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Pátria Log · HGLG11

B3
R$ 147,21
+R$ 1,89 (1,30%) hojefech. anterior R$ 145,32 · atualizado em 21/08

HGLG11
em 12 meses.

HGLG11+3,48%IBOV+27,15%
Dividend Yield9,14%
VP por cotaR$ 166,43
P/VP0,87
Participação no IFIX4,18%
R$ 145
R$ 150
R$ 155
HGLG11 hojeR$ 147,21
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DividendoBom

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de dividendos.

R$ 13,27 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)9,01%
FrequênciaMensal
R$ 14,45
R$ 16,05
R$ 14,70
R$ 13,20
R$ 13,20
R$ 13,27
202120222023202420252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada em 04/05
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor do HGLG11 começa pela qualidade e localização do portfólioDividend yield de 9,14%, acima da média da bolsa
Pontos de atenção
O principal risco do HGLG11 é a sensibilidade à taxa básica de juros
Conversar sobre HGLG11 com a IA

Sobre Pátria Log

O CSHG Logística Fundo de Investimento Imobiliário, negociado sob o ticker HGLG11, é um dos maiores e mais consolidados fundos imobiliários de tijolo do Brasil dedicado ao segmento de galpões logísticos e industriais. Gerido pela Credit Suisse Hedging-Griffo, gestora com longa tradição em ativos imobiliários, o fundo nasceu com a estratégia de aplicar recursos em imóveis de alto padrão construtivo voltados a operações logísticas, com foco em ativos classe A localizados em regiões estratégicas para distribuição.

O portfólio do HGLG11 é composto por dezenas de propriedades distribuídas pelos principais corredores logísticos do país, com forte concentração no eixo Sudeste, especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de presença em estados como Goiás, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os imóveis atendem grandes operadores logísticos nacionais e multinacionais, varejistas de e-commerce, indústrias de bens de consumo e empresas do setor automotivo, com mix de inquilinos diversificado para reduzir risco de concentração.

A estrutura de receita do fundo combina contratos típicos, regidos pela Lei do Inquilinato, e contratos atípicos, geralmente vinculados a operações built-to-suit ou sale-leaseback, que oferecem prazos longos e indenizações em caso de rescisão antecipada. A distribuição de rendimentos é mensal, característica padrão dos FIIs de renda, e a gestão adota política ativa de aquisições, vendas e desenvolvimento de novos ativos, complementada por emissões periódicas de cotas para financiar o crescimento do portfólio. HGLG11 figura entre os FIIs mais negociados da B3, com liquidez diária elevada e ampla base de cotistas pessoa física.

A tese de investimento

A tese a favor do HGLG11 começa pela qualidade e localização do portfólio. Os galpões classe A do fundo estão posicionados nos principais polos logísticos do país, em regiões de alta demanda como Cajamar, Embu, Guarulhos, Extrema e Duque de Caxias, áreas críticas para distribuição last-mile e regional. A infraestrutura desses condomínios, com pé-direito alto, docas modernas, sprinklers e segurança, atende ao padrão exigido por grandes operadores e justifica aluguéis premium em relação a galpões antigos.

O segundo pilar é a estrutura de contratos. Boa parte do portfólio opera sob contratos atípicos, modalidade que oferece prazos típicos de 10 a 15 anos, indexação a IPCA ou IGP-M e cláusulas de indenização em caso de rescisão antecipada. Esse tipo de contrato funciona quase como um título de renda fixa lastreado em imóvel, dando previsibilidade de fluxo de caixa raramente encontrada em FIIs de tijolo tradicionais. Combinada com vacância historicamente baixa, essa configuração entrega receita estável que sustenta a distribuição mensal aos cotistas.

A vantagem fiscal estruturante do veículo FII também pesa na tese. Os rendimentos distribuídos mensalmente são isentos de imposto de renda para pessoa física, desde que o fundo tenha pelo menos 50 cotistas e a cota seja negociada exclusivamente em bolsa. Isso significa que o yield líquido para o investidor pessoa física é igual ao yield bruto, vantagem significativa em comparação com aluguéis tradicionais ou debêntures, que sofrem tributação na fonte ou via tabela progressiva.

Por fim, há os fundamentos do segmento logístico. O crescimento do e-commerce no Brasil ao longo da última década consolidou demanda estrutural por galpões modernos próximos a centros urbanos, tendência reforçada pela busca de varejistas e operadores por reduzir tempo de entrega. A reputação da CSHG como gestora institucional, com track record longo em ciclos imobiliários distintos, soma-se ao fato de o fundo ter histórico de aquisições disciplinadas, emissões consultadas e governança madura, o que reduz o risco de má alocação de capital.

Os riscos

O principal risco do HGLG11 é a sensibilidade à taxa básica de juros. FIIs de tijolo, com renda relativamente fixa em termos reais, são precificados pelo mercado como ativos de duration longa, e ciclos de Selic alta tendem a deslocar capital para títulos públicos pós-fixados, comprimindo o preço da cota. Isso explica por que o HGLG11 e seus pares chegaram a negociar com descontos significativos em relação ao valor patrimonial em 2022 e 2023, mesmo com fundamentos operacionais sólidos. O investidor que entra próximo de topos de ciclo de juros baixos pode amargar marcação a mercado negativa por trimestres seguidos.

Outro risco relevante é o de vacância e renegociação contratual. Embora o portfólio tenha vacância física historicamente baixa, contratos típicos podem ser revisados a cada três anos via ação revisional, e contratos atípicos chegam ao vencimento com necessidade de renovação. Em ciclos de oferta excessiva de galpões, especialmente em mercados como Cajamar e Extrema, há pressão sobre valores de aluguel pedido, o que pode comprimir receita real ao longo do tempo. Quebras de contrato por inadimplência ou recuperação judicial de inquilinos relevantes também já afetaram o fundo em episódios pontuais, exigindo provisões e renegociações.

O risco de gestão e alocação de capital existe mesmo em fundos institucionais. Emissões de cotas frequentes, quando feitas em momentos desfavoráveis ou para adquirir ativos com cap rate inferior ao da carteira existente, podem diluir rentabilidade dos cotistas atuais. A taxa de gestão e a eventual taxa de performance reduzem o yield líquido em comparação com aluguel direto de imóvel, e mudanças de equipe gestora ou de mandato estratégico podem alterar o perfil do fundo ao longo do tempo. O cotista precisa acompanhar relatórios gerenciais para identificar desvios.

Há ainda riscos macro e setoriais. Recessões prolongadas reduzem volume de mercadorias movimentadas e enfraquecem demanda por novos espaços logísticos. Mudanças na legislação tributária dos FIIs, como propostas recorrentes de tributar dividendos, representam risco regulatório de cauda. Por fim, o desenvolvimento de modelos de microhubs urbanos e logística verticalizada pode, em horizonte longo, alterar o perfil de demanda por galpões periféricos tradicionais, exigindo adaptação contínua do portfólio.

Como se compara com outros fundos

Dentro do segmento de FIIs logísticos brasileiros, os pares mais diretos do HGLG11 são XPLG11 (XP Log), BTLG11 (BTG Pactual Logística), VILG11 (Vinci Logística) e LVBI11 (VBI Logístico). Todos atuam em galpões classe A com perfil semelhante de inquilinos, e a diferenciação se dá por mandato, escala, distribuição geográfica e estrutura de contratos. HGLG11 é tradicionalmente um dos maiores em patrimônio líquido e número de imóveis, com diversificação geográfica ampla e mix relevante de contratos atípicos.

Em métricas comparáveis, o P/VP histórico do HGLG11 costuma negociar entre 0,90 e 1,15 ao longo de ciclos completos, com mediana próxima da paridade. Em momentos de Selic alta, descontos sobre o valor patrimonial são comuns no segmento como um todo. O dividend yield mensal anualizado do fundo costuma operar em faixa de 7% a 10% conforme o ciclo, geralmente em linha com a média de FIIs logísticos, com destaque ocasional decorrente de ganhos de capital em vendas de imóveis. A vacância física do fundo se mantém estruturalmente baixa, frequentemente abaixo da média setorial.

Em mandato e estratégia, o HGLG11 tende a ser mais diversificado regionalmente que pares como XPLG11, que historicamente teve maior concentração em São Paulo e Rio. A presença em estados do Nordeste e Centro-Oeste oferece exposição a corredores em desenvolvimento. Comparado a fundos menores como VILG11 e LVBI11, o HGLG11 oferece liquidez diária superior e custos relativos de gestão diluídos por maior escala, mas pode ser menos ágil em capturar oportunidades pontuais. Em relação a fundos puramente de built-to-suit como BRCO11, o HGLG11 mantém estratégia híbrida que combina contratos atípicos, típicos e desenvolvimento próprio, oferecendo perfil de risco e retorno intermediário dentro do universo logístico.

A história do papel

O CSHG Logística FII teve seu IPO em 2010, em um período inicial de consolidação do mercado de FIIs logísticos brasileiros, ainda incipiente em comparação com o que se tornou na década seguinte. A estratégia inicial focava em adquirir galpões já estabilizados em regiões de alta demanda logística, complementada por desenvolvimento próprio de novos empreendimentos quando as condições de cap rate e localização justificavam o investimento.

Ao longo da década de 2010, o fundo realizou diversas emissões de cotas para financiar o crescimento do portfólio, ampliando a base de cotistas e a diversificação geográfica. Aquisições marcantes incluíram a entrada em condomínios logísticos modernos em Cajamar, Extrema e Duque de Caxias, regiões que se consolidaram como hubs estratégicos de distribuição para a Região Sudeste. O fundo também executou desinvestimentos seletivos para reciclagem de capital, aproveitando ciclos favoráveis de cap rate para vender ativos com ganho.

A pandemia de Covid-19, em 2020 e 2021, foi um momento revelador para o setor logístico. Enquanto FIIs de shopping e lajes corporativas sofreram com fechamento de operações e adoção de home office, o segmento logístico se beneficiou da aceleração do e-commerce. HGLG11 manteve vacância baixa e distribuição estável, reforçando sua tese defensiva dentro do universo de FIIs.

Nos anos subsequentes, o fundo enfrentou o desafio do ciclo de Selic alta entre 2022 e 2024, que pressionou cotações de FIIs em geral. Mesmo com fundamentos operacionais preservados, a cota chegou a negociar com desconto relevante sobre o valor patrimonial. A gestão manteve foco em qualidade do portfólio, indexação inflacionária dos contratos e seleção rigorosa de novas aquisições, consolidando o HGLG11 como referência institucional no segmento de logística da B3.

Perguntas frequentes sobre HGLG11

O HGLG11 distribui rendimentos mensalmente aos cotistas, padrão da maioria dos FIIs brasileiros. Os pagamentos costumam ocorrer em torno do 10º ao 15º dia útil de cada mês, referentes ao caixa gerado no mês anterior. Para pessoa física, esses rendimentos são isentos de imposto de renda, desde que o fundo tenha pelo menos 50 cotistas, a cota seja negociada exclusivamente em bolsa e o investidor não possua mais de 10% das cotas do fundo. Essa isenção é uma das vantagens estruturais do veículo FII em relação a aluguel tradicional ou debêntures.

Análise de HGLG11 atualizada em 05 de maio de 2026

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