O ROE, de Return on Equity ou Retorno sobre o Patrimônio Líquido, mostra quanto de lucro a empresa produz pra cada real de capital dos sócios. É um dos indicadores mais poderosos pra separar negócio bom de negócio medíocre: empresas que sustentam ROE alto por muitos anos costumam ter alguma vantagem competitiva difícil de copiar.
A conta é ROE = (lucro líquido ÷ patrimônio líquido) × 100. Um ROE de 20% quer dizer que, pra cada R$ 1 de patrimônio, a empresa gerou R$ 0,20 de lucro no período. O que importa não é o número de um ano isolado, e sim a consistência: um ROE alto e estável ao longo de uma década vale muito mais do que um pico pontual.
Exemplo ilustrativo: uma empresa com lucro líquido de R$ 100 milhões e patrimônio líquido de R$ 500 milhões tem ROE de 20% (100 ÷ 500). São valores redondos apenas pra demonstrar a fórmula.
Ressalva honesta: ROE muito alto pode ser efeito de dívida, não de eficiência. Quando a empresa se financia com bastante capital de terceiros, o patrimônio no denominador encolhe e o ROE infla artificialmente. Por isso vale cruzar o ROE com o ROA e o ROIC, que consideram todo o capital empregado, pra saber se o retorno vem do negócio ou da alavancagem.