O EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization, ou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) mostra quanto a operação de uma empresa gera de resultado antes de despesas financeiras, tributos e dos efeitos contábeis de depreciação e amortização. A ideia é isolar a eficiência do negócio em si, sem a interferência de como ele é financiado ou tributado.
Parte-se do EBIT e somam-se de volta a depreciação e a amortização: EBITDA = EBIT + depreciação + amortização. Por remover esses itens, o EBITDA facilita comparar empresas de países e estruturas de capital diferentes, e é muito usado em valuation e em fusões e aquisições, além de servir de base pra múltiplos como EV/EBITDA e Dívida Líquida sobre EBITDA.
Exemplo ilustrativo: uma empresa com EBIT de R$ 50 milhões, depreciação de R$ 10 milhões e amortização de R$ 5 milhões tem EBITDA de R$ 65 milhões (50 + 10 + 5). Valores redondos apenas pra mostrar a soma.
Ressalva honesta: EBITDA não é fluxo de caixa. Ele ignora os investimentos que o negócio precisa fazer pra continuar rodando (Capex) e as variações de capital de giro, e pode mascarar uma dívida pesada. É uma boa lente pra eficiência operacional, mas nunca deve substituir a análise do caixa que sobra de fato.