O CRI (Certificado de Recebíveis Imobiliários) é um título de renda fixa que representa uma promessa de pagamento futuro de dívidas do setor imobiliário, como financiamentos e aluguéis. Ao comprar um CRI, você passa a receber os juros que os devedores pagam ao longo do tempo, com isenção de Imposto de Renda para a pessoa física.
O caminho até o investidor passa por uma securitizadora, que empacota vários recebíveis (parcelas a receber de vendas e financiamentos) e transforma esse conjunto em títulos negociáveis. Os rendimentos costumam ser atrelados ao IPCA ou ao CDI mais uma taxa, refletindo o risco de cada operação.
É por meio dos CRIs que boa parte da renda imobiliária chega ao pequeno investidor. Os fundos de papel (FIIs de recebíveis) montam carteiras diversificadas de CRIs e repassam os juros aos cotistas, uma forma acessível de investir nesses títulos, que comprados diretamente exigem aplicações altas.
Ressalva honesta: CRI não tem a proteção do FGC. O risco central é o de crédito, isto é, o de os devedores não pagarem, e a liquidez é baixa, o que dificulta vender antes do vencimento. Por isso o rating e a qualidade do emissor pesam tanto. Uma porta de entrada mais diversificada é o ranking de FIIs de papel.