A liquidez mede quão rápido e sem desconto você consegue vender um ativo e virar dinheiro. Um ativo de alta liquidez, como uma ação de grande empresa ou o Tesouro Selic, se vende em segundos perto do preço justo. Um de baixa liquidez, como um imóvel físico ou uma small cap pouco negociada, pode exigir tempo ou um corte no preço pra encontrar comprador.
Na bolsa, a liquidez aparece em sinais como o volume financeiro negociado, o número de negócios por dia e o spread, a distância entre a melhor oferta de compra e a de venda. Quanto mais líquido o ativo, menor o spread e menor o risco de mover o preço contra você ao entrar ou sair de uma posição grande.
Exemplo ilustrativo: um papel muito líquido absorve uma ordem grande sem quase mexer no preço, enquanto um FII de nicho pode não ter comprador do outro lado, obrigando a vender com desconto. Situação genérica só pra ilustrar o conceito.
Ressalva honesta: costuma haver troca entre liquidez e retorno, e a liquidez some justamente nas crises, quando você mais precisa dela. Por isso a reserva de emergência deve ficar em ativos de alta liquidez, e vale dosar o quanto da carteira você aceita deixar preso em posições difíceis de vender.