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Rebalanceamento

Rebalanceamento é o ajuste periódico da carteira de volta à alocação-alvo, reduzindo o que subiu demais e reforçando o que ficou defasado, para manter o nível de risco planejado.

O rebalanceamento é a disciplina de trazer a carteira de volta à alocação que você definiu. Com o tempo, as classes que sobem passam a pesar mais do que o planejado, e a carteira vai ficando mais arriscada (ou mais conservadora) do que você queria. Rebalancear é corrigir esse desvio.

A mecânica força um comportamento saudável: você reduz o que se valorizou muito e reforça o que ficou para trás, ou seja, vende relativamente caro e compra relativamente barato, sem depender de palpite. É uma ferramenta de controle de risco e de disciplina emocional, não de previsão de mercado.

Exemplo ilustrativo: uma carteira montada em 50% ações e 50% renda fixa, depois de um ano de alta das ações, pode chegar a 57% em ações. Rebalancear é vender parte das ações e reforçar a renda fixa até voltar aos 50/50. Os números são redondos apenas para ilustrar a ideia.

Há três gatilhos comuns: por tempo (a cada semestre ou ano), por desvio (quando uma classe sai alguns pontos percentuais do alvo) ou por aporte. Esta última costuma ser a mais eficiente: direcionar os novos aportes para a classe defasada evita vender com lucro e, com isso, adiar o imposto. Combina bem com uma estratégia de buy and hold.

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