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Diversificação

Diversificação é distribuir o investimento entre ativos, setores e classes diferentes pra reduzir o impacto de um único ativo ruim na carteira.

A diversificação é o princípio de não colocar todos os ovos na mesma cesta. Ao espalhar o capital por vários ativos, setores e classes, você reduz o chamado risco específico, o risco de que um problema isolado em uma empresa ou segmento derrube a carteira inteira. É uma das poucas formas de baixar risco sem, necessariamente, abrir mão de retorno esperado.

Ela acontece em camadas: entre classes (ações, FIIs, renda fixa), entre setores (não concentrar tudo em bancos ou commodities), entre empresas dentro do mesmo setor e, pra quem quer, também no plano geográfico e temporal, com aportes espalhados no tempo. Cada camada ataca um tipo diferente de concentração.

Exemplo ilustrativo: em vez de R$ 10.000 só em uma ação, o investidor divide em cinco posições de R$ 2.000 em ativos diferentes. Se um deles cair 20%, o impacto na carteira é de cerca de 4%, não de 20%. Conta simplificada só pra mostrar a lógica.

Ressalva honesta: dá pra diversificar demais. Passar de algumas dezenas de ativos costuma trazer pouco benefício adicional de redução de risco e muita dificuldade de acompanhar cada posição, algo que os investidores chamam de diworsification. Diversificação boa é a que você consegue de fato monitorar, não a maior lista possível.

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