Um ETF, sigla de Exchange Traded Fund (fundo negociado em bolsa), é um fundo que espelha um índice de mercado e cujas cotas são compradas e vendidas na B3 igual a uma ação. Comprar uma cota é comprar, de uma vez, uma cesta inteira de ativos na mesma proporção do índice.
A grande vantagem é a diversificação instantânea a baixo custo. Uma única cota de um ETF de Ibovespa dá exposição a dezenas de empresas ao mesmo tempo, com taxa de administração tipicamente baixa por se tratar de gestão passiva, e com a liquidez de negociar em bolsa a qualquer momento do pregão.
ETFs seguem um benchmark em vez de tentar superá-lo, e é aí que se separam da gestão ativa: o objetivo é replicar o índice, não vencê-lo. Existem ETFs de renda variável brasileira, de índices internacionais, de small caps e de renda fixa, o que permite montar uma carteira ampla com poucos tickers.
Exemplo ilustrativo: com R$ 1.000 aplicados num ETF que replica um índice amplo, o investidor passa a ter exposição a todas as empresas daquele índice de uma só vez, em vez de escolher e comprar cada ação separadamente. O valor é só um exemplo da lógica, não uma recomendação.
Ressalva honesta: ETF replica o índice pra cima e pra baixo. Se o mercado que ele acompanha cai, a cota cai junto, sem gestor tentando defender a carteira. Além disso, nem todo ETF distribui proventos (muitos reinvestem), então vale checar a política de cada um antes de contar com renda.