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Fundos de Tijolo

Fundos de Tijolo são FIIs que investem em imóveis físicos, como galpões logísticos, shoppings e lajes corporativas, e distribuem aos cotistas a renda gerada pelos aluguéis.

Os Fundos de Tijolo são a categoria mais tradicional de FIIs: em vez de papéis, eles compram imóveis reais e vivem do aluguel que esses imóveis geram. Galpões logísticos, lajes corporativas, shopping centers, hospitais e agências bancárias são os tipos mais comuns de ativo dentro de um fundo de tijolo.

A lógica é a de um proprietário profissional. O fundo aluga os imóveis, recebe os contratos, desconta os custos de manutenção e repassa o resultado aos cotistas na forma de dividendos mensais. Como boa parte dos contratos é de longo prazo e reajustada por índices de inflação, a renda tende a ser mais estável e previsível do que a de fundos que vivem de juros.

Na análise, três números concentram a atenção: a vacância (quanto do imóvel está vazio), o cap rate (o retorno do aluguel sobre o valor do imóvel) e a relação entre o preço da cota e o valor patrimonial. Um fundo de tijolo com vacância baixa, inquilinos sólidos e boa localização costuma sustentar melhor a distribuição ao longo do tempo.

Ressalva honesta: imóvel físico não é imune a risco. Vacância prolongada, inadimplência de inquilinos, obras e desvalorização do imóvel derrubam o rendimento, e a cota pode ser negociada abaixo do valor patrimonial por longos períodos. Fundo de tijolo é renda imobiliária real, não renda fixa. Compare os fundos disponíveis no ranking de FIIs antes de escolher.

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