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B3 · dados com atraso de 15 min
Petrobras · PETR4B3

R$ 42,10

+R$ 0,20 (0,48%) hojefech. anterior R$ 41,90 · atualizado em 14/08

PETR4
em 12 meses.

PETR4+48,00%IBOV+22,43%
Valor de MercadoR$ 573,19B
Dividend Yield6,34%
P/L (TTM)4,03
ROE27,7%
Receita (12M)R$ 487,70B
Lucro Líquido (12M)R$ 118,61B
Margem Líquida24,3%
R$ 30
R$ 40
R$ 50
PETR4 hojeR$ 42,10

Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeExcelente
CrescimentoModerado
EndividamentoModerado
ValuationAtrativo
DividendoExcelente
ROE
27,7%
Excelente
Dividend Yield
6,34%
Excelente
P/L
4,03
Atrativo
P/VP
1,12
Atrativo
Redentia AIO P/L de 4,03 está entre os mais baixos da bolsa: o mercado paga menos de 5 anos de lucro pela empresa.Perguntar sobre o valuation
EV/EBITDA
2,22
Baixo
Margem Líquida
24,3%
Saudável
Receita (12M)
R$ 487,7B
↑ 12,8% a.a.
Lucro Líquido (12M)
R$ 118,6B
↑ 36,6% a.a.
Redentia AIO DY de 6,34% vem acompanhado de R$ 131,9B em caixa livre, o fluxo que banca os proventos.Analisar os dividendos
Dív. Líq./EBITDA
0,79
Moderado
ROA
10,4%
Bom

Uma máquina
de dividendos.

R$ 3,37 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)8,01%
FrequênciaTrimestral
Próximo pagamento20 ago 2026
R$ 5,65
R$ 16,78
R$ 5,97
R$ 6,55
R$ 3,33
R$ 3,37
202120222023202420252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada hoje
Redentia ScoreExcelente
99/100
Rentabilidade91
Valuation94
Dividendos54
Endividamento80
ConsensoCOMPRAR
+34,37%
de upside até o alvo médio
R$ 42,09atualR$ 56,56alvo médioR$ 62,86alvo máx.
Até o alvo mais conservador, R$ 48,89, ainda há 16,2% de espaço sobre o preço atual.
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor da PETR4 começa pela qualidade dos ativosRentabilidade excelente, ROE de 27,7%Dividend yield de 6,34%, acima da média da bolsa
Pontos de atenção
O maior risco da PETR4 é políticoPETR4 cai 12,1% no ano
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Sobre Petrobras

A Petróleo Brasileiro S.A., conhecida como Petrobras, é a maior empresa do Brasil em receita e uma das principais companhias de energia integrada do mundo. Atua na exploração e produção de petróleo e gás natural, refino, comercialização, transporte, petroquímica, distribuição de derivados, energia elétrica, gás natural, biocombustíveis e outras fontes renováveis. A empresa é controlada pela União Federal, que detém a maioria das ações ordinárias com direito a voto, mas possui capital aberto e ações negociadas na B3 e na Bolsa de Nova York via ADRs.

A operação da Petrobras se concentra em três grandes segmentos. O Exploração e Produção é o coração do negócio e responde pela maior parte da geração de caixa, com forte presença no Polígono do Pré-Sal nas bacias de Campos e Santos. O Refino, Transporte e Comercialização opera 11 refinarias no país e abastece a maior parte da gasolina, diesel e gás de cozinha consumidos no Brasil. O segmento de Gás e Energia integra a cadeia de gás natural, atendendo distribuidoras estaduais e usinas termelétricas próprias.

A Petrobras é uma das maiores produtoras de petróleo em águas profundas do mundo, posição construída a partir das descobertas do pré-sal entre 2006 e 2008. Hoje, mais de 75% da produção doméstica vem desses campos, com custo de extração entre os mais baixos do mundo, posicionando a empresa de forma competitiva mesmo em ciclos de preços baixos. PETR4 é o ticker das ações preferenciais (sem direito a voto, com preferência em dividendos) e tem peso relevante no Ibovespa, sendo uma das ações mais negociadas e líquidas do mercado brasileiro.

A tese de investimento

A tese a favor da PETR4 começa pela qualidade dos ativos. As reservas do pré-sal estão entre as mais econômicas do mundo, com custo de extração (lifting cost) frequentemente abaixo de 6 dólares por barril e breakeven (preço necessário para o projeto ser rentável) entre 30 e 40 dólares por barril, dependendo do campo. Isso significa que mesmo em cenários de petróleo a 50 ou 60 dólares, a empresa segue altamente lucrativa, enquanto produtores americanos de shale precisam de 50 dólares só para empatar.

O segundo pilar é a geração de caixa. A Petrobras transformou-se em uma das maiores pagadoras de dividendos do mundo entre 2021 e 2023, distribuindo dezenas de bilhões de dólares aos acionistas com dividend yield acumulado superior a 50% em alguns períodos. Mesmo após a revisão da política de remuneração em 2023, que passou a privilegiar reinvestimento em transição energética, a empresa segue gerando fluxo de caixa robusto e mantém política de distribuição mínima atrelada ao Ebitda.

Há também a verticalização. Diferente de muitas majors globais que se desfizeram de refino para focar em E&P, a Petrobras mantém integração da extração à distribuição via Vibra (antiga BR Distribuidora, hoje empresa separada mas com vínculos comerciais). Em ciclos de margens altas no refino, isso captura valor adicional ao do upstream.

Por fim, há a vantagem geopolítica. Em um mundo cada vez mais preocupado com segurança energética, ter uma das maiores produtoras em águas profundas localizada fora de regiões de alta tensão geopolítica representa um prêmio. A Petrobras não tem o risco de embargo da Rússia, instabilidade do Oriente Médio ou turbulência da Venezuela, o que torna seu petróleo doce e leve atrativo para mercados premium na Europa e Ásia. A liquidez e o tamanho da empresa garantem ainda que ela permaneça relevante em qualquer carteira diversificada brasileira.

Os riscos

O maior risco da PETR4 é político. Como empresa estatal de capital misto, está sujeita a interferências do controlador, especialmente em momentos de pressão sobre preços de combustíveis. Mudanças na política de preços, troca de presidentes da empresa motivada por agenda política, e definição de prioridades estratégicas pelo governo já criaram volatilidade significativa nas ações. Investidores institucionais cobram um prêmio de risco, frequentemente chamado de "desconto estatal", que mantém os múltiplos da Petrobras abaixo dos pares globais privados como ExxonMobil ou Chevron.

A dependência do preço do petróleo é o segundo grande risco. A receita e a lucratividade da empresa estão diretamente atreladas ao Brent, que pode oscilar entre 40 e 120 dólares por barril em períodos curtos, com gatilhos macroeconômicos, geopolíticos ou climáticos. Apesar do breakeven baixo proteger a empresa em ciclos de baixa, a margem despenca rapidamente, e os dividendos altíssimos de 2022 só foram possíveis com o petróleo em patamares acima de 90 dólares.

A transição energética representa um risco estrutural de longo prazo. Reservas de petróleo são ativos depreciáveis, e em um cenário de adoção acelerada de elétricos e hidrogênio, parte das reservas pode se tornar "stranded assets" sem viabilidade comercial. A Petrobras tem aumentado investimentos em renováveis, biocombustíveis e captura de carbono, mas ainda destina fração pequena do capex para essas frentes comparado a majors europeias como BP e Shell, que se reposicionaram mais agressivamente.

Há também riscos operacionais e regulatórios. Capex pesado no pré-sal exige reposição contínua de reservas, e qualquer atraso ou aumento de custo afeta a geração de caixa futura. A Petrobras opera em ambiente regulatório complexo, com royalties, participação especial e impostos que podem ser revisados. Por fim, o câmbio funciona como faca de dois gumes: receita em dólares protege contra desvalorização do real, mas custos em reais (folha, fornecedores domésticos) ainda representam parcela relevante.

Como se compara com os pares

Na bolsa brasileira, o par mais natural é VALE3, outra commodity exportadora com peso semelhante no Ibovespa. As duas empresas compartilham características como receita atrelada a preços globais em dólar, exposição cíclica e papel relevante na geração de divisas para o país. A diferença está no produto: PETR4 está exposta ao petróleo (com viés de energia fóssil em transição), enquanto VALE3 está exposta ao minério de ferro (com viés siderúrgico, ligado ao ciclo industrial chinês). Em portfólios de commodities brasileiras, é comum manter as duas pela complementaridade dos drivers.

Comparada a majors globais como ExxonMobil (XOM), Chevron (CVX) e Shell (SHEL), a Petrobras costuma negociar com múltiplos descontados. O P/L histórico da empresa fica frequentemente entre 4 e 7 vezes, enquanto as majors negociam entre 8 e 14. Esse desconto reflete o risco político, o controle estatal e a percepção de qualidade dos ADRs em mercados emergentes. Em compensação, o dividend yield da Petrobras costuma ser substancialmente maior, frequentemente em dois dígitos contra 3 a 5% das majors.

Em produtividade pura, a Petrobras se compara favoravelmente. O custo de extração no pré-sal é menor que o de shale americano (Permian, Bakken, Eagle Ford) e competitivo com áreas tradicionais como Mar do Norte e Golfo do México. A taxa de sucesso exploratório nas Bacias de Santos e Campos é uma das mais altas do mundo. Em ESG, a Petrobras avançou em redução de intensidade de emissões e flaring (queima de gás), mas ainda está atrás das majors europeias em diversificação para renováveis e em metas de net-zero verificadas externamente.

A história do papel

A Petrobras foi fundada em 3 de outubro de 1953, durante o segundo governo de Getúlio Vargas, no contexto da campanha "O petróleo é nosso". Inicialmente operou com monopólio estatal sobre exploração, refino e transporte, status mantido por mais de 40 anos. A flexibilização do monopólio veio com a Emenda Constitucional 9 de 1995 e a Lei do Petróleo de 1997, que abriu o setor para concorrência mas manteve a Petrobras como protagonista.

Os anos 2000 foram transformadores. As descobertas do pré-sal em 2006 e 2007 nas bacias de Santos e Campos posicionaram o Brasil como uma nova fronteira mundial do petróleo. Em 2010, a empresa realizou uma capitalização histórica de cerca de 70 bilhões de dólares, uma das maiores ofertas de ações já feitas no mundo, com participação relevante do BNDES. O objetivo era financiar o desenvolvimento do pré-sal em ritmo acelerado.

O período de 2014 a 2017 foi marcado pela crise. As investigações da Operação Lava Jato revelaram um esquema de superfaturamento e propinas envolvendo executivos, fornecedores e políticos, resultando em prejuízos contábeis de bilhões e queda de mais de 70% no valor de mercado. A reestruturação subsequente, sob nova governança, focou em desinvestimentos não-estratégicos (a venda da Vibra Energia foi um marco), redução da dívida e foco em pré-sal de águas profundas.

A partir de 2021, a empresa entrou em ciclo de geração de caixa excepcional, beneficiada pela recuperação do petróleo pós-pandemia e pela política de paridade de preços internacionais. Em 2023, com mudança de governo, a política de remuneração ao acionista foi revisada para equilibrar dividendos e investimentos em transição energética, com criação de plano estratégico voltado a descarbonização gradual.

Perguntas frequentes sobre PETR4

PETR3 são as ações ordinárias (ON) e dão direito a voto em assembleias. PETR4 são as ações preferenciais (PN) e não dão direito a voto, mas têm preferência no recebimento de dividendos e no caso de liquidação da empresa. Historicamente, PETR4 tem maior liquidez (mais negociada) e tende a ter dividend yield ligeiramente maior. Para o investidor pessoa física que quer apenas exposição ao negócio e dividendos, PETR4 costuma ser a escolha padrão.

Análise de PETR4 atualizada em 04 de maio de 2026

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