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B3 · dados com atraso de 15 min
Ultrapar · UGPA3B3

R$ 31,28

-R$ 1,47 (4,49%) hojefech. anterior R$ 32,75 · atualizado em 07/08

UGPA3
em 12 meses.

UGPA3+91,08%IBOV+26,36%
Valor de MercadoR$ 34,90B
Dividend Yield4,16%
P/L (TTM)11,65
ROE18,2%
Receita (12M)R$ 135,21B
Lucro Líquido (12M)R$ 2,79B
Margem Líquida2,1%
R$ 15
R$ 20
R$ 25
R$ 30
R$ 35
UGPA3 hojeR$ 31,28

Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeBoa
CrescimentoModerado
EndividamentoModerado
ValuationJusto
DividendoBom
ROE
18,2%
Bom
Dividend Yield
4,16%
Bom
P/L
11,65
Justo
P/VP
2,12
Justo
Redentia AIO P/L de 11,65 está em linha com a média da B3: o preço acompanha os fundamentos, sem prêmio nem desconto relevante.Perguntar sobre o valuation
EV/EBITDA
7,96
Moderado
Margem Líquida
2,1%
Apertada
Receita (12M)
R$ 135,2B
↑ 11,9% a.a.
Lucro Líquido (12M)
R$ 2,8B
↑ 30,9% a.a.
Redentia AIO DY de 4,16% fica abaixo das grandes pagadoras: aqui o retorno depende mais do preço do que dos proventos.Analisar os dividendos
Dív. Líq./EBITDA
2,27
Moderado
ROA
6,0%
Moderado

Os dividendos
de UGPA3.

R$ 1,30 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)4,16%
FrequênciaSemestral
R$ 0,64
R$ 0,58
R$ 0,35
R$ 0,25
R$ 1,75
R$ 1,30
202120222023202420252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada hoje
ConsensoCOMPRAR
+7,27%
de upside até o alvo médio
R$ 31,28atualR$ 33,55alvo médioR$ 39,61alvo máx.
O alvo mais conservador, R$ 24,76, fica 20,8% abaixo do preço atual.
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor da UGPA3 começa pela qualidade defensiva dos ativosRentabilidade sólida, ROE de 18,2%Receita crescendo 11,9% a.a. em 5 anos
Pontos de atenção
O maior risco da UGPA3 é a margem do setorAlavancagem elevada, dívida líquida de 2,27× o EBITDA
Conversar sobre UGPA3 com a IA

Sobre Ultrapar

A Ultrapar Participações S.A. é uma das maiores holdings de distribuição de combustíveis e gás do Brasil, com portfólio focado em ativos de infraestrutura energética com fluxos de caixa estáveis e relevância em segmentos essenciais da economia brasileira. A companhia controla algumas das marcas mais reconhecidas do setor, atuando como holding operacional que coordena três grandes empresas: Ipiranga, na distribuição de combustíveis líquidos; Ultragaz, na distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP); e Ultracargo, em terminais portuários para granéis líquidos.

A operação se organiza em três grandes verticais. A Ipiranga é a segunda maior distribuidora de combustíveis do Brasil em volume, atrás apenas da Raízen (Shell), com mais de 6 mil postos de gasolina espalhados por todo o território nacional, atendendo a marca Ipiranga e bandeiras parceiras. A Ultragaz é uma das maiores distribuidoras de GLP do país, atendendo consumo residencial (botijões P-13 de 13 quilos) e mercado a granel para indústria, comércio e serviços. A Ultracargo opera terminais portuários para granéis líquidos (etanol, derivados de petróleo, produtos químicos) em portos como Santos, Aratu (BA), Suape (PE) e Itaqui (MA), oferecendo armazenagem e movimentação para operadores logísticos e tradings.

A Ultrapar está listada no Novo Mercado da B3 desde 2011, com UGPA3 sendo o ticker único de ações ordinárias. A empresa também tem ADRs negociados na NYSE. O capital tem participação relevante das famílias Igel e Klabin (fundadoras), além de fundos institucionais brasileiros e estrangeiros. A Ultrapar tem peso relevante no Ibovespa e funciona como exposição estável a infraestrutura de combustíveis brasileira. Em 2021-2023, a empresa concluiu venda de ativos não-estratégicos como Oxiteno (química) e Extrafarma (drogarias), focando o portfólio nos três pilares de combustíveis líquidos, GLP e terminais.

A tese de investimento

A tese a favor da UGPA3 começa pela qualidade defensiva dos ativos. Distribuição de combustíveis e GLP são serviços essenciais com demanda relativamente inelástica: brasileiros precisam abastecer veículos, indústrias precisam de GLP, residências consomem gás de cozinha. O volume vendido oscila com ciclo econômico, mas em magnitudes pequenas em relação a setores cíclicos como mineração ou siderurgia. Fluxos de caixa estáveis e previsibilidade de margens são características apreciadas em portfólios defensivos.

O segundo pilar é a barreira de entrada. Construir uma rede de distribuição de combustíveis exige milhares de postos credenciados, infraestrutura logística (caminhões-tanque, bases de distribuição em portos e rodoviárias), credenciamentos regulatórios da ANP e marca consolidada com consumidores. A Ipiranga construiu essa rede ao longo de décadas, com presença em todos os estados brasileiros. Replicar essa infraestrutura é economicamente inviável para entrantes, e o setor opera em estrutura de oligopólio com Raízen-Shell, Ipiranga-Ultrapar, Petrobras-BR (Vibra) e algumas regionais como referências.

O terceiro ponto é a estratégia de simplificação de portfólio executada entre 2018 e 2023. A venda da Oxiteno (química) à Indorama em 2022 e da Extrafarma (drogarias) em 2021 permitiu à empresa focar em ativos core de infraestrutura energética, reduzir alavancagem e simplificar análise. A receita das vendas foi parcialmente usada para amortizar dívida, e a Ultrapar passou a ser holding mais enxuta, com tese mais clara para investidores que buscam exposição pura a combustíveis e GLP.

Por fim, há a tese de geração de caixa e dividendos. A Ipiranga, Ultragaz e Ultracargo geram fluxo de caixa robusto e estável em ciclos médios, e a Ultrapar tem histórico de distribuir parcela relevante desse caixa via dividendos. Investidores em UGPA3 historicamente se beneficiaram de combinação de renda passiva regular com valorização gradual de capital. Em comparação a teses de crescimento agressivo do mercado brasileiro, a Ultrapar oferece perfil mais conservador e previsível, complementar a posições mais cíclicas.

Os riscos

O maior risco da UGPA3 é a margem do setor. Distribuição de combustíveis opera com margens unitárias estreitas (poucos centavos por litro), e ciclos de competição agressiva ou desorganização do mercado podem comprimir margens significativamente. O setor brasileiro historicamente passou por períodos de desorganização (mistura de etanol fora de especificação, distribuição informal, sonegação fiscal de ICMS) que prejudicaram distribuidoras formais. A formalização e fiscalização do setor são fatores externos que afetam a equação econômica.

O segundo risco é a transição energética. O parque automotivo brasileiro segue dependente de combustíveis líquidos (gasolina, etanol, diesel) e a transição para elétricos ainda é incipiente, mas em horizonte de duas a três décadas, a demanda por gasolina pode entrar em declínio estrutural. A Ultrapar está investindo em diversificação para postos elétricos e em alternativas, mas a velocidade da transição e o ritmo de adaptação são incertos. GLP tem trajetória mais defensiva, mas também sofre pressão de eletrificação residencial e de gás natural canalizado em mercados urbanos.

O risco regulatório e fiscal é o terceiro ponto. O setor de combustíveis no Brasil é fortemente regulado pela ANP, e mudanças em política de preços (paridade internacional vs. controle administrado), em tributação (ICMS estadual, federal CIDE) e em mistura compulsória (anidro na gasolina, biodiesel no diesel) afetam diretamente a equação econômica. A judicialização de impostos (créditos de ICMS, exclusão da base de cálculo) gera incertezas e impactos de longo prazo. Reformas tributárias podem reorganizar o setor.

Por fim, há os riscos operacionais e de execução. Acidentes em terminais portuários (vazamentos, incêndios como o que ocorreu em Aratu em 2015) podem gerar multas, indenizações ambientais e perda de capacidade. Variações cambiais afetam preços de derivados importados (parte da gasolina e diesel é importada). A integração de processos pós-desinvestimentos exige ajustes em sistemas e estrutura corporativa. A capacidade de gerar retornos sobre capital investido (ROIC) acima do custo de capital é desafio constante em setor de margens estreitas e capital intensivo.

Como se compara com os pares

Na bolsa brasileira, o par mais relevante para UGPA3 é a Vibra Energia (VBBR3), antiga BR Distribuidora, hoje empresa privada após desinvestimento da Petrobras. As duas competem diretamente em distribuição de combustíveis líquidos, com Vibra ainda como líder em volume. Cosan (CSAN3), via Raízen (RAIZ4), é a principal concorrente da Ipiranga em postos. Em GLP, Copa Energia, Liquigás (vendida pela Petrobras) e regionais são pares parciais. Em terminais portuários, Santos Brasil (STBP3) é par no setor logístico, embora com foco distinto (containers vs. granéis líquidos).

Comparada a peers internacionais, a Ultrapar se assemelha a empresas como Sunoco LP nos EUA (distribuição de combustíveis), Casey's General Stores (rede de conveniência com postos) e World Fuel Services (distribuição global). Em escala absoluta, a Ipiranga ainda é referência regional brasileira. Em GLP, peers internacionais incluem AmeriGas e Suburban Propane nos EUA. Em terminais portuários, Vopak e Oiltanking são gigantes globais com modelos similares à Ultracargo. Múltiplos da UGPA3 historicamente refletem perfil defensivo, com EV/Ebitda costumando ficar em ranges moderados de 5 a 10 vezes.

Em produtividade e eficiência, a Ipiranga tem indicadores comparáveis aos melhores distribuidores globais em termos de volume por posto, custo logístico e penetração de marca. A Ultragaz é referência em distribuição de GLP no Brasil, com sistema logístico capilarizado em todo o território. A Ultracargo tem indicadores operacionais robustos em terminais. Em ESG, a Ultrapar avançou em programas de redução de emissões em terminais, em diversidade na liderança e em iniciativas de etanol e biocombustíveis. Comparativos com majors globais ainda mostram gap em metas verificadas de net-zero estabelecidas em ciclos de prazo definido, comum em empresas de combustíveis fósseis.

A história do papel

A Ultrapar tem origem em 1937 com a fundação da Ultragaz por Ernesto Igel, com a introdução do botijão de gás liquefeito de petróleo no Brasil. O modelo do botijão P-13, padrão até hoje em residências brasileiras, foi inovação que transformou o consumo de gás de cozinha no país, substituindo o uso de lenha e álcool. A Ultragaz expandiu-se por décadas como pioneira do setor, e a família Igel consolidou posição no segmento.

A diversificação para combustíveis líquidos veio com a aquisição da Ipiranga em 2007, em uma das maiores operações de fusão e aquisição da história do setor brasileiro. A Ipiranga, fundada em 1937 também, era líder regional no Sul e tornou-se nacional após a aquisição. A integração com a Ultrapar criou uma das maiores empresas de distribuição de combustíveis do país. Em 2008, a Ultrapar adquiriu também parte das operações da extinta Texaco no Brasil, ampliando ainda mais a rede de postos.

Os anos 2010 foram de expansão diversificada. A Ultrapar adquiriu a Extrafarma (rede de drogarias) em 2014, ampliando exposição ao varejo. A Oxiteno (química, controlada desde os anos 1970) fortalecia a posição em produtos químicos. A Ultracargo continuou crescendo como operadora portuária. A empresa entrou no Novo Mercado da B3 em 2011, sinalizando agenda de governança.

A partir de 2018, a Ultrapar iniciou ciclo de simplificação de portfólio. Em 2021, vendeu a Extrafarma para o Pague Menos. Em 2022, concluiu a venda da Oxiteno à Indorama (Tailândia) por valor relevante, reduzindo alavancagem. A empresa passou a focar nos três pilares core de combustíveis (Ipiranga), GLP (Ultragaz) e terminais (Ultracargo). Em 2023-2024, manteve estratégia de geração de caixa, distribuição de dividendos e investimentos seletivos em diversificação para postos elétricos e em modernização de infraestrutura. A trajetória de longo prazo segue ancorada na tese de holding de infraestrutura energética com perfil defensivo.

Perguntas frequentes sobre UGPA3

UGPA3 é o ticker único porque a Ultrapar está listada no Novo Mercado da B3 desde 2011, segmento de mais alto padrão de governança que exige 100% de ações ordinárias com tag along de 100%. Empresas do Novo Mercado não emitem preferenciais. Isso simplifica a estrutura societária e dá direito de voto a todos os acionistas. A Ultrapar migrou para o Novo Mercado como parte de sua agenda de transparência e captação de investidores institucionais brasileiros e estrangeiros.

Análise de UGPA3 atualizada em 05 de maio de 2026

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