Mercado agora
B3 · dados com atraso de 15 min
Rumo S.a. · RAIL3B3

R$ 12,91

-R$ 0,06 (0,46%) hojefech. anterior R$ 12,97 · atualizado em 12/08

RAIL3
em 12 meses.

RAIL3-17,92%IBOV+21,45%
Valor de MercadoR$ 24,09B
Dividend Yield0,84%
P/L (TTM)23,16
ROE7,5%
Receita (12M)R$ 14,07B
Lucro Líquido (12M)R$ 1,03B
Margem Líquida7,3%
R$ 12
R$ 14
R$ 16
RAIL3 hojeR$ 12,91

Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeModerada
CrescimentoModerado
EndividamentoAlto
ValuationCaro
DividendoBaixo
ROE
7,5%
Baixo
Dividend Yield
0,84%
Baixo
P/L
23,16
Caro
P/VP
1,73
Justo
Redentia AIO P/L de 23,16 embute expectativa alta de crescimento: o mercado paga caro pelos lucros futuros de RAIL3.Perguntar sobre o valuation
EV/EBITDA
6,20
Moderado
Margem Líquida
7,3%
Apertada
Receita (12M)
R$ 14,1B
↑ 14,7% a.a.
Lucro Líquido (12M)
R$ 1,0B
↑ 172,8% a.a.
Redentia AIO DY de 0,84% fica abaixo das grandes pagadoras: aqui o retorno depende mais do preço do que dos proventos.Analisar os dividendos
Dív. Líq./EBITDA
2,61
Alto
ROA
1,9%
Baixo

Os proventos
de RAIL3.

Sem pagamentos nos últimos 12 meses
Próximo pagamento30 nov 2026
R$ 0,02
R$ 0,07
R$ 0,09
R$ 0,81
2022202320242025
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2025 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada hoje
ConsensoCOMPRAR
+47,15%
de upside até o alvo médio
R$ 12,96atualR$ 19,07alvo médioR$ 23,45alvo máx.
O alvo mais conservador, R$ 11,21, fica 13,5% abaixo do preço atual.
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor da RAIL3 começa pelo modal shareReceita crescendo 14,7% a.a. em 5 anos
Pontos de atenção
O maior risco da RAIL3 é a dependência de safraAlavancagem elevada, dívida líquida de 2,61× o EBITDAValuation esticado, P/L 23,16
Conversar sobre RAIL3 com a IA

Sobre Rumo S.a.

A Rumo S.A. é a maior operadora ferroviária independente da América Latina e a principal empresa de logística de transporte de granéis sólidos do Brasil. A companhia opera concessões ferroviárias que cobrem aproximadamente 14 mil quilômetros de malha, principalmente em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. O foco da operação é o transporte de commodities agrícolas (soja, milho, açúcar, farelo) do interior do Brasil para os portos exportadores, especialmente o porto de Santos, o maior corredor de exportação do país.

A operação se estrutura em três grandes malhas. A Malha Norte conecta o Mato Grosso, principal estado produtor de grãos do Brasil, ao corredor logístico para o Porto de Santos via Rondonópolis, ponto de transbordo entre rodovia e ferrovia. A Malha Paulista é o trecho mais movimentado, escoando produção paulista, mato-grossense e do sul de Goiás até Santos. A Malha Sul atende exportações de grãos do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com ligação aos portos de Paranaguá e São Francisco do Sul. A Rumo também opera terminais portuários, açucareiros e graneleiros, integrando ferrovia, portos e armazenagem em ofertas logísticas completas.

A Rumo é controlada pela Cosan (CSAN3), holding diversificada com presença relevante em energia, gás, lubrificantes e logística. RAIL3 é o ticker único de ações ordinárias listadas no Novo Mercado da B3, segmento de mais alto padrão de governança. A empresa tem peso relevante no Ibovespa e figura como uma das principais teses de infraestrutura listadas, sendo proxy direta da exportação agrícola brasileira e da expansão da fronteira agrícola do Centro-Oeste.

A tese de investimento

A tese a favor da RAIL3 começa pelo modal share. O Brasil ainda transporta a maior parte de seus grãos por caminhão, modal mais caro, mais poluente e que sofre com qualidade inadequada de rodovias em estados produtores. Ferrovia tem custo por tonelada-quilômetro 30 a 50% inferior ao rodoviário em distâncias longas, e a tendência estrutural é de migração crescente do rodoviário para o ferroviário. A Rumo é a beneficiária natural dessa transição, com infraestrutura instalada que dificilmente pode ser replicada por concorrentes.

O segundo pilar é a expansão da Malha Norte. O projeto Ferronorte (extensão até Lucas do Rio Verde, no coração do Mato Grosso) está em obras e tem potencial de transformar a equação logística do Centro-Oeste brasileiro. Cada quilômetro adicional de ferrovia próximo aos campos produtores reduz o custo de frete e aumenta a competitividade da soja brasileira em mercados internacionais. A Rumo é a operadora dessa expansão, e cada fase entregue agrega capacidade de transporte e receita.

O terceiro ponto é a barreira de entrada. Construir ferrovias exige investimentos de dezenas de bilhões de reais, autorizações regulatórias complexas, desapropriações, licenciamento ambiental e prazos de obra de uma década ou mais. As concessões da Rumo cobrem corredores estratégicos onde a duplicação por concorrente é economicamente inviável. O monopólio natural ferroviário em corredores específicos garante poder de precificação e visibilidade de fluxo de caixa de longo prazo.

Por fim, há a tese de exportação agrícola estrutural. O Brasil é o maior exportador mundial de soja, milho e açúcar, e a demanda chinesa por proteína animal e biocombustíveis sustenta crescimento secular do agro. A Rumo captura essa tese de forma direta, sem exposição direta ao preço da commodity em si (a empresa cobra frete por volume). Em ciclos de safra recorde, a empresa opera em capacidade máxima e gera caixa robusto. O fluxo de receita previsível, atrelado a contratos take-or-pay com tradings e cooperativas, é característica defensiva apreciada por investidores de longo prazo.

Os riscos

O maior risco da RAIL3 é a dependência de safra. A receita está atrelada ao volume transportado, que por sua vez depende da safra brasileira de grãos. Quebras de safra por seca, geadas, excesso de chuva ou pragas reduzem volumes em janelas curtas e afetam diretamente o resultado. Embora contratos take-or-pay mitiguem parcialmente esse risco, a exposição cíclica ao agro brasileiro é estrutural. Anos com La Niña intensa ou El Niño severo já trouxeram revisões para baixo de guidance.

O segundo risco é a alavancagem financeira. Ferrovias são ativos pesados em capital, e a Rumo opera com dívida líquida elevada, financiando expansões como Ferronorte e duplicação de trechos da Malha Paulista. Em ciclos de Selic alta, o serviço da dívida pesa sobre o Ebitda e o lucro líquido. A geração de caixa precisa ser consistente para sustentar capex e amortizar passivo, e desvios negativos em ciclos adversos pressionam o múltiplo da ação.

O risco regulatório e de execução é o terceiro ponto. Concessões ferroviárias são contratos públicos com reguladores (ANTT principalmente), e renovações, ampliações, indenizações e tarifas estão sujeitas a definições políticas. Atrasos em obras de expansão (problemas de licenciamento, desapropriações, desafios técnicos) podem postergar a captura de receita prometida. O processo de prorrogação antecipada de concessões já existentes envolve negociação complexa e contraprestações financeiras relevantes.

Por fim, há os riscos competitivos e operacionais. Outros corredores logísticos (Norte, via Rio Madeira e Tocantins; Tapajós-Itaituba; arco norte de portos como Itaqui e Vila do Conde) competem com Santos pela exportação de soja do Mato Grosso. A construção de novas ferrovias por concorrentes (Ferrogrão, em fase de planejamento) pode redirecionar parte do fluxo. Operacionalmente, acidentes ferroviários, atrasos em manutenção, problemas de transbordo em terminais e gargalos portuários no escoamento podem afetar capacidade de transporte e gerar custos não previstos.

Como se compara com os pares

Na bolsa brasileira, a Rumo é praticamente um caso único entre ferrovias listadas. MRS Logística (não listada diretamente) e a antiga ALL (incorporada à Rumo em 2014) eram as outras grandes ferroviárias, mas com perfil distinto (MRS foca em minério para Vale e siderúrgicas; ALL era a precursora da Rumo). Cosan (CSAN3), controladora da Rumo, é par societário pela exposição indireta. Em logística e infraestrutura listada, Santos Brasil (STBP3, terminal portuário em Santos), Hidrovias do Brasil (HBSA3, navegação fluvial no Norte) e CCR (CCRO3, rodovias) são correlatas pela tese geral de logística brasileira.

Comparada a peers internacionais, a Rumo se assemelha a Union Pacific (UNP) e Norfolk Southern (NSC) nos EUA, ferrovias americanas focadas em cargas de longa distância. CSX, Canadian National e Canadian Pacific completam o grupo norte-americano. Em escala absoluta, a Rumo ainda é menor que as americanas (que têm malhas continentais), mas o perfil de negócio (concessão de longo prazo, contratos take-or-pay, exposição a commodities agrícolas) é similar. Múltiplos da Rumo costumam ser comparáveis a ferrovias americanas em ciclos de execução positiva, em torno de 8 a 14 vezes EV/Ebitda.

Em produtividade e custo logístico, a Rumo opera em condições comparáveis a melhores ferrovias mundiais em corredores específicos como o eixo Rondonópolis-Santos. O custo por tonelada-quilômetro é competitivo, embora o relevo brasileiro (Serra do Mar) e a falta de duplicação em todos os trechos imponham limitações de capacidade. A empresa investe em locomotivas de maior potência, vagões com mais capacidade e sistemas de gestão operacional. Em ESG, ferrovia é modal estruturalmente mais limpo que rodovia (menor emissão de CO2 por tonelada transportada), o que se alinha com agenda de descarbonização e logística sustentável.

A história do papel

A história da Rumo está conectada à de duas empresas: a Brasil Ferrovias e a América Latina Logística (ALL). A ALL nasceu em 1997 da privatização das malhas ferroviárias da RFFSA (Rede Ferroviária Federal Sociedade Anônima), com ativos no Sul e Sudeste do Brasil, e expandiu-se com aquisição de operações ferroviárias na Argentina e na Bolívia. Por anos, a ALL foi a principal ferroviária privada brasileira focada em cargas, listada em bolsa.

A Rumo foi criada em 2008 como subsidiária logística da Cosan, com foco inicial em transporte de açúcar e exportação portuária via Santos. Em 2014-2015, a Rumo e a ALL se fundiram, em uma das maiores operações de consolidação do setor logístico brasileiro. A nova empresa combinada reuniu malhas ferroviárias amplas, terminais portuários e infraestrutura integrada de transporte de granéis. O processo de fusão e a integração subsequente foram complexos, com desafios operacionais que afetaram a capacidade de transporte nos primeiros anos.

A partir de 2017, a empresa entrou em ciclo de recuperação operacional. Investimentos em locomotivas modernas, recuperação de vias, ampliação de pátios de manobra e sistema de gestão de tráfego ferroviário (CTC) elevaram a produtividade. A Rumo realizou rodadas de capitalização para reduzir alavancagem e financiar expansões. Em 2018, a empresa foi incorporada ao Ibovespa.

Os anos 2020 trouxeram movimentos estratégicos relevantes. A Ferronorte, projeto de expansão da Malha Norte até Lucas do Rio Verde, no coração da soja mato-grossense, é o principal investimento em curso. A prorrogação antecipada da concessão da Malha Paulista, fechada com a ANTT, garantiu visibilidade até 2058. A empresa também investe em terminais portuários e em novos corredores logísticos. A tese de longo prazo segue ancorada na expansão da fronteira agrícola e na migração estrutural do modal rodoviário para o ferroviário.

Perguntas frequentes sobre RAIL3

RAIL3 é o ticker único porque a Rumo está listada no Novo Mercado da B3, segmento de mais alto padrão de governança que exige 100% de ações ordinárias com tag along de 100%. Empresas do Novo Mercado não emitem preferenciais. Isso simplifica a estrutura societária e dá direito de voto a todos os acionistas. A Rumo migrou para o Novo Mercado como parte de sua agenda de transparência e captação de investidores institucionais brasileiros e estrangeiros.

Análise de RAIL3 atualizada em 05 de maio de 2026

RAIL3 no
noticiário.

Ver todas as notícias