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Como investir em ações

Da abertura de conta à primeira compra, com passo a passo, critérios de escolha sem chute e os erros que travam quem está começando.

Investir em ações, do zero

A resposta curta: você abre conta em uma corretora, transfere o dinheiro, escolhe uma ação com base no negócio por trás dela e envia uma ordem de compra. O sistema faz o resto. O difícil não é a mecânica, que leva minutos, é decidir o que comprar sem chutar, e esse é o foco deste guia.

Comprar uma ação é virar sócio de uma empresa. Você passa a ter direito a uma fração dos lucros dela, seja pela valorização do preço ao longo do tempo, seja pelos dividendos que ela distribui. Não é uma aposta em um número que sobe e desce: é participação em um negócio real.

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passos da conta à primeira ordem
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ação já é suficiente pra começar
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palpite: decisão por fundamento

O que você ganha com uma ação

Uma ação remunera o investidor por dois caminhos, e vale entender os dois antes de comprar qualquer papel.

1. Valorização. Se a empresa cresce e gera mais valor, o mercado tende a pagar mais pela ação com o tempo. Você lucra ao vender por um preço maior do que pagou. É o motor de longo prazo, e o que mais oscila no curto prazo.

2. Dividendos. Empresas lucrativas costumam distribuir parte do lucro aos sócios, em dinheiro, direto na sua conta. É a renda que pinga sem você vender nada. Quem monta carteira pensando em renda passiva olha primeiro para a consistência desses pagamentos, não só para o preço da tela.

Cada empresa tem uma página com histórico, indicadores e a leitura da IA da Redentia. Antes de comprar, abra o ativo e leia: a de PETR4 serve de modelo do nível de informação que você deveria querer sobre qualquer papel.

Passo a passo até a primeira compra

O caminho é o mesmo em qualquer corretora regulada. Do cadastro à ordem executada, são cinco passos:

01Abra conta em uma corretora. Basta CPF e alguns dados. Prefira instituições reguladas pelo Banco Central e pela CVM; a maioria não cobra taxa de manutenção e a abertura é 100% digital.
02Transfira o dinheiro. Um Pix ou TED da sua conta para a corretora deixa o saldo disponível para investir. Só mova o que você não vai precisar no curto prazo.
03Escolha a ação por fundamento. Este é o passo que separa investir de apostar. Use os rankings da Redentia para comparar empresas por lucro, dívida e valuation, e abra a página de cada ativo antes de decidir.
04Envie a ordem de compra. No home broker, digite o código da ação (o ticker), a quantidade e o preço. Ordem a mercado executa no preço atual; ordem limitada só executa no preço que você definir.
05Acompanhe, sem vigiar a tela. Registrada a compra, a ação aparece na sua carteira. Reveja a tese de tempos em tempos, não o preço a cada minuto.

Como escolher uma ação sem chutar

Preço na tela não diz se uma ação está cara ou barata, nem se a empresa é boa. Antes de comprar, passe cada candidata por estes cinco filtros:

Você entende o negócio? Se não sabe como a empresa ganha dinheiro, não sabe o que está comprando. Comece por setores que você compreende.
A empresa dá lucro de forma consistente? Um histórico de lucros ao longo de vários anos vale mais que um trimestre isolado forte.
A dívida está sob controle? Empresa muito endividada fica frágil quando os juros sobem. Compare o endividamento com o de outras do mesmo setor.
O preço faz sentido? Indicadores de valuation ajudam a comparar quanto você paga pelo lucro da empresa. Caro ou barato só existe em relação aos pares.
Você está diversificando? Uma ação só é o começo. Espalhar entre empresas e setores reduz o risco de um erro isolado derrubar a carteira inteira.

Cada um desses filtros vira uma coluna comparável nos rankings, e a leitura completa por empresa vive na página do ativo. A ideia não é decorar fórmula, é nunca comprar algo que você não conseguiria explicar para outra pessoa.

Quanto começar (e o que vem antes)

Não existe valor mínimo mágico: dá para comprar uma única ação, e muitas custam poucas dezenas de reais. Começar pequeno é o certo enquanto você aprende a operar e a acompanhar uma tese.

Antes da primeira ação, porém, duas coisas vêm na frente. Primeiro, uma reserva de emergência, dinheiro para imprevistos que você não quer ser obrigado a resgatar vendendo ações no pior momento. Essa reserva mora em renda fixa de liquidez diária, não na bolsa: veja o Tesouro Direto para entender onde guardá-la. Segundo, ter clareza do seu objetivo e do prazo, porque ação é ferramenta de longo prazo.

Para transformar objetivo em número (quanto aportar por mês, quanto isso vira em alguns anos), use as calculadoras da Redentia. Um plano de aportes regulares vence, no longo prazo, a tentativa de acertar o momento exato de comprar.

Os erros que quebram iniciantes

A maioria dos prejuízos de quem começa não vem de escolher a ação errada, vem de comportamento. Fuja destes:

Colocar tudo em uma ação só. Concentração amplia tanto o ganho quanto a perda. No começo, ela costuma cobrar caro.
Seguir dica de grupo ou influenciador. Comprar porque alguém mandou é apostar com o dinheiro dos outros decidindo por você.
Confundir investir com day trade. Comprar e vender no mesmo dia é outra atividade, de altíssimo risco, e a estatística dos que ganham consistentemente é pequena.
Investir sem reserva de emergência. Sem colchão, qualquer imprevisto obriga a vender ação na baixa.
Vender no pânico. Quedas fazem parte. Vender só porque o preço caiu, sem a tese ter mudado, transforma oscilação em prejuízo real.

E o Imposto de Renda?

Investir em ações cria obrigações com a Receita, e vale saber disso desde a primeira compra. Em regra, há isenção sobre o lucro em vendas de ações até um certo limite mensal, e o que passa disso é tributado; dividendos e a posse das ações também precisam ser informados na declaração anual, mesmo quando não há imposto a pagar.

As regras têm detalhes que mudam conforme o tipo de operação, então trate isso como parte do processo, não como surpresa de abril. O passo a passo completo está no guia de como declarar investimentos no IR, logo abaixo.

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