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Benchmark

Benchmark é o índice de referência usado pra medir se um investimento teve bom desempenho, a régua que compara o retorno da sua carteira com o do mercado.

O benchmark é o índice de referência contra o qual se mede o desempenho de um investimento. Sem uma régua, um retorno isolado não diz muita coisa: o benchmark é o que permite dizer se render 12% no ano foi bom ou ruim, comparando com o que o mercado equivalente entregou no mesmo período.

Cada classe de ativo tem seu benchmark natural. Renda variável costuma ser comparada ao Ibovespa, fundos imobiliários ao IFIX, e renda fixa ao CDI ou ao IPCA. Escolher o benchmark certo é o primeiro passo pra uma comparação justa, comparar um fundo de ações ao CDI, por exemplo, não faz sentido.

O conceito também separa gestão passiva de gestão ativa. Um ETF tem por objetivo replicar o benchmark; um fundo de gestão ativa cobra pra tentar superá-lo. Avaliar se esse esforço vale a pena é justamente medir, ao longo de vários anos, se o fundo consistentemente bateu seu índice de referência.

Exemplo ilustrativo: um fundo de ações que rendeu 15% num ano em que o Ibovespa subiu 20% ficou abaixo do benchmark, apesar do retorno positivo, enquanto um que rendeu 10% num ano de Ibovespa a 5% superou a referência. Os números servem só pra mostrar a lógica da comparação.

Ressalva honesta: bater o benchmark num único ano diz pouco. O que importa é a consistência ao longo do tempo, já que qualquer estratégia acerta em alguns períodos e erra em outros. E o benchmark precisa ser adequado à classe de ativo, ou a comparação engana em vez de informar.

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