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B3 · dados com atraso de 15 min
Magaz Luiza · MGLU3B3

R$ 3,91

-R$ 0,07 (1,76%) hojefech. anterior R$ 3,98 · atualizado em 14/08

MGLU3
em 12 meses.

MGLU3-37,94%IBOV+22,43%
Valor de MercadoR$ 3,09B
Dividend Yield1,95%
P/L (TTM)34,89
ROE0,8%
Receita (12M)R$ 38,16B
Lucro Líquido (12M)R$ 87,77M
Margem Líquida0,2%
R$ 4
R$ 6
R$ 8
R$ 10
MGLU3 hojeR$ 3,91

Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeFraca
CrescimentoBaixo
EndividamentoModerado
ValuationCaro
DividendoBaixo
ROE
0,8%
Baixo
Dividend Yield
1,95%
Baixo
P/L
34,89
Caro
P/VP
0,28
Atrativo
Redentia AIO P/L de 34,89 embute expectativa alta de crescimento: o mercado paga caro pelos lucros futuros de MGLU3.Perguntar sobre o valuation
EV/EBITDA
2,00
Baixo
Margem Líquida
0,2%
Apertada
Receita (12M)
R$ 38,2B
↑ 5,8% a.a.
Lucro Líquido (12M)
R$ 87,8M
↓ 7,6% a.a.
Redentia AIO DY de 1,95% fica abaixo das grandes pagadoras: aqui o retorno depende mais do preço do que dos proventos.Analisar os dividendos
Dív. Líq./EBITDA
1,01
Moderado
ROA
0,3%
Baixo

Os dividendos
de MGLU3.

R$ 0,16 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)4,07%
FrequênciaAnual
R$ 0,26
R$ 0,15
R$ 0,31
R$ 0,16
2021202220252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada hoje
ConsensoCOMPRA FORTE
+108,08%
de upside até o alvo médio
R$ 3,91atualR$ 8,14alvo médioR$ 13,57alvo máx.
Até o alvo mais conservador, R$ 4,99, ainda há 27,6% de espaço sobre o preço atual.
Conversar sobre MGLU3 com a IA

Sobre Magaz Luiza

O Magazine Luiza S.A. é uma das maiores varejistas do Brasil e referência em comércio omnichannel, com mais de 1.300 lojas físicas e plataforma digital robusta. Atua na venda de eletrodomésticos, móveis, eletrônicos, telefonia, informática e outras categorias de bens duráveis e semi-duráveis, atendendo todas as classes sociais com foco histórico em consumidores de classe C e D em cidades médias e pequenas.

A operação se divide em segmentos complementares. Lojas Físicas mantém presença em mais de 800 cidades brasileiras, com foco em interior do Sudeste, Sul, Norte e Nordeste, atendendo regiões onde a presença online ainda é mais limitada. E-commerce é canal de crescimento prioritário, com aplicativo e site recebendo dezenas de milhões de visitas mensais. Marketplace permite que sellers terceiros vendam através da plataforma do Magalu, gerando receita de take rate. Magalu Logística (Magalu Entregas, MagaluLog) e Magalu Pay (fintech do grupo) são pilares de monetização adicional.

A Magazine Luiza tem ações listadas na B3 sob MGLU3 (apenas ON, sem PN). É controlada pela família Trajano, fundadora original, que mantém participação relevante embora pulverizada após múltiplos follow-ons. Tem peso variável no Ibovespa dependendo do ciclo. A empresa foi um dos maiores cases de valorização da bolsa brasileira entre 2015 e 2020, com retorno multiplicado por cerca de 100 vezes nesse período, mas também passou por correção significativa a partir de 2021 com mudanças no ciclo macro e na competição do e-commerce.

A tese de investimento

A tese a favor da MGLU3 começa pela rede física e digital integrada. A Magazine Luiza tem mais de 1.300 lojas físicas e plataforma digital com base de clientes ativos relevante, criando experiência omnichannel difícil de replicar. As lojas servem como pontos de retirada, devolução e atendimento, reduzindo custo logístico do e-commerce. Para consumidor de classe C e D em cidades médias, a presença física continua sendo fator de confiança que e-commerce puro não oferece.

O segundo pilar é o ecossistema de monetização. Além de revenda de produtos, o Magalu monetiza via marketplace (take rate sobre vendas de sellers terceiros), via logística (Magalu Entregas), via fintech (Magalu Pay com cartão e crédito), via publicidade na plataforma, e via crédito ao consumidor. Essa diversificação reduz dependência da margem fina de revenda de eletroeletrônicos e cria fontes de receita com margem maior.

O terceiro ponto é a posição em mercados onde a Amazon e Mercado Livre têm presença ainda limitada. Em cidades pequenas do Norte, Nordeste e interior, a Magazine Luiza tem capilaridade física e marca conhecida que players globais demoram a replicar. Esse posicionamento defensivo é raro no varejo brasileiro e protege parcela da receita em ciclos econômicos adversos.

Por fim, há a questão de valuation cíclico. Após o pico de 2020-2021, a MGLU3 corrigiu mais de 90% até 2023, refletindo o aumento da Selic, a desaceleração do consumo e o aumento de competição. Em ciclos de Selic descendente e recuperação do consumo de bens duráveis, a empresa pode capturar alavancagem operacional significativa. Para investidor que aceita volatilidade alta e timing de ciclo, MGLU3 pode oferecer retorno assimétrico se a tese de turnaround se materializar.

Os riscos

O maior risco da MGLU3 é a margem operacional comprimida. O varejo de bens duráveis tem margem bruta historicamente fina (entre 25% e 30%), e a margem líquida costuma ser de poucos pontos percentuais ou negativa em ciclos adversos. Custos fixos altos (lojas físicas, logística, tecnologia) significam que pequenas variações de receita ou de margem geram grande oscilação no lucro. Em ciclos de inflação alta e Selic alta, o consumo de bens duráveis cai e a margem é pressionada simultaneamente.

O segundo risco é a competição. Mercado Livre é o maior concorrente em e-commerce, com plataforma de marketplace mais madura, logística própria mais eficiente, e fintech (Mercado Pago) com escala superior. Amazon Brasil cresceu agressivamente nos últimos anos, com Prime, logística rápida e seleção ampla. Shopee disrupturou o segmento de produtos baratos com forte competição em frete. Cada um desses concorrentes tem vantagens estruturais distintas e a Magazine Luiza compete simultaneamente com todos.

A dependência do consumo de bens duráveis é o terceiro vetor. Eletrodomésticos, eletrônicos, móveis e celulares são categorias de demanda discricionária com alta sensibilidade a renda disponível, crédito ao consumidor e confiança do consumidor. Em recessões ou ciclos de juros altos, essas categorias são as primeiras a sofrer. A Magazine Luiza não tem categorias defensivas (alimentos, farmácia) que estabilizem receita em momentos adversos, diferente de varejistas como Carrefour ou GPA.

Há ainda riscos estruturais. A migração do consumo brasileiro para canais digitais é estrutural, e player com rede física grande tem dilema constante: manter lojas (custo fixo alto) ou fechar (perda de capilaridade). A Magazine Luiza tem investido em digital mas a transição é cara e arriscada. O alto endividamento acumulado nos últimos anos para sustentar capex de tecnologia e marketplace pode limitar flexibilidade financeira em ciclos adversos. Por fim, a controladora tem menos solidez financeira do que controladoras de bancos ou cervejarias.

Como se compara com os pares

Na bolsa brasileira, os pares mais naturais são Via S.A. (VIIA3, ex-Via Varejo, que controla Casas Bahia e Ponto), Lojas Renner (LREN3) em vestuário, e em e-commerce Mercado Livre (MELI, listada nos Estados Unidos). Magazine Luiza compete diretamente com Via em eletroeletrônicos físicos, e tem perfil de modelo de negócio mais sofisticado em digital. Lojas Renner é mais defensiva por estar em vestuário e por margens estruturalmente mais altas.

Comparada a varejistas globais como Amazon (AMZN), Walmart (WMT), Best Buy (BBY) e Mercado Livre (MELI), a Magazine Luiza opera em escala muito menor mas com modelo similar de omnichannel. O P/L da MGLU3 é difícil de comparar pelo lucro frequentemente próximo de zero ou negativo nos últimos anos. Em receita líquida e em GMV (gross merchandise value, valor total de mercadorias transacionadas), a empresa fica bem atrás de Amazon e Mercado Livre globalmente.

Em métricas operacionais, a Magazine Luiza tem cost-to-serve relativamente baixo no e-commerce graças à logística Magalu. A margem Ebitda historicamente fica entre 5% e 10%, com forte oscilação cíclica. O Mercado Livre opera com margens superiores graças ao mix marketplace mais alto e à escala. Em ESG e governança, a Magazine Luiza tem reconhecimento por programas de diversidade e inclusão. Para investidor que busca exposição ao varejo de bens duráveis brasileiro com volatilidade alta, MGLU3 é referência. Para perfil mais defensivo, Renner ou GPA podem ser alternativas.

A história do papel

O Magazine Luiza foi fundado em 1957 em Franca, no interior de São Paulo, por Pelegrino José Donato e Luiza Trajano Donato (não a famosa CEO, sua tia). A loja inicial vendia presentes para casamentos e eletrodomésticos para a classe média de cidades médias do interior paulista. Por décadas operou como rede regional, com expansão gradual para outras cidades.

Os anos 1990 e 2000 foram de transformação digital pioneira. Sob a liderança de Luiza Helena Trajano, a empresa investiu cedo em internet (com lojas virtuais desde 1992) e em informatização. A oferta inicial pública de ações aconteceu em 2011, com expansão acelerada via aquisições e abertura de lojas em novas regiões. A empresa cresceu para se tornar uma das principais varejistas do país.

Os anos 2015 a 2020 foram de valorização explosiva. Sob a liderança de Frederico Trajano, a Magazine Luiza acelerou a transformação digital, lançou marketplace, integrou logística e fintech (Magalu Pay), e investiu em aplicativo móvel. As ações se valorizaram aproximadamente 100 vezes nesse período, transformando a empresa em uma das maiores capitalizações de varejo da bolsa brasileira. A pandemia em 2020 acelerou ainda mais a digitalização e o consumo online.

A partir de 2021, o ciclo virou. O aumento da Selic, a desaceleração do consumo de bens duráveis, e a maior competição de Amazon, Mercado Livre e Shopee pressionaram resultados. As ações corrigiram mais de 90% entre 2020 e 2023. A empresa anunciou plano de redução de capex, racionalização de operações, fechamento de lojas não rentáveis e foco em rentabilidade ao invés de crescimento de GMV. Em 2024, com início de ciclo de queda da Selic e estabilização de consumo, a empresa busca retorno gradual à rentabilidade. A estratégia atual prioriza margem sobre crescimento, em contraste com os anos de expansão acelerada.

Perguntas frequentes sobre MGLU3

Não. A Magazine Luiza tem apenas ações ordinárias listadas na B3 sob o ticker MGLU3. A empresa está no Novo Mercado, segmento que exige uma única classe de ações com direito a voto. Não há ADRs nos Estados Unidos. Houve splits e desdobramentos das ações ao longo dos anos que afetaram o número total de ações em circulação.

Análise de MGLU3 atualizada em 04 de maio de 2026

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