O CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é a taxa que os bancos cobram entre si em empréstimos de um dia, calculada e divulgada diariamente pela B3. Sozinho ele não é um investimento; é uma régua. Quando um CDB ou fundo diz que rende um percentual do CDI, é a essa taxa que ele se refere.
O CDI anda praticamente colado na Selic, ficando poucos centésimos abaixo dela. Por isso, quando o Banco Central mexe na Selic, o CDI acompanha, e toda a renda fixa pós-fixada, de CDBs a Tesouro Selic, se move junto.
Na prática, o CDI serve para duas coisas: precificar produtos (um CDB de "110% do CDI" paga 10% a mais que a taxa) e servir de benchmark. Bater o CDI é a linha de corte mínima da renda fixa; um investimento que rende menos que o CDI está entregando abaixo do custo do dinheiro seguro no Brasil.
Exemplo ilustrativo: um CDB que paga 110% do CDI num período em que o CDI acumulou 10% renderia cerca de 11% bruto (110% de 10%), antes do Imposto de Renda. São números redondos só para mostrar a mecânica, não uma taxa real. Simule cenários na calculadora de juros compostos.