O tag along é um mecanismo de proteção do acionista minoritário. Quando o controlador de uma empresa vende sua participação e alguém assume o controle, o tag along garante que os minoritários possam vender suas ações pelas mesmas condições, ou por um percentual definido do preço pago ao controlador.
O nível de proteção depende do segmento de governança em que a empresa é listada. No Novo Mercado, o tag along é de 100% pras ações; em segmentos intermediários e no mercado tradicional, o percentual pode ser menor, sobretudo pras ações preferenciais. É um dos itens que o investidor checa antes de comprar.
A razão de existir é evitar que o prêmio de controle fique só com quem manda. Sem tag along, o controlador poderia vender caro e deixar os minoritários presos numa empresa sob nova gestão, sem a mesma saída. Com ele, a mudança de dono estende ao pequeno investidor parte das condições do negócio.
Exemplo ilustrativo: se o controlador aceita vender suas ações por R$ 50 cada e a empresa tem tag along de 100%, o minoritário pode vender as dele também por R$ 50; com tag along de 80%, receberia R$ 40. Os valores são redondos, só pra mostrar como o percentual se aplica.
Ressalva honesta: tag along só é acionado numa troca de controle, evento que pode nunca acontecer na vida de um investimento. Ele é uma camada de proteção de governança, não um retorno esperado, e por isso costuma ser lido junto de outros atributos de qualidade da empresa.