Mercado agora
B3 · dados com atraso de 15 min
Brf Sa · BRFS3B3

R$ 17,95

+R$ 0,00 (0,00%) hojefech. anterior R$ 17,95 · atualizado em 14/08

BRFS3
em 12 meses.

BRFS3-0,50%IBOV+22,43%
Valor de MercadoR$ 28,58B
Dividend Yield11,62%
P/L (TTM)10,21
ROE19,7%
Receita (12M)R$ 61,81B
Lucro Líquido (12M)R$ 2,67B
Margem Líquida4,3%
R$ -0
R$ 10
R$ 20
BRFS3 hojeR$ 17,95

Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeBoa
CrescimentoModerado
EndividamentoModerado
ValuationJusto
DividendoExcelente
ROE
19,7%
Bom
Dividend Yield
11,62%
Excelente
P/L
10,21
Justo
P/VP
2,01
Justo
Redentia AIO P/L de 10,21 está em linha com a média da B3: o preço acompanha os fundamentos, sem prêmio nem desconto relevante.Perguntar sobre o valuation
EV/EBITDA
3,08
Baixo
Margem Líquida
4,3%
Apertada
Receita (12M)
R$ 61,8B
↑ 10,5% a.a.
Lucro Líquido (12M)
R$ 2,7B
↓ 22,2% a.a.
Redentia AIO DY de 11,62% vem acompanhado de R$ 8,9B em caixa livre, o fluxo que banca os proventos.Analisar os dividendos
Dív. Líq./EBITDA
1,04
Moderado
ROA
4,2%
Moderado

Uma máquina
de dividendos.

R$ 2,09 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)11,62%
FrequênciaAnual
R$ 0,70
R$ 2,09
R$ 2,09
202420252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada em 04/05
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor da BRFS3 começa pelo poder de marcaRentabilidade sólida, ROE de 19,7%Dividend yield de 11,62%, acima da média da bolsa
Pontos de atenção
O maior risco da BRFS3 é o ciclo de commoditiesLucro em queda, 22,2% a.a.BRFS3 cai 29,2% no ano
Conversar sobre BRFS3 com a IA

Sobre Brf Sa

A BRF S.A. é uma das maiores empresas de alimentos do mundo e a líder brasileira em proteínas de aves e suínos. A companhia é dona das marcas Sadia e Perdigão, duas das mais reconhecidas do consumo alimentar brasileiro, além de um portfólio diversificado que inclui Qualy (margarinas), Chester, Deline, Bocatti e dezenas de outras marcas regionais e de exportação. A operação abrange toda a cadeia produtiva, desde criação e abate de aves e suínos até processamento, congelados, embutidos, prontos para consumo e linha de margarinas.

A operação se organiza em duas grandes geografias. O mercado doméstico (Brasil) responde por uma parcela relevante da receita e é o principal segmento em produtos processados de maior valor agregado, como pratos prontos, lasanhas, salgadinhos congelados, hambúrgueres e linguiças. O mercado internacional, com forte presença no Oriente Médio, Ásia e Turquia, foca em frango in natura, exportações halal certificadas e parcerias estratégicas com grandes redes locais. A divisão Halal DDC (Direct Distribution Company) opera no Golfo Pérsico e é referência regional em produtos halal premium. Em 2023, a Marfrig consolidou o controle acionário da BRF, formando o maior grupo de proteínas do mundo.

A BRF nasceu em 2009 da fusão entre Sadia e Perdigão, em uma das maiores operações de fusão da história do mercado brasileiro. BRFS3 é o ticker único de ações ordinárias listadas no Novo Mercado da B3. Após anos de crise financeira no fim da década de 2010 e reestruturação operacional, a empresa passou por aumento de capital relevante e teve a Marfrig (MRFG3) consolidando-se como controladora a partir de 2023, processo que culminou em transações societárias adicionais. A BRF tem peso relevante no Ibovespa e está entre as principais teses de consumo alimentar listadas.

A tese de investimento

A tese a favor da BRFS3 começa pelo poder de marca. Sadia e Perdigão são duas das marcas mais valiosas do Brasil em alimentos e estão presentes em mais de 90% dos lares brasileiros. Esse capital de marca se traduz em poder de precificação relevante, especialmente em categorias premium como pratos prontos, congelados de valor agregado e linha festiva (Chester, Sadia natalino). Em ciclos de inflação alta, a capacidade de repassar custos aos consumidores é maior em marcas com awareness elevado.

O segundo pilar é o tamanho e a verticalização. A BRF tem fábricas, granjas integradas, frigoríficos, centros de distribuição e logística dedicada em escala que dificilmente é replicada por concorrentes. Ser o maior produtor de aves do mundo (em conjunto com Marfrig após 2023) traz vantagens em poder de barganha com varejistas, em compra de insumos como soja e milho, e em capacidade de servir grandes redes globais que exigem volumes constantes e qualidade certificada. Essa escala é barreira de entrada para novos competidores.

O terceiro ponto é o crescimento internacional. A presença forte em mercados muçulmanos (Oriente Médio, Turquia, Ásia) é diferencial estratégico. Frango halal certificado tem demanda crescente, e a BRF está entre os principais fornecedores globais. Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait dependem de importação para suprir consumo de proteínas, e o Brasil é o maior exportador mundial de frango. A BRF captura essa exposição e ainda tem operação industrial direta na Turquia, o que permite acessar mercados com tarifas preferenciais.

Por fim, há a tese de consolidação com Marfrig. A integração em curso desde 2023 permite captura de sinergias em compras conjuntas, otimização de logística, racionalização de SKUs e ganhos comerciais com redes globais. O grupo combinado (BRF + Marfrig) tem escala para competir com gigantes globais como JBS e Tyson Foods. A nova estrutura societária, embora ainda em maturação, abre caminho para reestruturação operacional, redução de custos de holding e melhoria de geração de caixa nos próximos ciclos.

Os riscos

O maior risco da BRFS3 é o ciclo de commodities. O custo da ração para aves e suínos representa mais de 60% do custo total, e é fortemente influenciado pelos preços de soja e milho, commodities agrícolas voláteis. Em ciclos de alta nesses insumos (ciclo La Niña, quebras de safra americana, demanda chinesa elevada), a margem é comprimida rapidamente. A capacidade de repasse aos consumidores existe mas tem limite, e em ciclos prolongados de custo alto a empresa pode operar com margem Ebitda muito abaixo do histórico.

O segundo risco é sanitário. Surtos de gripe aviária em qualquer região produtora podem gerar embargos comerciais imediatos por parte de mercados importadores como China, Europa e Oriente Médio. O Brasil historicamente foi país livre de gripe aviária em escala industrial, mas focos esporádicos em estados produtores podem trazer suspensões temporárias e perda de mercado. Doenças em suínos como peste suína africana representam risco análogo, embora o Brasil tenha sistema sanitário consolidado e protocolos de vigilância robustos.

A volatilidade cambial é o terceiro fator. A BRF tem receita relevante em dólares (exportações) mas custos majoritariamente em reais (folha, ração comprada no mercado interno) e dívida historicamente elevada em moeda forte. O efeito do câmbio sobre o resultado é assimétrico e pode gerar surpresas negativas em ciclos de desvalorização brusca acompanhada de descasamento entre receita e dívida. A política de hedge cambial mitiga parcialmente o risco mas não elimina volatilidade em janelas curtas.

Por fim, há os riscos de execução pós-Marfrig e regulatório. A integração de duas operações de grande porte envolve choques culturais, ajustes em sistemas, racionalização de unidades e captura de sinergias prometidas em prazos definidos. Atrasos ou perdas na execução podem frustrar expectativas. Riscos regulatórios incluem mudanças em embargos sanitários internacionais, política comercial de China e Europa, e barreiras tarifárias em mercados específicos. Pressões ESG sobre cadeia produtiva (bem-estar animal, desmatamento na cadeia da soja, emissões metano da pecuária) também afetam acesso a mercados premium.

Como se compara com os pares

Na bolsa brasileira, o par mais natural da BRFS3 é a controladora Marfrig (MRFG3), embora com perfil distinto (Marfrig concentra-se em bovinos enquanto BRF lidera em aves e suínos). JBS (JBSS3), maior empresa de proteínas do mundo e listada na B3, é par direto em escala global mas com diversificação maior por proteína (bovinos, aves, suínos). Minerva Foods (BEEF3) é par focado em bovinos, sem operação relevante em aves. Em conjunto, esse grupo representa as principais teses listadas do setor de proteína animal brasileiro, um dos mais relevantes globalmente.

Comparada a peers internacionais, a BRF se assemelha a Tyson Foods nos EUA (gigante em aves e suínos), Pilgrim's Pride (subsidiária da JBS focada em aves) e empresas asiáticas como CP Foods da Tailândia. Em escala absoluta, BRF e Marfrig combinadas estão no patamar das maiores globais. Em múltiplos, BRFS3 historicamente negocia entre 4 e 8 vezes EV/Ebitda em ciclos médios, em geral em desconto às americanas que negociam entre 7 e 12 vezes, refletindo prêmio de mercados desenvolvidos e maior consistência de margens em ciclos longos.

Em produtividade, o Brasil é referência mundial em produção de frango. Custos de produção brasileiros estão entre os mais baixos do mundo, beneficiados por clima favorável, abundância de soja e milho domésticos, custos de mão de obra competitivos e escala industrial. A BRF tem indicadores de conversão alimentar (kg de ração por kg de peso vivo) entre os melhores do mundo, e capacidade industrial moderna em frigoríficos automatizados. Em ESG, a empresa tem agenda de bem-estar animal, redução de antibióticos e rastreabilidade da soja, embora o setor como um todo enfrente pressão crescente de consumidores europeus por padrões mais rigorosos.

A história do papel

A BRF nasceu em 2009 da fusão entre Sadia e Perdigão, duas históricas empresas brasileiras de alimentos. A Sadia foi fundada em 1944 em Concórdia (SC) por Attilio Fontana, com foco em abate de suínos e farinha de trigo. A Perdigão foi fundada em 1934 em Videira (SC) pelas famílias Brandalise e Ponzoni, também na atividade de abate de suínos. Ao longo de décadas, as duas se expandiram nacionalmente e tornaram-se referências em proteína animal e alimentos processados.

A fusão em 2009 foi consequência da crise da Sadia em 2008, quando perdas com derivativos cambiais durante a crise financeira global levaram a empresa a uma situação patrimonial frágil. A Perdigão, em melhor saúde financeira, absorveu a Sadia em uma operação aprovada com restrições pelo Cade (a empresa precisou desfazer-se de algumas marcas e fábricas). A nova companhia foi batizada BRF (Brasil Foods) e instantaneamente tornou-se uma das maiores empresas de alimentos do mundo.

Os anos 2010 foram de expansão internacional e investimentos. A empresa adquiriu operações na Turquia (Banvit), no Oriente Médio (Federal Foods), na Argentina e em outros mercados. Investimentos em fábricas de produtos processados ampliaram a capacidade industrial. Mas a partir de 2014, problemas se acumularam: investigações da Operação Carne Fraca em 2017 abalaram a reputação do setor de proteínas brasileiro, e crises operacionais e financeiras pressionaram resultados. Em 2018, a empresa reportou prejuízos relevantes e iniciou ciclo de reestruturação.

O período de 2019 a 2024 foi de tentativas de recuperação. Aumentos de capital, troca de controle (a Marfrig passou a acumular ações até consolidar controle em 2023-2024), redução de dívida e foco em produtos de maior valor agregado marcaram a fase. A integração com Marfrig, formando o maior grupo global de proteínas, abriu nova etapa estratégica com sinergias projetadas e racionalização operacional, ainda em curso. A BRF segue como a referência em proteína de aves e suínos do Brasil.

Perguntas frequentes sobre BRFS3

BRFS3 é o ticker único porque a empresa está listada no Novo Mercado da B3, segmento de mais alto padrão de governança que exige 100% de ações ordinárias com tag along de 100%. Empresas do Novo Mercado não emitem preferenciais. Isso simplifica a estrutura societária e dá direito de voto a todos os acionistas. A BRF migrou para o Novo Mercado na época da fusão Sadia-Perdigão em 2009 como sinal de transparência aos acionistas das duas empresas que se uniram.

Análise de BRFS3 atualizada em 05 de maio de 2026

BRFS3 no
noticiário.

Ver todas as notícias