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B3 · dados com atraso de 15 min

Itausa · ITSA4

B3
R$ 12,57
+R$ 0,37 (3,03%) hojefech. anterior R$ 12,20 · atualizado em 21/08

ITSA4
em 12 meses.

ITSA4+30,80%IBOV+27,15%
Valor de MercadoR$ 138,27B
Dividend Yield9,33%
P/L (TTM)7,53
ROE19,4%
Receita (12M)R$ 8,36B
Lucro Líquido (12M)R$ 17,92B
Margem Líquida214,3%
R$ 10
R$ 12
R$ 14
ITSA4 hojeR$ 12,57
Teses Redentia

ITSA4 faz parte de 2 teses.

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Os números
da empresa.

Últimos 12 meses · dados da B3 e balanços
RentabilidadeBoa
CrescimentoBaixo
EndividamentoBaixo
ValuationAtrativo
DividendoExcelente
ROE
19,4%
Bom
Dividend Yield
9,33%
Excelente
P/L
7,53
Atrativo
P/VP
1,46
Atrativo
Redentia AIO P/L de 7,53 está em linha com a média da B3: o preço acompanha os fundamentos, sem prêmio nem desconto relevante.Perguntar sobre o valuation
EV/EBITDA
6,92
Moderado
Margem Líquida
214,3%
Saudável
Receita (12M)
R$ 8,4B
↑ 7,0% a.a.
Lucro Líquido (12M)
R$ 17,9B
↓ 1,5% a.a.
Redentia AIO DY de 9,33% vem acompanhado de R$ 8,7B em caixa livre, o fluxo que banca os proventos.Analisar os dividendos
Dív. Líq./EBITDA
0,20
Baixo
ROA
15,2%
Bom

Uma máquina
de dividendos.

R$ 1,19 por ação nos últimos 12 meses
Dividend Yield (12M)9,45%
FrequênciaTrimestral
Próximo pagamento28 ago 2026
R$ 0,31
R$ 0,50
R$ 0,58
R$ 0,83
R$ 1,88
R$ 1,19
202120222023202420252026
Dividendos + JCP por ação, por ano · 2026 considera os últimos 12 meses

O que a Redentia vê.

Análise gerada pela Redentia AI · atualizada hoje
Redentia ScoreModerado
70/100
Rentabilidade65
Valuation79
Dividendos77
Endividamento93
ConsensoCOMPRAR
+27,55%
de upside até o alvo médio
R$ 12,50atualR$ 15,94alvo médioR$ 16,07alvo máx.
Até o alvo mais conservador, R$ 15,78, ainda há 26,2% de espaço sobre o preço atual.
Leitura da IA
Pontos fortes
A tese a favor da ITSA4 começa pelo desconto de holdingRentabilidade sólida, ROE de 19,4%Dividend yield de 9,33%, acima da média da bolsa
Pontos de atenção
O maior risco da ITSA4 é a concentração em Itaú UnibancoLucro em queda, 1,5% a.a.
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Sobre Itausa

A Itaúsa S.A. é uma das maiores holdings de investimento do Brasil, controlada pelas famílias Egydio Souza Aranha (Setubal e Villela) e Moreira Salles. Sua principal função é deter participações estratégicas em empresas de diversos setores, com destaque para o controle do Itaú Unibanco, o maior banco privado da América Latina. A Itaúsa é frequentemente comparada a holdings globais como a Berkshire Hathaway, ainda que em escala menor e com perfil setorial brasileiro.

A operação se concentra em participações de longo prazo. Itaú Unibanco é a participação dominante, representando aproximadamente 90% do valor da carteira da holding em termos contábeis. As demais participações incluem Alpargatas (calçados, marca Havaianas), Dexco (madeira, louças sanitárias e metais sanitários), Aegea Saneamento (saneamento básico privado), NTS (Nova Transportadora do Sudeste, transporte de gás natural), Copa Energia (distribuição de gás liquefeito de petróleo) e CCR (concessões rodoviárias, via participação indireta).

A Itaúsa tem capital aberto na B3 sob ITSA3 (ON, com voto) e ITSA4 (PN, sem voto, mais líquido). É uma das ações mais negociadas da bolsa brasileira e tem peso relevante no Ibovespa, embora menor que o do próprio Itaú Unibanco. Negocia historicamente com desconto de holding em torno de 15% a 25% em relação ao valor das suas participações somadas, característica comum de empresas-veículo. A política de dividendos da holding repassa parte relevante da receita de dividendos das empresas investidas, fazendo da ITSA4 uma das ações pagadoras consistentes do mercado.

A tese de investimento

A tese a favor da ITSA4 começa pelo desconto de holding. A ITSA4 negocia historicamente com desconto entre 15% e 25% em relação ao valor das participações somadas (calculado pela cotação de mercado das empresas investidas). Esse desconto é estrutural e reflete custos de holding e iliquidez de algumas participações. Para o investidor de longo prazo, isso significa comprar Itaú Unibanco e demais ativos com desconto efetivo, com retorno potencial vindo de fechamento gradual desse desconto e do crescimento orgânico das participações.

O segundo pilar é a exposição diversificada via veículo único. Comprar ITSA4 dá exposição automática a Itaú Unibanco, Alpargatas, Dexco, Aegea, NTS, Copa Energia e outras, sem o trabalho de montar portfólio individual. Para investidor que valoriza simplicidade e diversificação setorial brasileira (banco, consumo, materiais, saneamento, energia, infraestrutura), ITSA4 é caso raro de holding com qualidade reconhecida das participações.

A política de dividendos é o terceiro ponto. A Itaúsa repassa parte relevante dos dividendos recebidos das investidas, e por isso ITSA4 é uma das ações mais consistentes em distribuição de proventos no Brasil. Os pagamentos costumam ser mensais ou trimestrais, com dividend yield histórico entre 5% e 9% ao ano em ciclos normais. Os JCPs trazem benefício fiscal ao acionista pessoa física, sendo tributados em 15% na fonte. Para carteiras de renda passiva, ITSA4 é referência clara.

Por fim, há a estabilidade de governança. As famílias controladoras têm tradição de longo prazo, foco em alinhamento com minoritários, e aversão a risco excessivo. A holding raramente faz movimentos abruptos ou aquisições especulativas. Mesmo em ciclos de mercado adversos, a Itaúsa mantém disciplina de capital e foco em participações de qualidade. Para investidor de perfil conservador que busca exposição ao Brasil corporativo de qualidade, ITSA4 oferece tese mais defensiva que ITUB4 isolada.

Os riscos

O maior risco da ITSA4 é a concentração em Itaú Unibanco. Aproximadamente 90% do valor da carteira da Itaúsa está em ações do Itaú. Isso significa que ITSA4 é, na prática, uma forma alavancada de exposição ao banco, com diversificação marginal pelas outras participações. Em ciclos de pressão sobre o setor bancário, ITSA4 cai junto com ITUB4. Para quem busca diversificação real, a Itaúsa não cumpre esse papel plenamente.

O segundo risco é o desconto de holding persistente. Embora o desconto seja oportunidade, ele também é estrutural e raramente fecha completamente. Investidores que esperam que o desconto suma podem se decepcionar: holdings tendem a manter desconto por causa de custos administrativos, baixa liquidez de algumas investidas e percepção de perda de eficiência tributária. O retorno marginal vem do crescimento das investidas, não do fechamento do desconto.

A composição setorial é o terceiro vetor. Além do Itaú, as participações estão em setores cíclicos: Alpargatas (varejo, calçados) sofre com renda da população; Dexco (construção civil, madeira) é cíclico ao ciclo imobiliário; Aegea (saneamento) tem regulação intensa e capex pesado; NTS é estável mas com taxa regulada de retorno; Copa Energia (gás) tem margem comprimida. Em ciclos econômicos adversos, várias dessas investidas sofrem simultaneamente. A diversificação setorial é menos defensiva do que parece à primeira vista.

Há ainda riscos governançais. A Itaúsa tem governança considerada boa pelos padrões brasileiros, mas o controle familiar significa que minoritários têm voz limitada em decisões estratégicas grandes. Aquisições controversas ou movimentos para favorecer outras empresas das famílias podem prejudicar minoritários. Por fim, mudanças no perfil tributário das holdings (como tributação de dividendos recebidos por holdings ou tributação de stock options) podem alterar a tese de longo prazo. A reforma tributária pode trazer ajustes relevantes que a empresa precisará absorver.

Como se compara com os pares

Na bolsa brasileira, os pares mais naturais são outras holdings de investimento como Cosan (CSAN3, holding diversificada com Raízen, Compass, Rumo), Bradespar (BRAP4, holding focada em Vale), e Simpar (SIMH3, holding de mobilidade). Em qualidade de governança e tradição de longo prazo, a Itaúsa fica entre as referências do segmento. Bradespar tem perfil mais concentrado em uma única commodity, Cosan tem maior alavancagem operacional via projetos de transição energética, Simpar é mais focada em operação industrial direta.

Comparada a holdings globais como Berkshire Hathaway (BRK), Investor AB (INVE-B), Wendel (MF), Exor (EXO) e Compagnie de Saint-Gobain, a Itaúsa é menor em escala mas similar em filosofia: investimento de longo prazo, foco em qualidade da gestão das investidas, baixa rotatividade. O desconto de holding da Itaúsa é maior do que o da Berkshire (que historicamente negocia com leve prêmio), refletindo a concentração em mercado emergente e a menor diversificação geográfica.

Em métricas operacionais, a Itaúsa tem custo administrativo baixíssimo em relação ao patrimônio gerido (geralmente abaixo de 0,5% ao ano) porque a equipe é enxuta e o foco é monitoramento, não operação ativa. O retorno total ao acionista nas últimas décadas tem sido competitivo com outras formas de exposição diversificada ao Brasil. Em ESG, a empresa segue padrões corporativos elevados das investidas, especialmente do Itaú Unibanco. Para investidor brasileiro que busca um veículo de exposição diversificada com renda passiva, ITSA4 é caso raro.

A história do papel

A Itaúsa foi fundada em 1966 como Banco Itaú Sociedade de Investimentos, evoluindo de braço de investimentos do Banco Itaú. A empresa nasceu para abrigar participações industriais e comerciais que o banco vinha acumulando, separando essas atividades não bancárias do negócio principal. Em 1974 foi reestruturada como holding e mudou o nome para Itaúsa Investimentos Itaú S.A.

Os anos 1980 e 1990 foram de expansão do portfólio. A Itaúsa adquiriu participações em diversos setores como Duratex (madeira, louças sanitárias), Itautec (informática), Itaú Seguros e outras empresas industriais. A filosofia era diversificação setorial do Brasil corporativo via participações de longo prazo. O Banco Itaú continuou sendo a participação dominante mesmo nesse contexto.

Em 2008, a fusão entre Itaú e Unibanco criou o maior banco privado da América Latina, e as famílias Setubal/Villela (Itaú) e Moreira Salles (Unibanco) passaram a dividir o controle através da Itaú Unibanco Participações, com a Itaúsa permanecendo como acionista relevante mas dividindo influência. Essa operação consolidou a Itaúsa como holding de participações relevantes no setor financeiro e em outros segmentos.

Os anos 2010 e 2020 foram de rotação gradual de portfólio. A Itaúsa vendeu Itautec em 2014 (TI), reposicionou Duratex (que se tornou Dexco em 2021), saiu de seguros (vendendo participação no Itaú Seguros). Adquiriu participações em Aegea (saneamento privado), NTS (gás natural), Copa Energia, e CCR (rodovias) para diversificar em setores de infraestrutura com receita estável. Em 2020, a Itaúsa entrou em Alpargatas via Cambuhy, ampliando exposição a consumo. A holding vem se posicionando para um Brasil corporativo de longo prazo, com foco em ativos de qualidade e geração de caixa estável.

Perguntas frequentes sobre ITSA4

ITSA3 são as ações ordinárias (ON) e dão direito a voto em assembleias. ITSA4 são as preferenciais (PN), não dão direito a voto mas têm preferência em dividendos e maior liquidez. ITSA4 é a escolha padrão para investidor pessoa física que busca dividendos e exposição à holding. Em situações de tag along, ITSA3 pode ter vantagens regulatórias específicas previstas no estatuto.

Análise de ITSA4 atualizada em 04 de maio de 2026

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