A CVM, sigla de Comissão de Valores Mobiliários, é a autarquia federal que regula e fiscaliza o mercado de capitais no Brasil. Criada em 1976, funciona como o xerife do mercado: seu papel é proteger o investidor e garantir que a bolsa, as empresas e os intermediários operem com transparência e dentro das regras.
Entre suas atribuições estão fiscalizar a B3, regulamentar as corretoras e os fundos de investimento, aprovar ofertas públicas como os IPOs, exigir transparência das empresas listadas e punir irregularidades, como uso de informação privilegiada e manipulação de mercado.
A CVM tem poder para multar, suspender a negociação de ativos, proibir administradores de atuar e investigar fraudes. Para o investidor, isso significa um ambiente com regras claras e um canal para denúncias, além de uma enorme base de informações públicas sobre as empresas de capital aberto.
Vale usá-la a seu favor: consultar se uma corretora ou um assessor está regularizado, acessar demonstrações e comunicados obrigatórios das companhias e verificar informações antes de investir. A CVM brasileira desempenha papel semelhante ao da SEC nos Estados Unidos e é uma peça central do arcabouço de governança do mercado.