47
R$ 0,38
R$ 0,40
R$ 0,28
R$ 0,77
202120222023202420252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada em 04/05
Redentia ScoreModerado
70/100
Rentabilidade89
Valuation49
Dividendos38
Endividamento98
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor da B3SA3 começa pelo monopólio reguladoRentabilidade excelente, ROE de 27,2%Margem líquida de 42,5%
Pontos de atenção
O maior risco da B3SA3 é o ciclo de mercadoLucro em queda, 1,6% a.a.
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Sobre B3

A B3 S.A. (Brasil, Bolsa, Balcão) é a única bolsa de valores em operação no Brasil e uma das maiores do mundo em capitalização. Resultou da fusão entre BM&FBovespa e Cetip em 2017, consolidando em uma única empresa as funções de bolsa de ações, mercado de derivativos, depositária central de títulos públicos e privados, e câmara de compensação. A B3 detém o monopólio regulado de mercado organizado de capitais no Brasil.

A operação se divide em quatro principais negócios. Listed Markets atende mercados de ações, derivativos de índices, juros e câmbio, ETFs, e BDRs, com receitas vinculadas a volume negociado e número de listagens. OTC (Over-the-Counter) inclui depósito, liquidação e custódia de títulos privados como CDBs, LCIs, LCAs, Tesouro Direto e debêntures, com receita por estoque custodiado. Infrastructure for Financing inclui produtos como cessão de recebíveis e plataforma de financiamento de veículos. Technology, Data and Services oferece dados de mercado, software de risco, e tecnologia de mercado.

A B3 tem capital pulverizado e listagem no Novo Mercado da B3 sob o ticker B3SA3, com peso relevante no Ibovespa. Não há controlador definido. A empresa atua em ambiente regulado pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e pelo Banco Central, e tem uma das maiores responsabilidades sistêmicas do mercado financeiro brasileiro como infraestrutura central. É um caso único de "natural monopoly" listado em bolsa, com modelo de negócio quase impossível de replicar e barreiras de entrada essencialmente proibitivas.

A tese de investimento

A tese a favor da B3SA3 começa pelo monopólio regulado. A B3 é a única bolsa em operação no Brasil para ações, derivativos, e custódia de títulos. Não há concorrente local relevante e a abertura de uma nova bolsa exige aprovação regulatória que envolve infraestrutura crítica, capital alto e relacionamento com Banco Central e CVM. As tentativas anteriores de competição, como ATS (Sistema Alternativo de Negociação) da Americanas, fracassaram. Esse moat regulatório é praticamente inexpugnável.

O segundo pilar é a alavancagem operacional. A B3 tem custo fixo predominante (tecnologia, infraestrutura, equipe) e custo marginal por transação muito baixo. Quando o volume cresce, a margem expande rapidamente. Em ciclos de mercado aquecido (alta de Ibovespa, IPO booms, abertura de capital, alta liquidez), a B3 entrega crescimento de lucro acima da média. A margem Ebitda historicamente fica acima de 70%, uma das mais altas de qualquer empresa listada no mundo.

A diversificação de receitas é o terceiro ponto. Embora ações sejam parte importante, a B3 ganha também com derivativos (frequentemente mais relevantes que ações em receita), com Tesouro Direto, com CDBs custodiados, com BDRs e ETFs em crescimento, e com receita de dados de mercado. Em ciclos de Bolsa baixa, derivativos e custódia de fixed income mantêm receita estável. A diversificação reduz a sensibilidade ao humor da renda variável.

Por fim, há o crescimento estrutural. O Brasil tem penetração de investidor pessoa física na bolsa ainda baixa comparada a economias desenvolvidas (cerca de 5% da população adulta versus 50% nos Estados Unidos). À medida que o brasileiro aumenta exposição a renda variável e a produtos sofisticados, a B3 captura essa demanda crescente. A consolidação de Tesouro Direto, ETFs e BDRs em produtos massificados também amplia a base. Para investidor de longo prazo que acredita no aprofundamento do mercado de capitais brasileiro, B3SA3 é uma das poucas formas puras de tese.

Os riscos

O maior risco da B3SA3 é o ciclo de mercado. Embora a empresa tenha diversificação, parcela relevante da receita ainda depende de volume negociado em ações, derivativos e produtos relacionados. Em ciclos de bolsa baixa, queda de liquidez, e fuga de investidor pessoa física, a receita se contrai e a alavancagem operacional reverte: o lucro pode cair mais que proporcionalmente ao volume. Em períodos como 2022 a 2023, a B3 sofreu com queda de IPOs e de volume médio diário.

O segundo risco é regulatório. A B3 opera em setor altamente regulado pela CVM e pelo Banco Central. Mudanças em estrutura tributária do mercado de capitais, como tributação de dividendos ou alteração no come-cotas de fundos, podem afetar volumes e produtos. A discussão recorrente sobre IOF em derivativos, sobre tributação de operações com dia trade, ou sobre regulação de criptoativos pode trazer impactos imprevisíveis.

A competição potencial é o terceiro vetor de risco. Embora atualmente não haja concorrente relevante, a regulação pode ser flexibilizada no futuro, abrindo espaço para novas bolsas ou plataformas alternativas. Sistemas como ATS (Sistema Alternativo de Negociação) tentaram operar mas não vingaram. No exterior, há tendência de concorrência entre múltiplas bolsas (NYSE vs Nasdaq vs IEX) e entre bolsas e dark pools. Se essa tendência se materializar no Brasil, parte da margem da B3 pode ser pressionada.

Há ainda riscos tecnológicos e de execução. A B3 administra infraestrutura crítica do mercado financeiro. Falhas técnicas, ciberataques ou problemas de liquidação podem ter impactos reputacionais e financeiros relevantes. Em 2024, houve episódios de instabilidade técnica que pressionaram a empresa a investir mais em redundância e tecnologia. Por fim, a empresa tem expansão para outros mercados (compra da Neoway, expansão em data and analytics) que envolvem aquisições com risco de execução e diluição se as integrações forem mal feitas.

Como se compara com os pares

Na bolsa brasileira não há concorrente direto da B3. Os pares conceituais mais próximos são empresas de infraestrutura de mercado financeiro brasileiro, como Cielo (CIEL3) em pagamentos, mas a estrutura de negócio é diferente. Em qualidade de moat e modelo de receita, B3SA3 está em categoria própria entre empresas listadas brasileiras: é raríssimo encontrar monopólio regulado com alavancagem operacional alta e crescimento estrutural simultaneamente.

Comparada a bolsas globais como Intercontinental Exchange (ICE), CME Group (CME), Nasdaq (NDAQ), London Stock Exchange (LSEG) e Hong Kong Exchanges (388), a B3 costuma negociar com múltiplos similares de P/L (entre 12 e 20 vezes em ciclos normais) e margem Ebitda comparável ou superior. O dividend yield brasileiro tende a ser maior por causa da política de JCP, mas a moeda volátil pesa para investidor estrangeiro. CME tem o maior volume de derivativos do mundo, NYSE tem mais listagens americanas, mas em concentração de funções (bolsa, custódia, depositária, câmara), poucas globais consolidam tanto quanto a B3.

Em métricas operacionais, a B3 está entre as bolsas mais lucrativas do mundo em margem Ebitda (frequentemente acima de 70%) e em ROE. A combinação de monopólio regulado, alavancagem operacional, e crescimento estrutural em país de mercado de capitais imaturo é difícil de replicar. Em ESG, a B3 é referência em infraestrutura de práticas de mercado e em educação financeira. Para investidor brasileiro que busca exposição ao "growth" do mercado de capitais sem o risco específico de uma única empresa listada, B3SA3 oferece tese única.

A história do papel

A história da B3 começa muito antes de sua fundação formal. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foi criada em 1890 como Bolsa Livre, com longas décadas de operação como entidade sem fins lucrativos administrada por corretoras. Em 2007, a Bovespa se desmutualizou e abriu capital, listando as próprias ações no novo segmento Novo Mercado que ela mesma havia criado em 2000.

Em 2008, aconteceu a fusão entre Bovespa Holding e BM&F (Bolsa de Mercadorias e Futuros), criando a BM&FBovespa, que consolidou em uma única empresa as operações de ações, derivativos e mercadorias. A operação foi um marco para o mercado brasileiro, criando uma das maiores bolsas das Américas em capitalização e volumes.

Em 2017, foi anunciada a fusão com a Cetip, empresa que detinha a maior parte da custódia de títulos privados (CDBs, LCIs, LCAs, debêntures) e a depositária do Tesouro Direto. A operação consolidou todas as funções de mercado organizado em uma única empresa, criando a B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), nome que reflete a abrangência do negócio combinado. A Cetip era considerada a "BM&F do balcão", e a fusão eliminou redundâncias e criou sinergias relevantes.

A partir de 2020, a B3 viveu boom histórico. A queda da Selic, com mínima histórica de 2% em 2020, aumentou massivamente a base de investidores pessoa física na bolsa, que saltou de cerca de 700 mil em 2018 para mais de 5 milhões em 2021. O volume de IPOs em 2020 e 2021 foi recorde. Em 2022 e 2023, com Selic em alta novamente, houve normalização. Em 2024, a B3 anunciou aquisição estratégica da Neoway, ampliando a presença em dados e analytics. Continua sendo uma das ações mais relevantes da bolsa brasileira, com modelo de negócio único e crescimento estrutural de longo prazo.

Perguntas frequentes sobre B3SA3

Não. A B3 tem apenas uma classe de ações ordinárias listada na bolsa brasileira sob o ticker B3SA3. A empresa está no Novo Mercado, segmento que exige uma única classe de ações com direito a voto e aderência a padrões superiores de governança. Não há ADRs negociados nos Estados Unidos. Curiosamente, a B3 é a empresa que administra a própria bolsa onde negocia.

Análise de B3SA3 atualizada em 04 de maio de 2026

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