A alocação de carteira, também chamada de asset allocation, é a decisão de quanto do seu patrimônio vai para cada classe de ativo: renda fixa, ações, fundos imobiliários, investimentos no exterior e por aí. É a escolha estrutural da carteira, aquela que define o comportamento do conjunto muito mais do que a escolha de um papel específico.
Na prática, a alocação traduz o seu perfil e o seu horizonte em percentuais. Quanto mais longo o prazo e maior a tolerância a risco, mais espaço para a renda variável; quanto mais curto o objetivo, mais peso na renda fixa. Uma referência clássica é manter em renda fixa uma fatia próxima da sua idade, ajustando conforme metas, reserva de emergência e apetite por oscilação.
Exemplo ilustrativo: uma carteira de perfil moderado poderia dividir 40% em renda fixa, 40% em ações, 15% em fundos imobiliários e 5% no exterior. São percentuais redondos só para mostrar a lógica, não uma recomendação: a divisão certa depende inteiramente do seu caso.
A alocação não é estática. Com o tempo, os ativos que sobem passam a pesar mais do que o planejado, e é aí que entra o rebalanceamento. Combinar uma boa alocação com diversificação dentro de cada classe é o que costuma sustentar uma carteira ao longo dos ciclos de mercado.