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B3 · dados com atraso de 15 min

Brasil · BBAS3

B3
R$ 18,43
+R$ 0,37 (2,05%) hojefech. anterior R$ 18,06 · atualizado em 21/08

BBAS3
em 12 meses.

BBAS3-5,20%IBOV+27,15%
Valor de MercadoR$ 103,38B
Dividend Yield3,05%
P/L (TTM)6,72
ROE8,3%
Receita (12M)R$ 284,44B
Lucro Líquido (12M)R$ 13,25B
Margem Líquida4,7%
R$ 18
R$ 20
R$ 23
R$ 25
R$ 28
BBAS3 hojeR$ 18,43
Teses Redentia

BBAS3 faz parte de 1 tese.

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Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeModerada
CrescimentoForte
ValuationAtrativo
DividendoModerado

Os dividendos
de BBAS3.

R$ 0,55 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)2,99%
FrequênciaTrimestral
Próximo pagamento11 set 2026
R$ 1,13
R$ 2,09
R$ 2,29
R$ 2,61
R$ 1,18
R$ 0,55
202120222023202420252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada hoje
Redentia ScoreBom
72/100
Rentabilidade31
Valuation82
Dividendos29
ConsensoCOMPRA FORTE
+26,70%
de upside até o alvo médio
R$ 18,43atualR$ 23,35alvo médioR$ 38,60alvo máx.
O alvo mais conservador, R$ 17,32, fica 6,0% abaixo do preço atual.
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor da BBAS3 começa pela posição em agronegócioMúltiplos atrativos, P/L 6,72Receita crescendo 26,5% a.a. em 5 anos
Pontos de atenção
O maior risco da BBAS3 é o controle políticoLucro em queda, 5,7% a.a.
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Sobre Brasil

O Banco do Brasil S.A. é o maior banco do Brasil em ativos totais e o mais antigo banco em operação no país, fundado em 1808 por D. João VI. É uma sociedade de economia mista controlada pela União Federal, que detém a maioria das ações ordinárias com direito a voto. Atua em todos os segmentos de serviços financeiros: banco de varejo, banco corporativo, banco do governo, agronegócio, mercado de capitais, gestão de ativos e seguros.

A operação tem características distintivas. Banco do Varejo atende mais de 70 milhões de clientes pessoa física, com presença consolidada em cidades pequenas e médias do interior do Brasil onde poucos bancos têm capilaridade. Atacado atende grandes corporações e médias empresas. Agronegócio é segmento de destaque: o Banco do Brasil é o maior agente de crédito rural do país, financiando custeio, investimento e comercialização agrícola, com participação de mercado historicamente acima de 50%. Setor Público atende União, estados, municípios e servidores públicos federais.

O Banco do Brasil tem ações listadas na B3 sob BBAS3 (apenas ON, sem PN) e tem ADRs negociados na NYSE como BDORY. É uma das ações mais líquidas da bolsa brasileira e tem peso relevante no Ibovespa. A empresa é frequentemente analisada com prêmio de risco maior do que bancos privados por causa do controle estatal, e historicamente negocia com múltiplo P/L menor que ITUB4 e BBDC4. Em compensação, o dividend yield costuma ser superior aos pares privados em ciclos normais.

A tese de investimento

A tese a favor da BBAS3 começa pela posição em agronegócio. O Banco do Brasil é o maior agente de crédito rural do país, com participação histórica acima de 50% do mercado. O agronegócio brasileiro tem crescimento estrutural pela demanda global por proteína animal e grãos, e o Banco do Brasil captura essa expansão via crédito de custeio (insumos, defensivos, sementes) e investimento (máquinas, irrigação, armazenagem). A inadimplência no agro tende a ser baixa pela natureza dos contratos com penhor da safra.

O segundo pilar é a base de clientes funcional pública. O Banco do Brasil é o banco oficial dos servidores públicos federais, do INSS, e de boa parte dos benefícios sociais como Bolsa Família e Auxílio Brasil. Essa base tem rotatividade baixíssima e gera receita recorrente em conta corrente, crédito consignado, cartão e seguros. Em ciclos de inadimplência alta no varejo privado, a base do BB tende a sofrer menos por ter renda mais previsível.

A geração de capital e dividendos é o terceiro ponto. O Banco do Brasil tem política de payout entre 25% e 40% do lucro líquido, com possibilidade de dividendos extraordinários quando há excesso de capital. JCPs trazem benefício fiscal ao acionista pessoa física, sendo tributados em 15% na fonte. O dividend yield histórico costuma ficar entre 5% e 12% ao ano em ciclos normais, frequentemente acima dos pares privados pelo múltiplo descontado.

Por fim, há a defensividade relativa do balanço. O Banco do Brasil opera com índices de capital regulatório adequados ou superiores às exigências de Basileia, tem carteira de crédito diversificada entre varejo, atacado, agro e setor público, e historicamente tem inadimplência geral em níveis aceitáveis. Em ciclos de Selic alta, a margem financeira expande significativamente. O custo de captação é estruturalmente menor que pares privados pela presença massiva em conta corrente de funcionalismo.

Os riscos

O maior risco da BBAS3 é o controle político. Como sociedade de economia mista controlada pela União, o Banco do Brasil está sujeito a interferência política em momentos de pressão sobre crédito subsidiado, política de juros, ou definição de prioridades estratégicas. Mudanças de governo costumam trocar presidente do banco e diretoria, com risco de redirecionamento estratégico. Investidores institucionais aplicam desconto político persistente que mantém o múltiplo da BBAS3 abaixo dos pares privados.

O segundo risco é a competição estrutural. Bancos privados como Itaú e Bradesco têm rentabilidade estruturalmente maior (ROE 18-22% versus 14-18% do BB) por gestão mais eficiente, melhor mix de produtos e foco em alta renda. Fintechs como Nubank têm corroído base no segmento jovem e de baixa renda. O BB responde com plataforma digital própria mas o ritmo de modernização é mais lento que dos pares privados, e a rede física grande pesa na eficiência operacional (cost-to-income tipicamente entre 45% e 50% versus 38-42% do Itaú).

O risco de crédito é o terceiro vetor. Embora o agronegócio tenha histórico de baixa inadimplência, eventos climáticos extremos (secas prolongadas, geadas, enchentes) e quebras de safra podem elevar provisões rapidamente em ciclos específicos. A carteira de crédito de pequenas e médias empresas e de pessoa física do BB também é volátil em ciclos econômicos. O risco político se traduz em decisões de crédito subsidiado em programas governamentais que podem prejudicar a margem.

Há ainda riscos macro e tributários. Como qualquer banco brasileiro, BBAS3 sofre com câmbio, com risco fiscal, e com mudanças tributárias. A discussão sobre tributação adicional sobre lucros bancários é overhang persistente. O capital regulatório é gerenciado pela administração mas o controlador (governo) pode pedir aumento de payout em momentos de pressão fiscal, comprometendo capacidade de crescimento futuro. Por fim, a dependência do setor público para captação e crédito significa que mudanças estruturais (privatização de processos, mudança de banco oficial dos servidores) teriam impacto material.

Como se compara com os pares

Na bolsa brasileira, os pares mais naturais são ITUB4 (Itaú Unibanco) e BBDC4 (Bradesco). O Banco do Brasil compete com os privados em todos os segmentos do varejo e atacado, mas tem perfil distinto: maior exposição a agronegócio, base relevante em funcionalismo público, e capilaridade em cidades pequenas. Itaú e Bradesco são mais agressivos em alta renda e em produtos sofisticados de wealth management e mercado de capitais. O BB compensa com escala em segmentos específicos.

Comparado a bancos públicos globais como ICICI Bank (Índia, IBN), HDFC Bank (Índia, HDB) e State Bank of India, o Banco do Brasil tem perfil similar: bancos grandes em mercados emergentes com presença em segmentos populares e em agro. Em ROE e em qualidade de crédito, costuma ficar abaixo dos melhores privados nesses países. O dividend yield mais alto compensa parcialmente o múltiplo descontado.

Em métricas operacionais, o Banco do Brasil é o maior em ativos no Brasil mas terceiro em rentabilidade entre os grandes (atrás de Itaú e Banco de Brasília em ROE em alguns períodos). O cost-to-income entre 45% e 50% reflete a estrutura física grande e os custos trabalhistas estatutários. Em ESG, o BB tem programas relevantes em educação financeira e em cidades pequenas. A presença histórica em agronegócio dá ao banco vantagem em ESG agrícola se a tendência de finanças sustentáveis se confirmar globalmente. Para investidor que busca dividendos altos com aceite de risco político, BBAS3 é referência clara.

A história do papel

O Banco do Brasil foi fundado em 12 de outubro de 1808 por D. João VI, sendo um dos primeiros bancos das Américas e o mais antigo em operação contínua no Brasil. Foi criado para financiar atividades comerciais durante o período em que a corte portuguesa estava no Rio de Janeiro. Por séculos, foi o principal banco do Estado brasileiro, com função quase de banco central até a criação do Banco Central do Brasil em 1964.

Os anos 1960 e 1970 foram de modernização e expansão. O Banco do Brasil informatizou operações, expandiu agências para o interior, e se consolidou como o maior banco do país em ativos. A entrada em diversos segmentos como crédito rural (institucionalizado em 1965 com a criação do SNCR), seguros (BB Seguridade) e câmbio reforçaram o perfil universal. Por décadas operou com monopólio quase total em segmentos como crédito ao agronegócio.

Os anos 1990 marcaram desafios e ajustes. Privatizações de outros bancos federais reposicionaram o BB como o principal banco federal restante (junto com Caixa). A flexibilização do mercado financeiro e a entrada de bancos privados pressionaram a rentabilidade. O Banco do Brasil reagiu com modernização tecnológica e foco em segmentos onde mantinha vantagem competitiva, especialmente agro e funcionalismo público.

Os anos 2010 e 2020 foram de resultados oscilantes. O ciclo de juros baixos de 2020 a 2021 pressionou margens, mas a Selic alta de 2022 a 2023 trouxe rentabilidade recorde. Em 2023 e 2024, o Banco do Brasil entregou ROE acima de 18%, próximo do Itaú, com geração de caixa robusta. A digitalização avançou via aplicativo e canais alternativos. O banco anunciou foco crescente em sustentabilidade no crédito agrícola e em produtos de finanças verdes. Continua sendo o maior banco do país em ativos e um dos pilares do mercado de capitais brasileiro.

Perguntas frequentes sobre BBAS3

Não. O Banco do Brasil tem apenas ações ordinárias listadas na B3 sob o ticker BBAS3. Não há ações preferenciais. A empresa está no Novo Mercado da B3 desde 2006, segmento que exige uma única classe de ações com direito a voto. Existem ADRs negociados nos Estados Unidos sob o ticker BDORY na NYSE, sendo um dos principais ADRs brasileiros em volume.

Análise de BBAS3 atualizada em 04 de maio de 2026

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