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B3 · dados com atraso de 15 min

Rede D Or · RDOR3

B3
R$ 35,13
-R$ 0,31 (0,87%) hojefech. anterior R$ 35,44 · atualizado em 28/08

RDOR3
em 12 meses.

RDOR3-1,38%IBOV+23,78%
Valor de MercadoR$ 77,33B
Dividend Yield12,31%
P/L (TTM)16,04
ROE23,3%
Receita (12M)R$ 52,03B
Lucro Líquido (12M)R$ 4,34B
Margem Líquida8,3%
R$ 35
R$ 40
R$ 45
RDOR3 hojeR$ 35,13

Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeExcelente
CrescimentoForte
EndividamentoModerado
ValuationCaro
DividendoExcelente
ROE
23,3%
Excelente
Dividend Yield
12,31%
Excelente
P/L
16,04
Caro
P/VP
3,73
Caro
Redentia AIO P/L de 16,04 embute expectativa alta de crescimento: o mercado paga caro pelos lucros futuros de RDOR3.Perguntar sobre o valuation
EV/EBITDA
6,41
Moderado
Margem Líquida
8,3%
Moderada
Receita (12M)
R$ 52,0B
↑ 31,8% a.a.
Lucro Líquido (12M)
R$ 4,3B
↓ 4,3% a.a.
Redentia AIO DY de 12,31% vem acompanhado de R$ 3,8B em caixa livre, o fluxo que banca os proventos.Analisar os dividendos
Dív. Líq./EBITDA
0,57
Moderado
ROA
4,3%
Moderado

Os proventos
de RDOR3.

R$ 0,57 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)1,62%
FrequênciaSemestral
Próximo pagamento30 dez 2026
R$ 1,46
R$ 0,41
R$ 0,37
R$ 0,65
R$ 0,61
R$ 0,57
202120222023202420252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada hoje
Redentia ScoreBom
81/100
Rentabilidade77
Valuation43
Dividendos98
Endividamento85
ConsensoCOMPRAR
+38,44%
de upside até o alvo médio
R$ 35,44atualR$ 49,06alvo médioR$ 58,40alvo máx.
Até o alvo mais conservador, R$ 41,28, ainda há 16,5% de espaço sobre o preço atual.
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor da RDOR3 começa pela escalaRentabilidade excelente, ROE de 23,3%Dividend yield de 12,31%, acima da média da bolsa
Pontos de atenção
O maior risco da RDOR3 é a inflação médicaValuation esticado, P/L 16,04Lucro em queda, 4,3% a.a.
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Sobre Rede D Or

A Rede D'Or São Luiz S.A. é a maior rede privada de hospitais do Brasil e uma das maiores empresas de saúde da América Latina. A companhia opera dezenas de unidades hospitalares em diversos estados, com forte presença em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza e Belo Horizonte. O portfólio inclui hospitais gerais, unidades especializadas em oncologia, maternidades, centros de diagnóstico por imagem e laboratórios de análises clínicas, formando um ecossistema verticalizado de prestação de serviços de saúde.

A operação se organiza em duas frentes principais. A divisão hospitalar concentra a maior parte da receita e abrange hospitais de alta e média complexidade, atendendo pacientes via convênios médicos, planos de saúde corporativos, particulares e SUS em alguns casos pontuais. A divisão de oncologia, ampliada com aquisições estratégicas, posiciona a empresa entre os maiores tratamentos de câncer privados do país, com foco em quimioterapia, radioterapia, hematologia e medicina personalizada. Em 2022, a Rede D'Or anunciou a aquisição da operação de saúde da SulAmérica, marco que adicionou braço de plano de saúde à estrutura, transformando o modelo em verticalização hospital-operadora.

A Rede D'Or fez seu IPO na B3 em dezembro de 2020 em uma das maiores ofertas iniciais do período pós-pandemia. RDOR3 é o ticker único de ações ordinárias listadas no Novo Mercado, segmento de mais alto padrão de governança. O capital é fortemente pulverizado entre investidores institucionais brasileiros e estrangeiros, com a família fundadora (Moll) mantendo participação relevante via holding controladora. A empresa entrou para o Ibovespa pouco após o IPO e figura como uma das principais representantes do setor de saúde no índice.

A tese de investimento

A tese a favor da RDOR3 começa pela escala. A Rede D'Or é a maior rede de hospitais privados do Brasil, com vantagem de poder de barganha junto a operadoras de planos de saúde, fornecedores de insumos médicos, indústria farmacêutica e fabricantes de equipamentos. Em um setor onde 60% dos custos vão para insumos e medicamentos, escala se traduz diretamente em margem. Hospitais isolados não conseguem replicar essas condições comerciais.

O segundo pilar é a tese demográfica e estrutural. O envelhecimento populacional brasileiro, o aumento de doenças crônicas, a baixa cobertura do SUS para procedimentos eletivos complexos e a expansão da classe média que busca saúde privada criam demanda secular por serviços hospitalares. Câncer, doenças cardiovasculares, ortopedia e cirurgias complexas são vertentes que crescem mais que o PIB e que a Rede D'Or atende com competência reconhecida. A empresa investe constantemente em equipamentos de ponta e em diferenciação clínica.

O terceiro ponto é a verticalização via SulAmérica saúde. A integração entre hospital e operadora cria sinergias na captação de pacientes (rede própria atende beneficiários do plano), na gestão de custos médicos (controle direto sobre o sinistro) e em desenvolvimento de produtos diferenciados. O modelo verticalizado é a tendência global em mercados maduros, com Hapvida e UnitedHealth como referências internacionais. A Rede D'Or se posiciona como verticalizadora premium, voltada para classes A e B, complementar ao posicionamento da Hapvida em classes C e D.

Por fim, há a barreira de entrada. Construir um hospital de alta complexidade exige investimento de centenas de milhões de reais, anos de licenciamento sanitário, formação de equipe médica especializada e construção de credibilidade com convênios. Adquirir hospitais existentes em regiões saturadas é caro, e os melhores ativos já estão consolidados. A Rede D'Or tem histórico de aquisições e expansões orgânicas, e o pipeline de novos hospitais e ampliações garante crescimento da capacidade instalada nos próximos anos.

Os riscos

O maior risco da RDOR3 é a inflação médica. Custos hospitalares no Brasil sobem historicamente acima do IPCA geral, refletindo o aumento de medicamentos importados, salários médicos, novas tecnologias diagnósticas e judicialização da saúde. Repassar essa inflação às operadoras de planos exige negociações duras, e em ciclos de ajustes inferiores ao real custo, a margem de Ebitda do hospital é comprimida. A capacidade de capturar reajustes é fator crítico para preservar rentabilidade ao longo dos anos.

O segundo risco é a alavancagem financeira. Hospitais são ativos pesados em capital, e a expansão por aquisições e construção de novas unidades exige financiamento que pesa sobre a estrutura de dívida. A Rede D'Or operou historicamente com dívida líquida significativa, e em ciclos de juros altos (Selic elevada) o serviço da dívida consome parcela relevante do Ebitda. Aumentos de capital ou venda de ativos podem ser necessários se ciclos macroeconômicos se prolongam adversos.

A integração da SulAmérica representa risco estrutural. Operadoras de planos de saúde têm dinâmica regulatória complexa (sinistralidade, reservas técnicas obrigatórias, ajustes da ANS) e modelo financeiro distinto de hospitais. Erros na precificação de produtos, em controle de sinistralidade ou em gestão de carteira podem gerar perdas relevantes. A Hapvida, peer verticalizado, enfrentou desafios pós-fusão NotreDame Intermédica, e a Rede D'Or tem que provar capacidade de execução nesse modelo.

Por fim, há o risco regulatório e judicial. O setor de saúde no Brasil é fortemente regulado pela ANS, e mudanças em políticas de reajustes, em obrigatoriedades de cobertura ou em litígios judiciais podem afetar materialmente a estrutura econômica. Cobertura obrigatória ampliada por decisões do STJ ou do STF tem histórico de gerar custos não previstos para operadoras e prestadores. Custo trabalhista elevado de equipes médicas e de enfermagem, especialmente em regiões metropolitanas, é fator adicional de pressão sobre margem.

Como se compara com os pares

Na bolsa brasileira, o par mais relevante para RDOR3 é Kora Saúde (KRSA3), outra rede hospitalar privada listada, embora em escala menor. Hapvida (HAPV3) é par parcial pela integração com operadora de plano, mas com posicionamento de mercado distinto (classes C/D vs A/B da Rede D'Or). Dasa (DASA3), focada em diagnósticos por imagem e laboratórios, complementa o ecossistema mas não compete diretamente em hospitais de internação. Em conjunto, esse grupo representa as principais teses listadas do setor de saúde privada brasileira.

Comparada a peers globais, a Rede D'Or se assemelha a HCA Healthcare nos EUA, maior rede privada americana, e a Fresenius Medical Care na Alemanha em termos de modelo verticalizado. Em escala absoluta, ainda está distante das gigantes americanas, mas em participação de mercado nacional ocupa posição comparável. UnitedHealth Group, embora seja modelo distinto centrado em planos de saúde com integração via Optum, oferece referência para o caminho de verticalização que a Rede D'Or seguiu com SulAmérica. Múltiplos de empresas globais costumam ser superiores aos da Rede D'Or, refletindo prêmio de mercados desenvolvidos.

Em produtividade e qualidade clínica, a Rede D'Or é referência no Brasil. Indicadores de complexidade média, taxa de readmissão, mortalidade ajustada por risco e pesquisa de satisfação de pacientes em hospitais como Copa D'Or, São Luiz Itaim, IFOR e Quinta D'Or estão entre os melhores do país. Acreditações internacionais (JCI, Qmentum) atestam padrões clínicos. Em ESG, a empresa avançou em programas de sustentabilidade hospitalar, redução de resíduos e diversidade na liderança, embora ainda esteja atrás de gigantes globais em metas de net-zero verificadas.

A história do papel

A Rede D'Or São Luiz nasceu da fusão de duas trajetórias distintas. O grupo Rede D'Or foi fundado em 1977 pelo médico Jorge Moll Filho com a aquisição da Casa de Saúde Santa Lúcia, e expandiu-se ao longo de décadas no Rio de Janeiro com aquisições e construção de hospitais como Copa D'Or, Quinta D'Or e Barra D'Or. O grupo São Luiz, fundado em São Paulo por outra família médica, era referência em hospitais paulistas como o São Luiz Itaim e o São Luiz Anália Franco.

A consolidação se deu em 2010 com a fusão das duas redes, formando a Rede D'Or São Luiz. O movimento criou a maior rede privada do Brasil em número de leitos e em receita. Nos anos seguintes, a empresa adquiriu agressivamente hospitais em diversas capitais brasileiras (Brasília, Salvador, Recife, Fortaleza, Belo Horizonte) e em mercados regionais relevantes. Investidores como GIC (Cingapura) e BTG Pactual entraram no capital em rodadas de capitalização privada antes do IPO.

O IPO em dezembro de 2020 foi um marco histórico do setor de saúde no mercado de capitais brasileiro. A oferta levantou dezenas de bilhões de reais e posicionou a Rede D'Or entre as maiores empresas listadas. O período pós-IPO foi marcado pela aceleração de aquisições e por investimentos em oncologia, com criação da unidade de negócios dedicada Oncoclínicas (depois desmembrada como ONCO3, com participação minoritária da Rede D'Or).

O movimento mais relevante recente foi a aquisição da operação de saúde da SulAmérica em 2022, anunciada em troca de ações que tornou os acionistas da SulAmérica acionistas relevantes da Rede D'Or. A integração consolidou a empresa como rede verticalizada premium, com mais de 5 milhões de beneficiários atendidos via plano próprio, e abriu agenda de sinergias entre rede hospitalar e operadora ao longo dos anos seguintes.

Perguntas frequentes sobre RDOR3

RDOR3 é o ticker único porque a empresa está listada no Novo Mercado da B3, segmento de mais alto padrão de governança que exige 100% de ações ordinárias com tag along de 100%. Empresas do Novo Mercado não emitem preferenciais. Isso simplifica a estrutura societária e dá direito de voto a todos os acionistas. A empresa optou por essa estrutura no IPO de 2020 como sinalização de transparência para investidores institucionais brasileiros e estrangeiros.

Análise de RDOR3 atualizada em 05 de maio de 2026

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