Mercado agora
B3 · dados com atraso de 15 min

Ambev S/a · ABEV3

B3
R$ 15,00
+R$ 0,10 (0,67%) hojefech. anterior R$ 14,90 · atualizado em 21/08

ABEV3
em 12 meses.

ABEV3+37,74%IBOV+27,15%
Valor de MercadoR$ 232,27B
Dividend Yield7,86%
P/L (TTM)14,30
ROE18,4%
Receita (12M)R$ 89,50B
Lucro Líquido (12M)R$ 16,48B
Margem Líquida18,4%
R$ 10
R$ 12
R$ 14
R$ 16
ABEV3 hojeR$ 15,00

Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeBoa
CrescimentoModerado
EndividamentoCaixa líquida
ValuationJusto
DividendoExcelente
ROE
18,4%
Bom
Dividend Yield
7,86%
Excelente
P/L
14,30
Justo
P/VP
2,63
Justo
Redentia AIO P/L de 14,30 está em linha com a média da B3: o preço acompanha os fundamentos, sem prêmio nem desconto relevante.Perguntar sobre o valuation
EV/EBITDA
6,13
Moderado
Margem Líquida
18,4%
Saudável
Receita (12M)
R$ 89,5B
↑ 8,6% a.a.
Lucro Líquido (12M)
R$ 16,5B
↑ 2,3% a.a.
Redentia AIO DY de 7,86% vem acompanhado de R$ 21,9B em caixa livre, o fluxo que banca os proventos.Analisar os dividendos
Dív. Líq./EBITDA
-0,44
Caixa líquida
ROA
11,8%
Bom

Uma máquina
de dividendos.

R$ 1,50 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)10,01%
FrequênciaSemestral
Próximo pagamento21 set 2026
R$ 0,68
R$ 0,76
R$ 0,73
R$ 1,98
R$ 1,50
20212022202320252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada hoje
Redentia ScoreExcelente
97/100
Rentabilidade62
Valuation50
Dividendos66
Endividamento98
ConsensoCOMPRA FORTE
+7,48%
de upside até o alvo médio
R$ 15,00atualR$ 16,12alvo médioR$ 20,04alvo máx.
O alvo mais conservador, R$ 13,03, fica 13,2% abaixo do preço atual.
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor da ABEV3 começa pela posição dominanteRentabilidade sólida, ROE de 18,4%Dividend yield de 7,86%, acima da média da bolsa
Pontos de atenção
O maior risco da ABEV3 é a perda gradual de participação de mercado
Conversar sobre ABEV3 com a IA

Sobre Ambev S/a

A Ambev S.A. é uma das maiores cervejarias do mundo e líder absoluta no mercado brasileiro de cerveja, com participação de mercado historicamente acima de 60% no Brasil. Atua na produção, distribuição e comercialização de cervejas, refrigerantes, sucos, isotônicos, energéticos, chás e águas, com portfólio que inclui marcas como Brahma, Skol, Antarctica, Stella Artois, Corona, Budweiser, Guaraná Antarctica, Pepsi (em parceria), Gatorade e Lipton.

A operação se divide em três grandes regiões. Brasil é o coração do negócio e responde pela maior parte da receita, com cerveja como produto principal e refrigerantes como complemento estratégico. CAC (Centro-América e Caribe) inclui República Dominicana, Panamá, El Salvador, Cuba, Guatemala e outros mercados, com marcas locais e globais. LAS (Latam Sul) inclui Argentina, Bolívia, Paraguai, Uruguai e Chile, e Canadá inclui a operação da Labatt, com marcas como Bud Light e Budweiser nos Estados Unidos via licenciamento.

A Ambev é controlada pela AB InBev, gigante belgo-brasileira nascida da fusão da InBev com a Anheuser-Busch em 2008. A AB InBev detém aproximadamente 62% das ações ordinárias da Ambev. As ações da empresa são listadas exclusivamente na B3 sob o ticker ABEV3 (não há classes diferentes), e a empresa é uma das mais negociadas e líquidas da bolsa brasileira. Tem peso relevante no Ibovespa e historicamente é uma das maiores pagadoras de dividendos do mercado.

A tese de investimento

A tese a favor da ABEV3 começa pela posição dominante. A Ambev tem participação de mercado historicamente acima de 60% no Brasil em cerveja, com escala que poucas empresas brasileiras conseguem replicar em qualquer setor. A combinação de marcas líderes (Brahma, Skol, Antarctica), distribuição capilar com mais de 1 milhão de pontos de venda atendidos, e produção nacional reduz custos unitários e cria barreiras de entrada altíssimas para novos competidores.

O segundo pilar é o consumo defensivo. Cerveja é categoria com baixa elasticidade preço-renda no Brasil, ou seja, o consumo se mantém razoavelmente estável mesmo em recessões. Em ciclos de crise como 2015 a 2016 e 2020 a 2021, a Ambev viu queda de volume mas não colapso, e a margem foi protegida pelo poder de pricing das marcas premium. Para portfólios diversificados, ABEV3 oferece característica defensiva valiosa em cenário macroeconômico volátil.

A geração de caixa é o terceiro ponto. A Ambev historicamente é uma das maiores pagadoras de dividendos da bolsa brasileira, com payout próximo de 100% do lucro em vários anos. JCPs trazem benefício fiscal ao acionista pessoa física, sendo tributados em 15% na fonte. O dividend yield costuma ficar entre 4% e 8% ao ano em ciclos normais, com possibilidade de pagamentos extraordinários quando há excesso de caixa. Para carteiras de renda passiva, é referência clara.

Por fim, há a vantagem de margem. A Ambev opera com margem Ebitda historicamente entre 35% e 45%, uma das mais altas do setor de bebidas globalmente. Essa margem vem de três fontes: poder de marca (premium pricing em produtos como Stella Artois e Original), eficiência operacional (uma das mais reconhecidas do mundo, herança do BSI dos sócios brasileiros 3G), e escala (compras concentradas, logística otimizada). Mesmo com pressão recente de custos de matéria-prima como cevada, malte e alumínio, a margem se mantém defendida.

Os riscos

O maior risco da ABEV3 é a perda gradual de participação de mercado. A Heineken Brasil, que comprou a operação da Schincariol em 2017, tem ganhado share consistentemente nos últimos anos, especialmente em cervejas premium e nas regiões Sul e Sudeste. A Petrópolis (Itaipava, Crystal) e cervejarias artesanais também pressionam a categoria mainstream. A Ambev caiu de mais de 70% de share para próximo de 60% no Brasil em uma década.

O segundo risco é o consumo per capita estagnado. O brasileiro consome historicamente entre 65 e 70 litros de cerveja por habitante ao ano, número que não cresce há mais de uma década. O envelhecimento populacional, mudanças de hábito (mais foco em saúde e em bebidas premium artesanais ao invés de mainstream), e a perda relativa para outras categorias como vinho e destilados, todos limitam o crescimento estrutural de volume. O crescimento da Ambev tem que vir de premium e de eficiência, não de volume.

A pressão de custos é o terceiro vetor. A cevada, o malte, o alumínio e a embalagem PET são commodities cujos preços flutuam com câmbio e mercado internacional. Em 2021 e 2022, a combinação de alta de commodities, dólar caro e logística estressada comprimiu margens significativamente. A capacidade de repassar custos via aumento de preços é limitada pelo poder de compra do consumidor de menor renda, principalmente em cervejas mainstream.

Há ainda riscos regulatórios e tributários. A cerveja é produto com carga tributária altíssima no Brasil (acima de 50% do preço final em vários estados), e mudanças na tributação especial sobre bebidas alcoólicas podem alterar margens. A reforma tributária pode trazer ajustes relevantes. Discussões sobre rotulagem de bebidas alcoólicas, restrições de propaganda e impostos seletivos sobre álcool são debatidos recorrentemente. Por fim, a controladora AB InBev tem alavancagem global elevada, e qualquer pressão da matriz pode redirecionar dividendos da Ambev no futuro.

Como se compara com os pares

Na bolsa brasileira não há concorrente direto listado da Ambev. Heineken e Petrópolis não têm capital aberto no Brasil, e cervejarias artesanais são ainda muito pequenas. Os pares conceituais mais próximos são empresas de consumo defensivo de varejo e alimentação como ABEV3 mesma na categoria de bebidas, ou companhias de margem alta e dividendos como Vivara (VIVA3) ou Hypera Pharma (HYPE3) em outros setores.

Comparada a majors globais como AB InBev (BUD), Heineken (HEIA), Carlsberg (CARL-B) e Constellation Brands (STZ), a Ambev costuma negociar com múltiplos similares de P/L (entre 14 e 20 vezes em ciclos normais) mas margem Ebitda superior à média global do setor. O dividend yield da Ambev tende a ser maior do que o de cervejarias americanas e europeias por causa do payout alto e da política de JCP brasileira, mas a moeda volátil pesa para investidor estrangeiro.

Em métricas operacionais, a Ambev é referência mundial em eficiência. A combinação de margem Ebitda alta, geração de caixa consistente e payout próximo de 100% é difícil de encontrar em qualquer outra empresa do setor de bebidas. O custo operacional por hectolitro produzido está entre os menores do mundo. Em ESG, a Ambev tem programas reconhecidos de redução de água e energia, mas o setor enfrenta pressão crescente sobre publicidade de bebidas alcoólicas e impacto social do consumo. Para investidor brasileiro, ABEV3 é uma das poucas formas de exposição doméstica ao consumo defensivo de larga escala.

A história do papel

A Ambev nasceu da fusão entre Brahma e Antarctica, anunciada em 1999 e aprovada em 2000 pelo Cade. A operação criou na época a terceira maior cervejaria do mundo em volume e a primeira da América Latina. Os arquitetos da fusão foram Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, sócios da GP Investimentos que vinham implementando metodologia de gestão por meritocracia e corte agressivo de custos desde a aquisição da Brahma em 1989.

Em 2004 aconteceu a fusão com a belga Interbrew, criando a InBev, então maior cervejaria do mundo. A operação foi feita em ações: a Interbrew adquiriu o controle da Ambev e a Ambev se tornou subsidiária. Em 2008, a InBev adquiriu a Anheuser-Busch (Budweiser) por 52 bilhões de dólares, criando a AB InBev, que segue como controladora da Ambev até hoje. A operação consolidou a empresa como maior cervejaria do planeta, com mais de 25% do mercado global.

Os anos 2010 foram de expansão internacional e de premiumização. A Ambev aumentou foco em cervejas premium e super-premium (Stella Artois, Corona, Original, Bohemia), com margens maiores. Em 2017, a Heineken comprou a operação Brasil Kirin (ex-Schincariol), reposicionando a competição. A Ambev perdeu share gradualmente desde então, mas defendeu margens.

A partir de 2020, o foco foi em B2B digital (BEES, plataforma de pedidos para pontos de venda), no segmento NABLAB (cervejas zero álcool e bebidas não alcoólicas), e em controle de custos diante de pressão inflacionária. A pandemia teve impacto misto: queda em on-trade (bares e restaurantes) compensada por crescimento em off-trade (supermercados e atacarejo). A empresa anunciou nos últimos anos plano de digitalização da distribuição via BEES e segue como uma das mais lucrativas do Ibovespa.

Perguntas frequentes sobre ABEV3

Não. A Ambev tem apenas uma classe de ações ordinárias listada na bolsa brasileira sob o ticker ABEV3. Diferente de Petrobras e Bradesco que têm ON e PN separadas, a Ambev unificou seu capital. Não há também listagem de ADRs nos Estados Unidos, embora a controladora AB InBev seja listada na Bolsa de Bruxelas, Cidade do México, Joanesburgo e Nova York sob BUD.

Análise de ABEV3 atualizada em 04 de maio de 2026

ABEV3 no
noticiário.

Ver todas as notícias