No mercado brasileiro, uma mesma empresa pode ter dois tipos de ação. As ordinárias (ON), com final 3 no ticker, dão direito a voto nas assembleias. As preferenciais (PN), com final 4, em geral não votam, mas têm prioridade no recebimento de dividendos e, às vezes, dividendo mínimo garantido.
A escolha entre uma e outra depende do perfil. Para o grande investidor interessado em controle e voto, a ON importa. Para o investidor pessoa física focado em renda, a PN costuma ser mais prática, porque tende a ser mais líquida e negociada, e o direito a voto raramente faz diferença no dia a dia.
Há duas nuances importantes. A primeira é o tag along: em geral a ON garante melhor proteção ao minoritário numa venda de controle, enquanto a PN nem sempre tem esse direito. A segunda é o Novo Mercado, o nível de governança da B3 que só admite ações ON, eliminando essa distinção nas empresas listadas nele.
Ressalva honesta: nem sempre a PN é a melhor. O direito de voto, o tag along e a diferença de preço entre as classes mudam de empresa para empresa, e vale checar o estatuto antes de decidir. Explore as maiores pagadoras de proventos no ranking de dividend yield.