Os proventos são o termo guarda-chuva para tudo o que uma empresa distribui aos seus acionistas. Sempre que você ouvir falar em remuneração ao investidor por deter uma ação ou uma cota, provavelmente está diante de algum tipo de provento.
Os principais são quatro. Os dividendos, parcela do lucro distribuída em dinheiro e isenta de imposto de renda para a pessoa física. O JCP (juros sobre capital próprio), semelhante em dinheiro, mas sujeito a imposto na fonte. A bonificação, distribuição de ações novas. E o direito de subscrição, a preferência para comprar novas ações, geralmente com desconto, que pode ser exercido ou vendido.
Os proventos seguem um calendário próprio, com datas que vale conhecer: a data com (último dia para comprar e ter direito), a data ex (a partir da qual a ação passa a negociar sem o provento) e a data de pagamento (quando o valor efetivamente cai na conta). Fundos imobiliários, por regra, distribuem a maior parte do resultado com frequência costumeiramente mensal.
Reinvestir proventos é uma das formas mais poderosas de acelerar o crescimento do patrimônio no longo prazo, pelo efeito dos juros compostos. Indicadores como dividend yield e payout ajudam a avaliar quanto uma empresa distribui e se essa distribuição é sustentável.