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B3 · dados com atraso de 15 min
Tim · TIMS3B3

R$ 18,17

+R$ 0,22 (1,23%) hojefech. anterior R$ 17,95 · atualizado em 14/08

TIMS3
em 12 meses.

TIMS3-13,23%IBOV+22,43%
Valor de MercadoR$ 44,80B
Dividend Yield7,77%
P/L (TTM)22,64
ROE15,9%
Receita (12M)R$ 24,57B
Lucro Líquido (12M)R$ 1,77B
Margem Líquida7,2%
R$ 20
R$ 25
TIMS3 hojeR$ 18,17
Teses Redentia

TIMS3 faz parte de 1 tese.

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Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeBoa
CrescimentoModerado
EndividamentoCaixa líquida
ValuationCaro
DividendoExcelente
ROE
15,9%
Bom
Dividend Yield
7,77%
Excelente
P/L
22,64
Caro
P/VP
3,60
Caro
Redentia AIO P/L de 22,64 embute expectativa alta de crescimento: o mercado paga caro pelos lucros futuros de TIMS3.Perguntar sobre o valuation
EV/EBITDA
2,88
Baixo
Margem Líquida
7,2%
Apertada
Receita (12M)
R$ 24,6B
↑ 9,1% a.a.
Lucro Líquido (12M)
R$ 1,8B
↓ 1,1% a.a.
Redentia AIO DY de 7,77% vem acompanhado de R$ 7,2B em caixa livre, o fluxo que banca os proventos.Analisar os dividendos
Dív. Líq./EBITDA
-0,35
Caixa líquida
ROA
3,4%
Baixo

Uma máquina
de dividendos.

R$ 2,15 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)11,84%
FrequênciaTrimestral
R$ 0,44
R$ 0,42
R$ 1,02
R$ 0,96
R$ 2,12
R$ 2,15
202120222023202420252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada hoje
ConsensoCOMPRA FORTE
+39,17%
de upside até o alvo médio
R$ 18,12atualR$ 25,22alvo médioR$ 30,47alvo máx.
Até o alvo mais conservador, R$ 21,83, ainda há 20,5% de espaço sobre o preço atual.
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor da TIMS3 começa pela natureza recorrente do negócioRentabilidade sólida, ROE de 15,9%Dividend yield de 7,77%, acima da média da bolsa
Pontos de atenção
O maior risco da TIMS3 é a competição em telecomValuation esticado, P/L 22,64Lucro em queda, 1,1% a.a.
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Sobre Tim

A TIM S.A. é uma das três principais operadoras de telecomunicações móveis do Brasil e parte do grupo italiano Telecom Italia, que detém o controle acionário. A companhia atua na prestação de serviços de telefonia móvel, dados móveis (3G, 4G, 5G), internet banda larga via FTTH (fibra óptica até a residência), comunicação corporativa, IoT (Internet das Coisas) e serviços digitais agregados. Após a divisão dos ativos da Oi Móvel em 2022, junto com Vivo e Claro, a TIM consolidou posição como uma das três grandes do setor, com participação de mercado relevante em assinantes móveis e infraestrutura nacional ampliada.

A operação se concentra majoritariamente em mobilidade. O segmento de telefonia móvel responde pela maior parte da receita, atendendo clientes pré-pagos e pós-pagos com planos que combinam voz, mensagens, dados móveis, vídeo streaming e benefícios agregados. A divisão TIM Live oferece banda larga residencial via FTTH, com cobertura crescente em capitais e cidades de médio porte. A divisão B2B atende empresas com soluções de conectividade, IoT, M2M, cloud e segurança. O 5G, leiloado em 2021 e em expansão progressiva, abre frentes novas em conectividade industrial, automotiva e fixa via FWA (Fixed Wireless Access).

A TIM tem capital aberto na B3 sob o ticker TIMS3, exclusivamente em ações ordinárias com direito a voto, listadas no Novo Mercado, segmento de governança que exige 100% de ON e adesão a padrões mais rigorosos de transparência. A empresa não tem ADRs ativos atualmente após delisting em momento passado. O controle acionário é da TIM Brasil S.A., subsidiária integral da TIM Group (Itália), que detém a maior parcela das ações com pulverização relevante entre fundos institucionais brasileiros e estrangeiros, e pessoa física via free float. TIMS3 tem peso relevante no Ibovespa e é uma das ações de telecom mais líquidas do mercado brasileiro.

A tese de investimento

A tese a favor da TIMS3 começa pela natureza recorrente do negócio. Telecom é serviço essencial, com receita majoritariamente vinculada a contratos de assinatura mensal ou recargas pré-pagas regulares. Mesmo em recessões econômicas, consumidores cortam outros gastos antes de cancelar plano de celular ou banda larga residencial. Essa previsibilidade de receita, combinada com churn relativamente controlado em pós-pagos, gera fluxo de caixa estável e suporta política de remuneração ao acionista relevante. O Ebitda da TIM é um dos mais previsíveis entre as ações listadas no Ibovespa.

O segundo pilar é a melhoria de mix entre pré-pago e pós-pago. Historicamente, o mercado brasileiro era dominado por pré-pago, com tickets baixos e churn alto. Nos últimos anos, a tendência foi de migração para pós-pago e planos controlados, com tickets médios maiores e maior fidelização. A TIM tem investido pesado nessa transição, com planos atrativos, parcerias de conteúdo (streaming, vídeo, música), e benefícios que incentivam upgrade. Esse mix mais alto rende ARPU (receita média por usuário) crescente, principal driver de crescimento orgânico no setor.

A divisão TIM Live em FTTH é o terceiro pilar. A banda larga residencial via fibra óptica tem crescimento estrutural no Brasil, com menos de metade dos lares conectados a fibra e demanda por velocidade alta crescendo via streaming, home office e gaming. A TIM expandiu a base FTTH organicamente e via aquisições estratégicas, atingindo presença em centenas de cidades. O ticket médio em fibra é frequentemente o dobro do móvel, e o churn é mais baixo, contribuindo para diversificação de receita e aumento de valor por cliente em pacotes convergentes.

Por fim, há a tese de geração de caixa e dividendos. Após o ciclo pesado de capex pós-leilão 5G e integração de ativos da Oi Móvel, a TIM entrou em fase de normalização de investimentos, com tendência de geração de caixa livre crescente. A política de remuneração prevê distribuição relevante via dividendos e juros sobre capital próprio (JCP), com payout que pode ultrapassar 60% do lucro líquido em ciclos favoráveis. O dividend yield histórico costuma ficar entre 5 e 10%, posicionando TIMS3 como nome relevante para investidores de renda. A racionalização do mercado para três players (Vivo, TIM, Claro) também reduziu pressão competitiva relativa, suportando margens.

Os riscos

O maior risco da TIMS3 é a competição em telecom. O setor brasileiro tem três grandes (Vivo, Claro, TIM), além de operadoras virtuais (MVNOs) crescentes e provedores regionais de internet (small ISPs) que avançam em fibra óptica em cidades médias e pequenas. Os small ISPs já atendem parcela relevante do mercado de banda larga residencial, com modelos enxutos e preços competitivos, pressionando ARPU em mercados específicos. Em telefonia móvel, guerras de preço periódicas comprimem margens, e a chegada de operadores fortes em fibra (Vivo Fibra, Claro NET Fibra, regionais) limita potencial de crescimento da TIM Live em algumas regiões.

A regulamentação é o segundo grande risco. A Anatel define regras de qualidade de serviço, multas, leilões de espectro, regras de portabilidade, antenas e roaming, com impacto direto em custos e operação. Mudanças em regulação de uso de torres, compartilhamento de infraestrutura, regras de interconexão e tarifas reguladas podem afetar margens. A pressão por cobertura em áreas remotas é compensada por obrigações em leilões, mas exige capex elevado em retorno marginal. Disputas judiciais de longa data sobre PIS/Cofins, ICMS sobre telecom e outros tributos representam contingências fiscais relevantes no balanço.

O risco de capex intensivo é o terceiro pilar. Telecom exige capex elevado e contínuo para manutenção, expansão de cobertura, modernização tecnológica e desligamento gradual de gerações antigas (2G, 3G). O 5G especificamente exige investimento em densificação de rede, fibra de backhaul para cada antena e equipamentos importados denominados em dólares. A integração dos ativos da Oi Móvel adquiridos em 2022 também demandou capex e despesas extras de integração. Em ciclos de juros altos, o serviço da dívida pressiona o caixa, embora a TIM mantenha endividamento relativamente controlado.

Há também riscos cambiais e de obsolescência tecnológica. Equipamentos de rede 5G, antenas e infraestrutura óptica são majoritariamente importados, com custos em dólares ou euros. Desvalorização do real encarece capex em base local, comprimindo retorno de novos investimentos. A obsolescência tecnológica é constante: 2G está em desligamento progressivo, 3G já em fase de descontinuação, 4G ainda dominante mas com 5G demandando troca gradual de equipamentos. Tecnologias futuras (6G, satélites de baixa órbita como Starlink) podem alterar o cenário competitivo. Por fim, riscos macro como queda de poder de compra, inflação setorial via dissídio salarial e energia elétrica em torres podem comprimir margens em ciclos econômicos adversos.

Como se compara com os pares

Na bolsa brasileira, o par natural da TIMS3 é a VIVT3 (Telefônica Brasil, dona da Vivo), também listada e com capital aberto. A diferença está no escopo: a Vivo é maior em receita e tem operação mais ampla em fibra óptica, com a Vivo Fibra cobrindo mais cidades e tendo maior base de assinantes em FTTH. A TIM é mais focada em mobilidade, com ticker TIMS3 muitas vezes precificada com leve desconto à VIVT3 por mix considerado menos defensivo. A Claro, terceira grande, é controlada pela América Móvil mexicana e não tem ações listadas no Brasil. Algumas operadoras regionais e provedores menores listaram ações em momentos pontuais, mas com liquidez baixa.

Comparada a peers globais como AT&T (T) e Verizon (VZ) nos Estados Unidos, Deutsche Telekom (DTE) na Alemanha, Telefónica Espanha (TEF) e a própria controladora Telecom Italia (TIT), a TIMS3 negocia com múltiplos em linha ou com leve desconto. O EV/Ebitda histórico fica entre 4 e 6 vezes, e o P/L entre 8 e 14, dependendo do ciclo de capex e perspectivas. O dividend yield costuma ser comparável ao das peers globais, ambos em geral entre 5 e 8% ao ano, refletindo a natureza maduro-defensiva do setor.

Em produtividade, a TIM tem indicadores de ARPU (receita média por usuário) e churn em linha com as líderes brasileiras, com leve gap para Vivo em pós-pagos premium. A divisão TIM Live em FTTH ainda é menor que Vivo Fibra em cobertura, mas com crescimento acelerado. Em ESG, a empresa publica metas de eficiência energética em torres e data centers, programas de inclusão digital em comunidades atendidas, e governança alinhada ao Novo Mercado. A integração com a controladora italiana traz padrões europeus de compliance, com potencial de melhora gradual em rankings setoriais.

A história do papel

A TIM Brasil iniciou operações em 1998 com a privatização do Sistema Telebrás, processo que desestatizou as antigas estatais regionais de telecomunicações e abriu o mercado para concorrência. A empresa operou inicialmente como TIM Sul, TIM Maxitel e TIM Nordeste em diferentes regiões, com ofertas separadas em cada área. A consolidação das operações sob marca única TIM aconteceu nos anos 2000, com unificação de back-office, branding e gestão.

Os anos 2000 foram marcados por crescimento acelerado da telefonia móvel no Brasil, beneficiada pela expansão da classe C, inclusão digital e queda de preços relativos de aparelhos celulares. A TIM disputou liderança com Vivo e Claro em segmentos diferentes, com forte presença em pré-pago em momentos iniciais. A empresa investiu em redes 3G a partir de 2008 e em 4G a partir de 2013, mantendo cobertura nacional ampla e qualidade de serviço competitiva.

Os anos 2010 trouxeram desafios e transformação. A pressão por monetização de dados móveis, declínio da receita de voz tradicional, e necessidade de capex pesado em LTE forçaram revisão de estratégia. A TIM expandiu para banda larga residencial via FTTH com a TIM Live, focando inicialmente em cidades específicas. O leilão 5G em 2021 marcou o início de um novo ciclo de investimento, com a TIM adquirindo blocos relevantes em todas as faixas leiloadas, incluindo a 3,5 GHz crítica para 5G standalone.

A transformação mais recente veio com a aquisição dos ativos móveis da Oi em 2022. Junto com Vivo e Claro, a TIM dividiu a base de assinantes, espectro e infraestrutura da Oi Móvel após processo de leilão de massa falida. A operação consolidou o mercado em três grandes operadoras, expandiu a base de assinantes da TIM em 14 milhões e adicionou espectro relevante em faixas estratégicas. A integração da base e desligamento de redes redundantes ocorreu ao longo dos meses seguintes, com captura progressiva de sinergias operacionais e de spectrum.

Perguntas frequentes sobre TIMS3

A TIM tem apenas uma classe de ações listada na B3, as ordinárias com direito a voto, sob o ticker TIMS3. A empresa está listada no Novo Mercado, segmento de governança da B3 que exige 100% de ações ordinárias e padrões mais rigorosos de transparência. Não existe TIMS4 nem ações preferenciais. Essa estrutura simplifica a governança, dá direito a voto a todos os acionistas e alinha a empresa com práticas internacionais de capital aberto.

Análise de TIMS3 atualizada em 05 de maio de 2026

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