Os dividendos são a parte do lucro líquido que a empresa devolve aos acionistas em dinheiro. Ao comprar uma ação, você vira sócio e passa a ter direito a essa fatia dos resultados. A empresa decide, dentro da política dela, quanto reinveste no próprio negócio e quanto distribui, e essa proporção distribuída é medida pelo payout.
Dividendo é um tipo de provento, ao lado de outros como os juros sobre capital próprio (JCP) e as bonificações. Três datas organizam o pagamento: a data com (último dia pra comprar e ter direito), a data ex (quando a ação passa a negociar sem o direito) e a data de pagamento (quando o dinheiro cai na conta). O quanto isso representa sobre o preço da ação é o dividend yield.
Exemplo ilustrativo: quem tem 100 ações e recebe um anúncio de R$ 0,50 por ação em dividendos recebe R$ 50 (100 × 0,50) na conta da corretora. Números redondos só pra mostrar a conta.
Ressalva honesta: dividendo alto não é sinônimo de boa empresa. Vale checar se a companhia sustenta esses pagamentos com lucro recorrente ou se está distribuindo além do que gera. Empresas em forte crescimento muitas vezes pagam pouco justamente porque reinvestem, e nem por isso são piores.