O risco é a possibilidade de o investimento render menos do que o esperado, ou de gerar perda. Ele é inseparável de qualquer aplicação: não existe retorno sem risco, e a decisão do investidor não é eliminá-lo, e sim escolher quanto está disposto a assumir em troca de qual retorno potencial.
Existem vários tipos: risco de mercado (os preços oscilam), risco de liquidez (dificuldade de vender no momento e no preço desejados), risco de crédito (o emissor não pagar), risco de inflação (o poder de compra encolher) e risco de concentração (patrimônio demais em um único ativo). Cada classe de ativo mistura esses riscos em proporções diferentes.
A relação básica é direta: quanto maior o risco assumido, maior o retorno que o investidor deve exigir para compensá-lo. Um título público de baixo risco tende a render perto da Selic; ações oscilam muito mais e, por isso, precisam oferecer a perspectiva de um retorno maior no longo prazo, sem qualquer garantia.
Gerenciar risco é possível: diversificar entre ativos e classes, dimensionar a alocação conforme o seu perfil, alongar o horizonte e, sobretudo, investir apenas no que você entende. Indicadores como o beta e a volatilidade ajudam a medir parte desse risco de forma objetiva.