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Kinea Renda Imobiliária · KNRI11B3

R$ 151,23

-R$ 0,05 (0,03%) hojefech. anterior R$ 151,28 · atualizado em 14/08

KNRI11
em 12 meses.

KNRI11+16,58%IBOV+22,43%
Dividend Yield8,62%
VP por cotaR$ 163,51
P/VP0,92
Participação no IFIX2,86%
R$ 140
R$ 160
KNRI11 hojeR$ 151,23
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R$ 13,01 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)8,60%
FrequênciaMensal
R$ 8,52
R$ 10,38
R$ 12,12
R$ 12,00
R$ 12,00
R$ 13,01
202120222023202420252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada em 04/05
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor do KNRI11 começa pela qualidade absoluta dos imóveisDividend yield de 8,62%, acima da média da bolsa
Pontos de atenção
O principal risco do KNRI11 é o ciclo do mercado de lajes corporativas
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Sobre Kinea Renda Imobiliária

O Kinea Renda Imobiliária Fundo de Investimento Imobiliário, negociado sob o ticker KNRI11, é um dos fundos imobiliários híbridos mais consolidados da B3, com mandato voltado à combinação de lajes corporativas de alto padrão e galpões logísticos premium. Gerido pela Kinea Investimentos, gestora pertencente ao conglomerado Itaú Unibanco, o fundo representa uma das principais alternativas para investidores que buscam exposição diversificada ao mercado imobiliário brasileiro em um único veículo, com acesso a imóveis de difícil obtenção individualmente.

O portfólio do KNRI11 é composto por edifícios corporativos triple A localizados nas regiões mais valorizadas do mercado de escritórios brasileiro, com forte concentração na Faria Lima, Avenida Paulista, Vila Olímpia e Itaim Bibi em São Paulo, complementada por presença no Centro do Rio de Janeiro e em outras regiões corporativas relevantes. Na vertente logística, o fundo detém participações em galpões classe A localizados em condomínios estratégicos para distribuição, com inquilinos de grande porte de setores como varejo, e-commerce, indústria e serviços.

A composição híbrida é uma das marcas distintivas do KNRI11, oferecendo balanceamento entre dois mercados imobiliários com dinâmicas diferentes. Lajes corporativas são mais sensíveis ao ciclo econômico e às tendências de trabalho remoto, enquanto galpões logísticos respondem ao crescimento do comércio eletrônico e à demanda por distribuição. A distribuição de rendimentos é mensal, e a Kinea adota gestão ativa do portfólio, com aquisições disciplinadas, reciclagem ocasional de ativos e participação em emissões para crescer o patrimônio. KNRI11 é um dos FIIs com maior número de cotistas pessoa física do mercado e figura entre os mais negociados da B3.

A tese de investimento

A tese a favor do KNRI11 começa pela qualidade absoluta dos imóveis. As lajes corporativas do fundo estão entre as mais cobiçadas do mercado brasileiro, em endereços icônicos como Faria Lima, Avenida Paulista e regiões nobres do Rio de Janeiro. Esses são os edifícios que gestoras, escritórios de advocacia, multinacionais e bancos de investimento priorizam quando expandem operações, o que sustenta valores de aluguel e ocupação acima da média do setor. Galpões logísticos do fundo estão em regiões como Cajamar e Pouso Alegre, áreas de alta demanda para distribuição.

O segundo pilar é a estrutura híbrida do mandato. Ter lajes corporativas e galpões em um mesmo fundo oferece diversificação intrínseca: quando o ciclo de lajes está pressionado por home office e oferta excessiva, o segmento logístico tende a estar aquecido pelo crescimento do e-commerce, e vice-versa. Essa correlação imperfeita reduz volatilidade da distribuição mensal em comparação com FIIs concentrados em apenas um segmento, e dá ao gestor flexibilidade para realocar capital conforme oportunidades de cap rate em cada vertical.

A vantagem fiscal estruturante do FII se aplica integralmente ao KNRI11. Os rendimentos distribuídos mensalmente são isentos de imposto de renda para pessoa física que cumpra os requisitos legais, com fundo possuindo pelo menos 50 cotistas, cota negociada exclusivamente em bolsa e investidor com participação inferior a 10% do total. Essa isenção amplifica significativamente o yield líquido em comparação com aluguel direto ou outros instrumentos de renda fixa que sofrem tributação.

Por fim, há a credencial da gestão. A Kinea, ligada ao Itaú Unibanco, é uma das maiores gestoras de FIIs do Brasil, com equipe institucional, processo de aquisição rigoroso e acesso privilegiado a deals de grande porte. O histórico de KNRI11 inclui aquisições marcantes que dificilmente seriam acessíveis a investidores individuais, como participações em torres icônicas. A escala do fundo dilui custos de gestão, e o sistema de governança da Kinea, com comitês internos e auditoria, oferece nível de profissionalização raro em FIIs de menor porte.

Os riscos

O principal risco do KNRI11 é o ciclo do mercado de lajes corporativas. Edifícios triple A em São Paulo passaram por períodos de oferta excessiva e vacância elevada em ciclos anteriores, e o avanço do trabalho remoto e híbrido após 2020 alterou estruturalmente a demanda por escritórios. Mesmo em endereços nobres, há períodos em que aluguéis pedidos sofrem ajuste para baixo e vacância sobe, pressionando a receita do fundo. O cotista que entra com expectativa de fluxo linear pode se decepcionar em ciclos de excesso de oferta corporativa.

A sensibilidade à Selic é outro fator relevante. Como todo FII de tijolo, o KNRI11 é precificado pelo mercado como ativo de duration longa, e a alta da taxa básica desloca capital para renda fixa pós-fixada, comprimindo o preço da cota. Em 2022 e 2023, mesmo com fundamentos operacionais relativamente preservados, a cota chegou a negociar com desconto relevante sobre o valor patrimonial. Essa marcação a mercado pode incomodar investidores que monitoram o valor do portfólio mensalmente.

O risco de vacância e renegociação contratual existe nos dois segmentos. Em lajes corporativas, contratos típicos podem ser revisados a cada três anos via ação revisional, e saídas de inquilinos relevantes geram períodos de carência até a relocação. Em galpões, embora contratos atípicos protejam parcela da receita, há sempre risco de inadimplência ou recuperação judicial de locatários. A diluição via emissões de cotas, quando feita em momentos desfavoráveis ou para adquirir ativos com cap rate inferior à carteira, é outro vetor de risco que exige acompanhamento via relatórios gerenciais.

Há também o risco da estrutura híbrida ser, em alguns ciclos, vista como compromisso indesejado. Investidores que querem exposição pura a logística podem preferir HGLG11 ou XPLG11, e quem quer só lajes corporativas pode optar por HGRE11 ou outros fundos dedicados. KNRI11 oferece diversificação ao custo de não ser o melhor em nenhum dos dois segmentos. Por fim, mudanças regulatórias na tributação dos FIIs, propostas recorrentemente em pauta legislativa, representam risco de cauda que afetaria todo o segmento.

Como se compara com outros fundos

Por ter mandato híbrido, o KNRI11 não tem par direto perfeito na B3, mas se compara em diferentes ângulos com vários FIIs. No segmento de lajes corporativas, os pares principais são HGRE11 (CSHG Real Estate), RCRB11 (Rio Bravo Renda Corporativa), JSRE11 (JS Real Estate Multigestão) e BRCR11 (BTG Pactual Corporate Office). Em logística, os pares são HGLG11, XPLG11, BTLG11, VILG11 e LVBI11. A análise comparativa precisa ser feita ponderando o peso de cada vertical no portfólio do KNRI11.

Em métricas comparáveis, o P/VP histórico do KNRI11 oscila entre cerca de 0,80 e 1,10 ao longo de ciclos completos, com mediana próxima da paridade. Em ciclos de Selic alta, o desconto chegou a níveis significativos, em parte refletindo o peso de lajes corporativas no portfólio em um momento de pressão sobre o segmento. O dividend yield mensal anualizado costuma operar em faixa de 6,5% a 9,5% conforme o ciclo, geralmente em linha com a média de FIIs híbridos de qualidade.

Em mandato e estratégia, o KNRI11 se diferencia pela exposição ampla a lajes triple A em São Paulo e Rio de Janeiro, qualidade que poucos pares conseguem replicar. Comparado com fundos puros de logística, ele oferece menor volatilidade operacional graças à diversificação setorial, mas pode ter performance inferior em ciclos de forte aquecimento logístico. Em relação a fundos puros de lajes como HGRE11, o KNRI11 tende a ter melhor proteção em ciclos de excesso de oferta corporativa graças à âncora logística. A escala superior do KNRI11 em relação à maioria dos pares oferece vantagens de liquidez diária e diluição de custos, fatores relevantes na decisão de alocação.

A história do papel

O Kinea Renda Imobiliária FII teve seu IPO em 2010, em fase pioneira da indústria de FIIs brasileiros, quando o veículo ainda era pouco conhecido pelo investidor pessoa física. A estratégia inicial focou em adquirir lajes corporativas premium em São Paulo, segmento que, naquele momento, oferecia oportunidades de cap rate atrativo em endereços icônicos. Aos poucos, o mandato foi sendo ampliado para incluir galpões logísticos, posicionando o fundo como um dos primeiros e mais relevantes FIIs híbridos da bolsa.

Ao longo da década de 2010, KNRI11 realizou diversas emissões de cotas para financiar aquisições estratégicas, incluindo participações em torres triple A na Faria Lima e Avenida Paulista, além de galpões classe A em corredores logísticos relevantes. A escala crescente do fundo permitiu acesso a operações off-market e a estruturas de coinvestimento que não estariam disponíveis a investidores individuais. A base de cotistas pessoa física se ampliou significativamente, consolidando KNRI11 como um dos FIIs mais conhecidos do mercado.

A pandemia de Covid-19 testou a tese híbrida do fundo. Lajes corporativas sofreram com adoção generalizada de home office e dúvidas sobre demanda futura por escritórios, enquanto galpões logísticos se beneficiaram da explosão do e-commerce. O efeito líquido foi misto: o fundo manteve distribuições, mas o preço da cota refletiu a incerteza com lajes. A recuperação subsequente, com retorno gradual ao escritório em modelo híbrido, validou parcialmente a resiliência do segmento corporativo premium em endereços nobres.

Nos anos seguintes, o fundo enfrentou o desafio do ciclo de Selic alta entre 2022 e 2024. Mesmo com fundamentos operacionais preservados, a cota chegou a negociar com desconto expressivo sobre o valor patrimonial. A gestão da Kinea manteve foco em qualidade do portfólio, indexação inflacionária dos contratos e seleção rigorosa de novas aquisições, posicionando o KNRI11 para capturar valor em ciclos futuros de queda da taxa básica e retomada da demanda por imóveis premium.

Perguntas frequentes sobre KNRI11

O KNRI11 distribui rendimentos mensalmente aos cotistas, padrão dos FIIs brasileiros, com pagamentos geralmente em torno do 10º ao 15º dia útil de cada mês, referentes ao caixa gerado no mês anterior. Para pessoa física, esses rendimentos são isentos de imposto de renda, desde que o fundo tenha pelo menos 50 cotistas, a cota seja negociada exclusivamente em bolsa e o investidor não possua mais de 10% das cotas. Essa isenção é uma das vantagens estruturais do veículo FII em relação a aluguel tradicional, debêntures ou fundos imobiliários no exterior.

Análise de KNRI11 atualizada em 05 de maio de 2026

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