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B3 · dados com atraso de 15 min
Btgp Banco · BPAC11B3

R$ 49,60

-R$ 0,63 (1,25%) hojefech. anterior R$ 50,23 · atualizado em 12/08

BPAC11
em 12 meses.

BPAC11+10,71%IBOV+21,45%
Valor de MercadoR$ 209,52B
Dividend Yield2,64%
P/L (TTM)11,91
ROE22,5%
Receita (12M)R$ 37,10B
Lucro Líquido (12M)R$ 9,94B
Margem Líquida26,8%
R$ 40
R$ 50
R$ 60
BPAC11 hojeR$ 49,60
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Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeExcelente
CrescimentoForte
ValuationJusto
DividendoModerado

Os dividendos
de BPAC11.

R$ 1,25 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)2,51%
FrequênciaSemestral
Próximo pagamento14 ago 2026
R$ 0,47
R$ 0,53
R$ 0,75
R$ 0,79
R$ 1,06
R$ 1,25
202120222023202420252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada hoje
Redentia ScoreBom
88/100
Rentabilidade75
Valuation60
Dividendos25
Leitura da IA
Pontos fortes
A primeira vantagem do BTG Pactual é o posicionamento único em banco de investimentoRentabilidade excelente, ROE de 22,5%Margem líquida de 26,8%
Pontos de atenção
O risco principal do BTG é a sensibilidade ao ciclo de mercado de capitais
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Sobre Btgp Banco

O BTG Pactual é o maior banco de investimento da América Latina e uma das instituições financeiras mais influentes do Brasil. A companhia atua em frentes que vão de banco de investimento e gestão de patrimônio até crédito corporativo, asset management, sales and trading, gestão de fortunas para pessoas físicas de alta renda e, mais recentemente, banco digital para varejo. Diferente de bancos tradicionais como Itaú, Bradesco e Santander, o BTG nasceu com DNA de mercado de capitais e construiu sua escala em torno de operações estruturadas, fusões e aquisições, ofertas de ações e gestão de recursos.

A operação se distribui em segmentos complementares. Investment Banking executa M&A, IPOs e follow-ons no Brasil e no exterior, com presença consolidada em Chile, Colômbia, México e Argentina. Asset Management gere centenas de bilhões de reais em fundos multimercado, ações, renda fixa e alternativos. Wealth Management atende clientes de alta renda com aconselhamento patrimonial e produtos exclusivos. Sales and Trading opera mesa proprietária e atende investidores institucionais. Já o BTG Mais e o BTG Digital expandem a marca para o varejo, competindo com XP, Inter e bancos tradicionais.

BPAC11 é uma unit que representa uma combinação fixa de uma ação ordinária (BPAC3) com duas ações preferenciais (BPAC5). Esse formato é comum em bancos que abriram capital com estrutura dual e busca conciliar liquidez com presença na composição acionária balanceada. As units do BTG estão entre as mais negociadas do setor financeiro na B3, integram o Ibovespa e funcionam como termômetro de apetite a risco e de aquecimento do mercado de capitais brasileiro, já que a receita do banco é particularmente sensível a volumes de IPOs, M&A e captação de fundos.

A tese de investimento

A primeira vantagem do BTG Pactual é o posicionamento único em banco de investimento. A companhia consolidou liderança em M&A e mercado de capitais no Brasil e na América Latina, com market share que costuma ficar entre os três maiores em rankings da Anbima e Dealogic. Esse domínio gera receita recorrente em períodos aquecidos do mercado e barreiras de entrada altas, já que reputação, relacionamento institucional e equipe sênior levam décadas para serem replicados.

O segundo pilar é o crescimento da gestão de recursos. Asset e wealth management são linhas de negócio menos voláteis que sales and trading, com receita atrelada a fee sobre patrimônio sob gestão. O BTG cresceu fortemente nessas frentes na última década, ampliando AUM (assets under management) via aquisições, contratação de gestores e expansão para clientes institucionais e estrangeiros. Receitas de fee tendem a ser mais previsíveis e bem precificadas no mercado.

A diversificação geográfica também conta como vantagem. Diferente da maioria dos bancos brasileiros, o BTG tem presença material em outros países latino-americanos, com escritórios em Santiago, Bogotá, Cidade do México e Buenos Aires. Isso reduz dependência exclusiva do ciclo brasileiro e abre espaço para captura de fluxos regionais de M&A e captações.

Por fim, há a expansão para o varejo e o digital. O BTG investiu em plataformas como BTG Mais, BTG Digital e em conta corrente para pessoa física, ampliando funil de captação e potencial de venda cruzada. Mesmo que o varejo ainda seja parcela menor da receita comparado às majors do segmento, o crescimento de base de clientes e de assets sob custódia tem sido relevante. Para investidores em ações brasileiras, BPAC11 oferece exposição a um modelo de banco menos dependente de spread bancário tradicional e mais alavancado em mercado de capitais, com retorno sobre patrimônio (ROE) historicamente entre os mais altos do setor.

Os riscos

O risco principal do BTG é a sensibilidade ao ciclo de mercado de capitais. Receitas de M&A, IPOs, follow-ons e trading dependem de janelas de mercado favoráveis, com volume de operações concentrado em períodos de juros baixos, apetite a risco elevado e bolsa em alta. Em cenários de Selic acima de 12% ao ano, mercado de capitais fechado e investidor institucional defensivo, a receita de investment banking pode cair drasticamente em poucos trimestres, pressionando lucro e múltiplos.

O segundo risco é a alavancagem operacional. Bancos de investimento têm estrutura de custos pesada em pessoal sênior, tecnologia e cobertura geográfica. Em ciclos ruins, a capacidade de cortar custos é limitada porque demitir banqueiros estratégicos pode comprometer o pipeline de operações futuras. Isso amplifica a queda de margem em momentos adversos comparado a bancos comerciais com base de receita mais previsível.

A competição é outro fator estrutural. No varejo, BTG enfrenta XP, Inter, Nubank, bancos digitais e bancos tradicionais com bases consolidadas. Conquistar share de carteira de cliente PF é caro, exige investimento contínuo em marketing e produto, e o payback de aquisição de cliente pode ser longo. No segmento institucional, há concorrência crescente de bancos globais (J.P. Morgan, Morgan Stanley) operando localmente, além de boutiques especializadas em advisory.

Há também o risco regulatório. Bancos de investimento operam sob regras do Banco Central, CVM e em alguns casos reguladores estrangeiros. Mudanças em capital regulatório, regras de venda de produtos a clientes de varejo, tributação de fundos e taxação de operações podem impactar margem e modelo de negócio. Por fim, há o risco de eventos idiossincráticos, como perdas em mesa proprietária, multas regulatórias ou reputacionais, que pesam mais em bancos de investimento alavancados em mercado do que em bancos comerciais diversificados em receita.

Como se compara com os pares

Na B3, o par natural do BPAC11 é o XP Inc. (XPBR31), que é BDR mas representa a competição direta no segmento de wealth management e plataforma para investidor pessoa física. Embora os modelos sejam diferentes (XP é mais focada em distribuição via assessores, BTG mantém banco completo), as duas empresas competem pelo mesmo cliente de alta renda no Brasil. Outros pares relevantes são bancos tradicionais como Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11), embora a comparação direta seja menos justa porque eles têm operação majoritariamente bancária comercial.

Comparado a bancos de investimento globais como Goldman Sachs (GS), Morgan Stanley (MS) e UBS (UBS), o BTG costuma negociar com prêmio em ROE e múltiplo de preço sobre valor patrimonial (P/VPA). O ROE do BTG frequentemente fica acima de 20% ao ano em ciclos favoráveis, enquanto majors globais operam mais próximas de 10 a 15%. Em compensação, o BTG opera em mercado emergente com prêmio de risco país e moeda, o que justifica parte do desconto em múltiplo de preço sobre lucro (P/L) histórico, comumente entre 7 e 12 vezes contra 9 a 14 das majors americanas.

Em produtividade e eficiência, o BTG tem índice de Basileia (capital regulatório) historicamente robusto e índice de eficiência (despesa sobre receita) competitivo. A receita por funcionário fica entre as mais altas do setor financeiro brasileiro, refletindo o foco em operações de alto valor agregado. Em ESG, o banco avançou em transparência de governança após o IPO de 2018 e em métricas de diversidade e finanças sustentáveis, mas ainda é alvo de cobrança maior por exposição a emissões financiadas e por casos pontuais de governança no histórico recente.

A história do papel

O Banco Pactual foi fundado em 1983 no Rio de Janeiro como uma distribuidora de títulos liderada por André Esteves e sócios. Nas décadas seguintes, cresceu em mercado de capitais e em mesa proprietária, consolidando posição como um dos maiores bancos de investimento independentes do Brasil. Em 2006, foi adquirido pelo banco suíço UBS por cerca de 3,1 bilhões de dólares, em uma das maiores operações financeiras do país.

Em 2009, no contexto da crise financeira global, André Esteves e um grupo de sócios recompraram o Pactual do UBS por aproximadamente 2,5 bilhões de dólares, criando o atual BTG Pactual (BTG vem de Better Than the Government, slogan informal usado pelos sócios). Nos anos seguintes, o banco expandiu por aquisições estratégicas, incluindo Celfin no Chile, Bolsa y Renta na Colômbia, Banco Pan no Brasil e operações em outros países latino-americanos.

O período de 2015 a 2017 foi marcado por turbulência. André Esteves, então CEO e maior acionista, foi preso em novembro de 2015 no contexto da Operação Lava Jato, gerando crise de liquidez e pressão sobre as ações. O banco sobreviveu ao período com forte gestão de riscos, vendas de ativos não-core e nova governança, com Esteves saindo da operação direta e Roberto Sallouti assumindo o comando.

Em 2018, o BTG fez seu IPO na B3 sob o ticker BPAC11 (units), recolocando ações no mercado após o ciclo turbulento. A partir de 2020, o banco entrou em fase de forte expansão para o varejo e o digital, com lançamento de plataformas para pessoa física, aquisições no segmento de gestão e crescimento agressivo em wealth management. Em 2021 e 2022, foi um dos bancos mais ativos em IPOs e follow-ons no mercado brasileiro, capturando demanda represada pós-pandemia.

Perguntas frequentes sobre BPAC11

BPAC11 é uma unit, ou seja, um pacote que combina uma ação ordinária (BPAC3) com duas ações preferenciais (BPAC5). Quem compra BPAC11 detém esses três papéis em proporção fixa. BPAC3 dá direito a voto em assembleias, BPAC5 não dá voto mas tem preferência em dividendos. A unit costuma ser a forma mais líquida de investir no banco e, por isso, é o ticker mais negociado e referenciado no Ibovespa.

Análise de BPAC11 atualizada em 05 de maio de 2026

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