O Novo Mercado é o segmento de listagem mais exigente da B3 em termos de governança. Criado para elevar o padrão das empresas brasileiras, ele impõe regras que vão muito além do mínimo legal, com foco em transparência e nos direitos de quem investe pouco.
Entre as exigências, três se destacam: só são admitidas ações ordinárias, todas com direito a voto; o tag along é de 100%, garantindo que o minoritário receba o mesmo valor do controlador numa venda de controle; e há um free float mínimo, além de conselho com membros independentes e demonstrações em padrão internacional.
Para o investidor, o Novo Mercado funciona como um selo. Ele não garante que a empresa seja lucrativa, mas reduz o risco de governança: menos surpresas com acionistas majoritários, mais informação e regras claras de proteção. É por isso que muitas das empresas mais conhecidas da bolsa estão nesse segmento.
Ressalva honesta: governança boa não é sinônimo de investimento bom. Uma empresa do Novo Mercado pode ter resultados ruins, e uma fora dele pode ser excelente. O segmento reduz um tipo específico de risco, o de governança, e deve entrar na análise junto dos fundamentos. Avalie a qualidade das empresas no ranking do Redentia Score.