O ROA, de Return on Assets ou Retorno sobre os Ativos, mostra quanto de lucro a empresa produz pra cada real aplicado em ativos, sejam máquinas, imóveis, estoque ou caixa. É uma medida de eficiência: dois negócios podem lucrar o mesmo valor, mas o que faz isso com menos ativos empregados é o mais eficiente.
A conta é ROA = (lucro líquido ÷ ativo total) × 100. A diferença essencial pro ROE está no denominador: o ROE considera só o patrimônio dos acionistas, enquanto o ROA considera todos os ativos, próprios e financiados por dívida. Por isso o ROA costuma ser menor que o ROE em empresas alavancadas, e comparar os dois ajuda a enxergar o peso da dívida no retorno.
Exemplo ilustrativo: uma empresa com lucro de R$ 50 milhões e ativo total de R$ 500 milhões tem ROA de 10% (50 ÷ 500). Cada R$ 100 em ativos gerou R$ 10 de lucro. Números redondos só pra ilustrar.
Ressalva honesta: o patamar saudável de ROA varia muito por setor. Negócios intensivos em capital, como siderúrgicas e elétricas, convivem naturalmente com ROA mais baixo, porque precisam de muitos ativos pra operar. Comparar ROA entre setores diferentes leva a conclusões erradas; o justo é comparar com os pares diretos.