A alavancagem é usar capital de terceiros, crédito da corretora ou derivativos, para operar um valor maior do que o dinheiro que você efetivamente tem. O objetivo é potencializar o resultado, mas o efeito vale para os dois lados: ela amplifica os ganhos e, na mesma proporção, as perdas.
Ela aparece de várias formas: margem oferecida pela corretora, contratos no mercado futuro, opções (em que um prêmio pequeno controla uma posição grande) e outros derivativos. Em todas elas, o risco cresce junto com a exposição, e há custos e chamadas de margem envolvidos.
Exemplo ilustrativo: com R$ 10 mil de capital e uma alavancagem de 5 vezes, você movimenta R$ 50 mil. Uma queda de 10% no ativo representa R$ 5 mil de prejuízo, ou seja, metade do seu capital, mesmo que o ativo tenha caído só 10%. Se a perda avança, pode superar o valor que você tinha. Os números são redondos apenas para ilustrar o mecanismo.
O grande perigo é a chamada de margem: quando a perda avança, a corretora pode exigir mais garantia ou liquidar a posição no pior momento. A alavancagem é uma ferramenta de operadores experientes e de estratégias de hedge, não de quem está começando. Empresas também se alavancam com dívida, e o indicador dívida líquida/EBITDA ajuda a medir esse endividamento.